Everton Ribeiro, experiente meia do Esporte Clube Bahia, revelou publicamente o diagnóstico de um tumor na tireoide, descoberto durante exames médicos de rotina após o período de férias. O jogador, que passou por uma cirurgia bem-sucedida, descreveu o momento como “assustador”, mas enfatizou que a fé e o apoio incondicional da esposa e da equipe médica têm sido fundamentais em sua recuperação. Atualmente no Rio de Janeiro para o período pós-operatório, ele busca conscientizar a população sobre a relevância dos cuidados preventivos com a saúde.
O atleta decidiu manter a rotina de treinos e jogos mesmo após receber a notícia, atuando pelo time tricolor até a véspera do procedimento cirúrgico, em um ato de dedicação à equipe. A recuperação total é estimada em algumas semanas, com expectativa de retorno gradual aos gramados monitorado de perto pelo departamento de saúde do clube. Everton Ribeiro almeja estar em Salvador o mais breve possível para acompanhar as partidas finais da temporada na Fonte Nova.
A Importância do Diagnóstico Precoce
A detecção do tumor ocorreu por meio de uma alteração nos hormônios, percebida em um exame de sangue semestral, o que acendeu o alerta na equipe de performance e saúde do clube. A diretora Natalia Bittencourt explicou que o monitoramento constante ao longo da temporada foi crucial para identificar o problema de forma antecipada, levando à solicitação de exames complementares.
O protocolo seguinte incluiu ultrassom e, posteriormente, uma punção, que confirmou a presença do tumor maligno. O câncer de tireoide, embora muitas vezes silencioso em suas fases iniciais, é o tipo mais comum na região da cabeça e pescoço e costuma apresentar um prognóstico favorável quando tratado precocemente, o que reforça a eficácia dos exames preventivos.
A Reação Emocional e a Força Familiar
O diagnóstico foi comunicado ao meia pouco antes de uma final importante, gerando um “baque” emocional imediato. “Foi assustador, né? No começo, eu nem falava essa palavra. Câncer”, desabafou o jogador, descrevendo o momento em que precisou se isolar brevemente para assimilar a notícia antes de compartilhá-la com a esposa.
A parceira do atleta, Marilia Nery, assumiu a frente na busca por informações e na organização do tratamento. Segundo ela, a notícia foi um choque, visto que a família não possuía histórico da doença, o que os colocou “completamente no escuro”. A atitude proativa e a parceria do casal foram essenciais para iniciar rapidamente as consultas com especialistas e planejar a cirurgia. A família optou por manter o diagnóstico em sigilo, contando apenas com o suporte de um círculo íntimo de médicos e amigos próximos.
A Recuperação e a Mensagem de Conscientização
Com um pequeno curativo no pescoço, o atleta utiliza o período de descanso para refletir sobre a importância da saúde. O momento, embora difícil, tem servido para estreitar ainda mais o convívio com a esposa e os filhos Augusto e Antônio.
O jogador salientou a necessidade de valorizar a vida e os detalhes que muitas vezes são esquecidos na correria do dia a dia:
- A saúde é o bem mais importante, sem o qual não é possível buscar a realização de sonhos.
- A fé foi um pilar de sustentação, ajudando-o a enfrentar o período com coragem.
- A importância de se cuidar constantemente para estar forte e presente para a família.
Estatísticas da Doença
A condição diagnosticada no atleta é um problema de saúde pública de relevância, com milhares de novos casos anuais. Para o triênio de 2023 a 2025, a estimativa é de que sejam detectados cerca de 16.660 novos casos de câncer na glândula no país por ano, segundo informações de órgãos de saúde. Destes, a maior incidência é observada na população feminina.
O risco estimado de ocorrência é de aproximadamente 7,68 novos casos a cada 100 mil habitantes anualmente. Embora a maioria dos nódulos encontrados seja benigna, a atenção a sinais como caroços no pescoço, rouquidão persistente ou dificuldade para engolir é crucial para um diagnóstico e tratamento eficazes.
Detalhes do Retorno aos Campos
Especialistas em oncologia e medicina esportiva apontam que, em casos como o do atleta, o prognóstico é geralmente muito bom, com alta chance de cura. O retorno completo às atividades de alto rendimento é a meta, mas dependerá da avaliação pós-cirúrgica completa e do eventual início de terapia de reposição hormonal, caso toda a glândula tenha sido removida.
A equipe médica do Bahia monitora o progresso para que o meia possa voltar ao time em plenas condições físicas e técnicas.