A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil liberam o abono salarial PIS-PASEP 2025 para trabalhadores que atendem critérios específicos no ano-base 2023. O benefício, equivalente a até um salário mínimo de R$ 1.518, beneficia cerca de 25,8 milhões de pessoas em todo o país. Pagamentos ocorreram de fevereiro a agosto, com saques disponíveis até 29 de dezembro de 2025, e um lote extra iniciado em outubro para dados corrigidos.
Trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos precisam ter trabalhado formalmente por no mínimo 30 dias em 2023, com remuneração média mensal de até dois salários mínimos, ou R$ 2.640. A inscrição no programa deve existir há pelo menos cinco anos, e os dados do empregador precisam estar atualizados na RAIS ou eSocial.

Origem e distinção dos programas
O Programa de Integração Social, conhecido como PIS, atende empregados de empresas privadas com carteira assinada. Instituído em 1970, ele integra o trabalhador ao desenvolvimento econômico por meio de contribuições empresariais.
O Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, ou PASEP, segue modelo similar, mas direciona-se a servidores federais, estaduais, municipais, militares e funcionários de estatais. Ambos os fundos visam distribuir renda, mas operam com bancos distintos para pagamentos.
Critérios comuns para elegibilidade
Para acessar o abono, profissionais devem cumprir requisitos cumulativos baseados no ano-base 2023. A seguir, os principais pontos:
- Trabalho formal por pelo menos 30 dias no período.
- Remuneração média mensal de até dois salários mínimos.
- Inscrição no PIS ou PASEP há cinco anos ou mais.
- Dados corretos enviados pelo empregador via RAIS ou eSocial.
Essas condições garantem que o benefício chegue a quem precisa de complemento salarial.
O valor recebido varia conforme o tempo trabalhado, de R$ 127 para um mês a R$ 1.518 para 12 meses. Em 2025, o governo destinou R$ 30,7 bilhões ao programa, com 22 milhões de beneficiários no PIS e 3,8 milhões no PASEP.
Como consultar o direito ao benefício
A verificação inicia pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, acessando a seção de benefícios. Outras opções incluem o portal Gov.br, o telefone 158 da Central Alô Trabalho ou agências do Ministério do Trabalho.
Servidores públicos consultam no site do Banco do Brasil, enquanto empregados privados usam os apps Caixa Trabalhador ou Caixa Tem. Atualizações de dados evitam exclusões por inconsistências.
Pagamentos e prazos de saque no PIS
A Caixa deposita o valor diretamente em contas correntes ou poupanças de correntistas. Não correntistas sacam em lotéricas ou agências com documento de identidade.
O calendário seguiu o mês de nascimento, com o último lote em 15 de agosto para nascidos em novembro e dezembro. Lotes extras, como o de outubro, atendem atrasos em envios de dados até junho de 2025.
Quem perdeu o prazo regular pode solicitar via Portal Gov.br com conta prata ou ouro. Valores não sacados até dezembro voltam aos cofres públicos, mas ficam disponíveis por cinco anos em convocações especiais.
Procedimentos para saque do PASEP
O Banco do Brasil credita o abono em contas de servidores correntistas, incluindo via Pix para chaves cadastradas. Não correntistas transferem por TED em terminais ou guichês, apresentando identidade oficial.
Pagamentos unificados em 2025 facilitaram o acesso, com saques até 29 de dezembro. Empregados de estatais e militares seguem o mesmo calendário do setor privado.
Correções de dados pelo empregador no eSocial permitem inclusão em lotes adicionais, como o iniciado em 15 de outubro.
Diferenças operacionais entre PIS e PASEP
Embora compartilhem critérios de elegibilidade, os programas diferem na gestão e no público-alvo. O PIS, administrado pela Caixa, exclui autônomos e informais, focando em CLT da iniciativa privada. O PASEP, pelo Banco do Brasil, abrange vínculos públicos variados, independentemente do regime.
Ambos financiam o Fundo de Amparo ao Trabalhador, mas o PASEP preserva patrimônio para servidores em alguns casos históricos. Em 2025, o total repassado superou R$ 30 bilhões, com foco em baixa renda.
A unificação de calendários desde 2024 simplificou o processo, reduzindo disparidades entre setores.
Valores esquecidos e resgates pendentes
Cerca de R$ 114 milhões em abonos de 2025 permanecem não sacados por 99 mil trabalhadores, principalmente do PIS. Esses recursos voltam ao fundo se não retirados até dezembro, mas podem ser resgatados em até cinco anos.
Servidores com PASEP em atraso recebem em lotes específicos, como o de outubro para correções. Consultas regulares evitam perdas.
O Ministério do Trabalho monitora esses saldos para convocações anuais, beneficiando quem atende aos critérios iniciais.
Atualizações recentes no calendário 2025
O lote extra de outubro contemplou 1,6 milhão de pessoas com R$ 1,5 bilhão, graças a prazos estendidos para envios ao eSocial. Essa medida corrigiu omissões de dados empresariais.
Trabalhadores afetados consultam status atualizado nos canais oficiais. O prazo final de saques mantém-se em 29 de dezembro para todos os lotes.
Essas ações aumentaram o alcance do benefício em 2025, garantindo inclusão de perfis elegíveis.