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Cometa 3I/ATLAS se aproxima do periélio e enfrenta risco de fragmentação pelo calor solar

3I/Atlas
3I/Atlas - Foto: 3Dsculptor/Shutterstock.com 3I/Atlas - Foto: 3Dsculptor/Shutterstock.com

O cometa 3I/ATLAS, terceiro objeto interestelar detectado, alcançará o periélio em 29 de outubro de 2025 a 1,36 unidade astronômica do Sol. Detectado em julho de 2025 pelo telescópio ATLAS no Chile, o corpo segue órbita hiperbólica com excentricidade superior a 5. A proximidade expõe o núcleo a radiação intensa, podendo causar evaporação de voláteis e fragmentação.

Observações recentes indicam jatos de poeira e gelo direcionados ao Sol. Imagens do Nordic Optical Telescope entre julho e setembro de 2025 registraram polarização negativa extrema. A composição rica em dióxido de carbono e metais sugere origem em ambiente frio de outro sistema estelar.

Nasa
Nasa – Foto: SNEHIT PHOTO / Shutterstock.com
  • Velocidade atinge 245 mil km/h.
  • Distância mínima equivale a 203 milhões de quilômetros.
  • Trajetória posiciona o cometa entre órbitas de Terra e Marte.

Anomalias registradas no núcleo

Astrônomos identificaram aumento de luminosidade no 3I/ATLAS. O fenômeno indica ejeção de material interno.

A polarização negativa extrema diferencia o cometa de objetos conhecidos. Dados apontam para formação em região similar ao Cinturão de Kuiper externo.

Trajetória e proximidade solar

O 3I/ATLAS transita atualmente atrás do Sol da perspectiva terrestre. Telescópios coronográficos como o CCOR-1 do satélite GOES-19 mantêm o monitoramento.

Um astrônomo amador tailandês capturou imagens em 21 de outubro de 2025. As fotos revelam coma de gás e poeira apesar do brilho solar intenso.

Após o periélio, o cometa emergirá visível ao amanhecer. Constelações como Virgem e Leão abrigarão o objeto em novembro.

Contribuições de missões espaciais

A sonda Europa Clipper da NASA cruzará a cauda iônica do cometa no final de outubro. A distância será de 300 milhões de quilômetros do Sol.

A missão Juice da ESA passará a 64 milhões de quilômetros em 4 de novembro. Instrumentos realizarão medições multi-espectrais da composição.

Esses encontros fornecerão dados sobre partículas carregadas. As análises verificarão integridade do núcleo pós-periélio.

Monitoramento pós-periélio

Telescópios terrestres retomarão observações em novembro e dezembro de 2025. O cometa se afastará gradualmente do Sol.

Em 3 de novembro, o objeto passará a 0,65 unidade astronômica de Vênus. Redes de surveys celestes detectarão possíveis trilhas de poeira.

Lições de cometas anteriores

O 2I/Borisov fragmentou em março de 2020 após periélio em dezembro de 2019. O Telescópio Hubble registrou divisão do núcleo em dois pedaços separados por 180 quilômetros.

A desintegração ocorreu a 2 unidades astronômicas do Sol. Análises revelaram presença de água e compostos orgânicos similares a cometas locais.

O processo acelerou rotação até o ponto de ruptura. Liberação de poeira permitiu estudos químicos detalhados.

Preparação para eventos futuros

Astrônomos mantêm vigilância sobre o 3I/ATLAS em março de 2026. O cometa cruzará órbita de Júpiter a 54 milhões de quilômetros.

A sonda Juno registrará interações gravitacionais. O monitoramento reforça redes de telescópios para objetos hiperbólicos.

Velocidade relativa de 60 km/s caracteriza visitantes interestelares. Catálogos ampliam com cada passagem documentada.

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