O Ministério da Economia incluiu no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026 a proposta de salário mínimo nacional em R$ 1.631. Esse valor representa um aumento de R$ 113 em relação aos R$ 1.518 vigentes em 2025. A medida visa ajustar o piso salarial com base na inflação acumulada e em ganho real, afetando diretamente trabalhadores formais e beneficiários de programas sociais.
A projeção considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) estimado em 4,94% para o período, além de um acréscimo de 2,5% correspondente ao crescimento do PIB de dois anos anteriores. O reajuste entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, com pagamento em fevereiro, após aprovação pelo Congresso Nacional até o fim de 2025.
- Contribuição ao INSS para aposentadorias;
- Depósitos mensais no FGTS;
- Cálculo de pensão por morte e abono salarial;
- Benefícios como seguro-desemprego e PIS/PASEP.

Cálculo do reajuste anual
O valor de R$ 1.631 resulta da aplicação da fórmula estabelecida pela Lei 14.663/2023, que combina inflação medida pelo INPC e variação do PIB.
Essa regra garante preservação do poder de compra e incremento real, diferentemente de anos anteriores sem ganho além da reposição inflacionária.
Efeitos na previdência social
O salário mínimo serve de base para o teto de contribuições previdenciárias de trabalhadores com renda no piso.
Aposentadorias por invalidez e pensões vinculadas ao valor mínimo também recebem o mesmo percentual de ajuste.
Cerca de 24 milhões de beneficiários do INSS dependem diretamente desse referência para seus pagamentos mensais. Com o novo piso, o limite para contribuições individuais ao INSS sobe proporcionalmente, impactando recolhimentos de autônomos e empregados domésticos.
Aplicação em benefícios trabalhistas
Depósitos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seguem o salário mínimo como parâmetro para cálculos de 8% sobre a remuneração. O abono salarial PIS/PASEP, pago a quem ganha até dois mínimos, terá seu valor máximo ajustado para R$ 3.262.
Seguro-desemprego para demitidos sem justa causa usa o piso como floor para parcelas mínimas. Esses vínculos ampliam o alcance do reajuste para além da folha de pagamento direta de empresas.
Vigência e aprovação legislativa
O PLOA 2026 foi enviado ao Congresso em agosto de 2025 e passa por análise nas comissões de orçamento.
Tramitação inclui audiências públicas e emendas parlamentares até dezembro, com votação final prevista para antes do recesso natalino. Qualquer alteração no valor proposto exige consenso entre executivo e legislativo para evitar vetos.
Influência no mercado de trabalho
Empresas com funcionários no piso salarial precisam provisionar o aumento de 7,44% em suas folhas a partir de janeiro.
Setores como comércio e serviços, que empregam grande contingente de minimizados, enfrentam elevação de custos operacionais. Sindicato e entidades patronais monitoram o índice para negociações coletivas acima do piso nacional.
Detalhes do ganho real
O acréscimo de 2,5% reflete o crescimento do PIB de 2024, registrado em 2,5% pelo IBGE.
Política de valorização do mínimo, retomada em 2023, busca elevar a renda média dos estratos mais baixos. Estudos do Dieese indicam que cada R$ 1 de aumento no mínimo injeta R$ 1,8 bilhão na economia via consumo.
Pagamento inicial em 2026
Trabalhadores recebem o novo valor referente a janeiro em 5 de fevereiro de 2026, data padrão para folhas mensais.
Ajustes retroativos ocorrem apenas se houver atraso na sanção da lei orçamentária. Estados e municípios alinham seus pisos regionais ao nacional, exceto em casos de legislações locais superiores.