Ciência

Cometa 3I/ATLAS é capturado por sondas da ESA em órbita de Marte

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3IATLAS - Foto: Jack_the_sparow/Shutterstock.com 3IATLAS - Foto: Jack_the_sparow/Shutterstock.com

Duas sondas da Agência Espacial Europeia (ESA) registraram imagens do cometa 3I/ATLAS, um objeto interestelar vindo de fora do Sistema Solar, a 30 milhões de quilômetros de Marte no dia 3 de outubro de 2025. Descoberto em julho pelo telescópio ATLAS no Chile, o cometa passou próximo ao planeta vermelho, permitindo observações inéditas pelas sondas ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) e Mars Express. A ESA confirmou os registros em comunicado oficial, destacando a importância científica do evento. O cometa, com até 5 km de diâmetro, é o maior objeto interestelar já identificado.

As imagens mostram o 3I/ATLAS como um ponto brilhante envolto por uma nuvem de gás e poeira, conhecida como coma. A captura exigiu ajustes nas câmeras das sondas, originalmente voltadas para o solo marciano. Astrônomos aguardam sua aproximação máxima do Sol, prevista para 29 de outubro, quando a cauda do cometa deve se tornar mais visível. Dados do telescópio James Webb indicam uma composição rica em dióxido de carbono, sugerindo origem em uma região fria de outro sistema estelar.

  • Imagens captadas mostram o núcleo do cometa envolto por uma coma difusa.
  • Telescópios como Hubble e Gemini Sul complementam os registros da ESA.
  • A velocidade do cometa, superior a 210 mil km/h, impressiona cientistas.
  • Análises químicas revelam alta proporção de CO₂ em relação à água.

O 3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar identificado, após o asteroide ʻOumuamua (2017) e o cometa Borisov (2019). Sua trajetória indica que ele tem 7,8 bilhões de anos, mais antigo que o Sol.

Detalhes da observação

As sondas TGO e Mars Express reorientaram suas câmeras para capturar o cometa, um desafio técnico devido à sua baixa luminosidade. A câmera CaSSIS do TGO registrou o objeto como um ponto brilhante em meio a estrelas.

Nick Thomas, pesquisador da CaSSIS, comparou a dificuldade da observação a enxergar um celular na Lua a partir da Terra. As imagens iniciais não mostram a cauda, mas ela deve se formar com a aproximação solar.

Composição química surpreendente

Dados do James Webb revelaram que o 3I/ATLAS tem uma proporção incomum de dióxido de carbono, sugerindo formação em uma “linha do gelo de CO₂” em seu sistema estelar original.

Essa característica o diferencia de cometas locais, formados com materiais do Sistema Solar. O telescópio Gemini Sul, no Chile, captou sinais iniciais da cauda em agosto. A ESA planeja novas observações com a sonda Juice em novembro. O cometa passará por Júpiter em março de 2026, antes de deixar o Sistema Solar.

Um visitante raro

O 3I/ATLAS, com sua origem fora do Sistema Solar, é uma relíquia cósmica. Astrônomos estimam que ele tenha viajado por bilhões de anos antes de entrar em nossa vizinhança estelar. Sua análise pode revelar pistas sobre a formação de outros sistemas planetários.

Especulações descartadas

Após sua descoberta, surgiram teorias de que o 3I/ATLAS poderia ser um artefato alienígena, ideia defendida pelo astrofísico Abraham Loeb. Dados recentes, porém, confirmam que o objeto é um cometa convencional, com núcleo gelado e coma rica em poeira.

As observações do Hubble e James Webb reforçam essa conclusão.

Futuro das observações

A ESA planeja usar a sonda Juice para novos registros em novembro, aproveitando a fase mais ativa do cometa após sua passagem pelo periélio. A missão Comet Interceptor, prevista para 2029, poderá estudar objetos similares.

Importância científica

O evento destaca o potencial das sondas marcianas para observações astronômicas além de Marte. Colin Wilson, cientista da ESA, afirmou que as missões continuam surpreendendo com contribuições à ciência interestelar. O 3I/ATLAS oferece uma oportunidade única de estudar m

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