O suporte ao Windows 10, sistema operacional usado por cerca de 646 milhões de dispositivos, termina em 14 de outubro de 2025. A Microsoft não oferecerá mais atualizações de segurança, deixando computadores vulneráveis a ameaças cibernéticas. A medida impacta diretamente os 46% dos usuários de Windows que ainda utilizam a versão 10, especialmente os 200 a 400 milhões de dispositivos incompatíveis com o Windows 11.
Para minimizar riscos, a Microsoft disponibiliza o programa Extended Security Updates (ESU), que estende atualizações de segurança por mais um ano. Usuários devem decidir entre pagar pelo ESU, migrar para o Windows 11 ou adotar sistemas alternativos. A escolha exige avaliar compatibilidade de hardware e custos envolvidos.
- Opções disponíveis: ESU pago (US$ 30/ano), ESU gratuito via Microsoft Rewards ou sincronização de conta.
- Riscos de não atualizar: Vulnerabilidades a vírus, incompatibilidade com novos softwares e falta de suporte técnico.
- Alternativas: Atualizar hardware, migrar para Linux ou ChromeOS Flex.
Programa ESU oferece solução temporária
O ESU permite que usuários do Windows 10 recebam atualizações de segurança até outubro de 2026. A ativação exige uma conta Microsoft com privilégios de administrador.
O programa pode ser obtido gratuitamente ao sincronizar configurações ou resgatar 1.000 pontos do Microsoft Rewards. A opção paga custa US$ 30 por ano, cobrindo até 10 dispositivos por conta.
Compatibilidade com Windows 11 exige verificação
Para migrar ao Windows 11, o PC precisa atender a requisitos como processador de 8ª geração (Intel) ou Ryzen 2000 (AMD), 4 GB de RAM e TPM 2.0. O aplicativo PC Health Check, gratuito no site da Microsoft, verifica a compatibilidade.
Dispositivos incompatíveis podem exigir atualizações de hardware, como SSD ou memória RAM. Segundo especialistas, substituir a placa-mãe ou processador pode não ser economicamente viável.

Atualização de hardware tem custos variados
Melhorias para tornar um PC compatível com o Windows 11 variam de preço. Em São Paulo, a troca de SSD custa entre R$ 590 e R$ 750, enquanto aumentar a memória RAM sai de R$ 380 a R$ 610.
Trocar a placa-mãe (R$ 750 a R$ 2.500) ou processador (R$ 500 a R$ 900) pode ser caro, especialmente para notebooks. Assistências técnicas especializadas são recomendadas para evitar danos.
Alternativas ao Windows ganham destaque
Para PCs incompatíveis, sistemas como Linux ou ChromeOS Flex são opções gratuitas. O Linux oferece interface semelhante ao Windows, mas exige familiaridade técnica.
O ChromeOS Flex é ideal para uso básico, como navegação e aplicativos Google. Ambas as opções recebem atualizações regulares, garantindo segurança.
Riscos de continuar com Windows 10
Sem atualizações, o Windows 10 fica exposto a vírus e falhas de segurança. Programas novos podem apresentar problemas de compatibilidade, e drivers desatualizados limitam o uso de acessórios.
O Microsoft 365 funcionará até 2028, mas a ausência de correções no sistema operacional pode causar instabilidade. Usuários devem pesar os riscos e considerar a migração.
Licença do Windows 11 tem preço elevado
Instalar o Windows 11 em um computador sem sistema operacional exige uma licença. Na loja oficial da Microsoft, a versão Home custa R$ 1,1 mil, mas lojas online oferecem preços a partir de R$ 400.
A instalação exige um pen-drive ou DVD inicializável e ativação com a chave de produto. Computadores devem atender aos requisitos mínimos para garantir desempenho estável.