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Queda de helicóptero em pesqueiro de São Roque fere piloto e passageiro em voo de Jundiaí

queda de Helicóptero
queda de Helicóptero - Foto: Divulgação queda de Helicóptero - Foto: Divulgação

Um helicóptero com duas pessoas a bordo caiu em um pesqueiro na Estrada do Vinho, em São Roque, interior de São Paulo, por volta das 12h40 deste domingo, 26 de outubro de 2025. A aeronave partiu de Jundiaí com destino ao restaurante Vila Don Patto, localizado a cerca de 300 metros do local do acidente. O piloto e o passageiro, identificados como irmãos empresários da região, foram resgatados com vida, com o piloto apresentando escoriações leves e o passageiro sem ferimentos graves. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar isolaram a área imediatamente após o chamado.

Vídeos gravados por testemunhas capturaram o momento da queda, mostrando a aeronave rodopiando em parafuso antes de tocar a água do lago. Frequentadores do pesqueiro auxiliaram no resgate inicial, ajudando as vítimas a saírem da cabine submersa. O incidente ocorreu em um ponto turístico conhecido por roteiros de viticultura e vinícolas familiares, atraindo visitantes para atividades de lazer.

As operações de socorro envolveram três viaturas dos bombeiros, que confirmaram a estabilidade das vítimas ao chegarem ao local. A aeronave permaneceu no lago até o fim da tarde, aguardando remoção para perícia técnica.

Detalhes da aeronave envolvida

O modelo Cabri G2, fabricado pela Guimbal em 2025, possui capacidade para duas pessoas e operava em condições regulares de navegabilidade, conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil. A propriedade da aeronave pertence a Sivaldo Santos Correia, que a adquiriu em julho deste ano, mas não há confirmação de sua presença no voo.

Registros indicam que o helicóptero realizava um voo particular, com reserva prévia para almoço no restaurante destino. A proximidade com um heliponto no local facilitou a intenção de pouso rápido, mas o incidente interrompeu o plano.

Ação rápida das equipes de resgate

Frequentadores do pesqueiro avistaram a queda e acionaram os serviços de emergência em menos de um minuto. Bombeiros chegaram em cerca de quatro minutos e encontraram as vítimas já na margem, apoiadas em um barco improvisado.

A Polícia Militar auxiliou no isolamento da Estrada do Vinho, evitando acesso ao lago durante as investigações iniciais. Uma das vítimas recebeu atendimento para ferimentos na mão, enquanto o piloto foi avaliado por escoriações superficiais.

O resgate destacou a coordenação entre civis e profissionais, com testemunhas fornecendo vídeos que auxiliam na reconstrução dos fatos.

Investigação sobre as causas do acidente

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos acionou o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do Quarto Serviço, responsável pela análise inicial em São Paulo. Peritos devem examinar a aeronave nos próximos dias para identificar falhas mecânicas ou fatores ambientais.

  • A rotação em parafuso sugere possível pane no rotor principal, comum em modelos leves como o Cabri G2.
  • Condições meteorológicas na região apresentavam ventos moderados, sem relatos de turbulência severa.
  • Manutenções recentes da aeronave foram confirmadas em laudos da Anac, mas detalhes operacionais serão verificados.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o local permanece sob custódia, com perícia agendada para segunda-feira.

Contexto do local e do voo

A Estrada do Vinho em São Roque integra um circuito turístico com foco em enoturismo, atraindo cerca de 200 mil visitantes anualmente, segundo dados da prefeitura local. O pesqueiro, integrado ao complexo, oferece atividades de pesca e gastronomia, com heliponto para acessos aéreos.

O voo de Jundiaí, distante 50 quilômetros, durou aproximadamente 15 minutos e visava um almoço agendado às 12h40. Irmãos empresários da área de comércio local optaram pela aeronave para agilizar o deslocamento em um feriado prolongado.

Histórico de incidentes aéreos na região

Em 2024, São Roque registrou um pouso forçado de ultraleve na mesma estrada, sem vítimas, atribuído a falha de motor. A Anac relata que o interior paulista concentra 15% dos voos recreativos do estado, com taxa de acidentes abaixo de 1 por mil horas voadas.

  • Incidentes semelhantes envolvem rotores em modelos franceses como o Cabri G2, com 80 unidades ativas no Brasil.
  • Treinamentos para pilotos incluem simulações de autorrotação para quedas controladas.

Autoridades reforçam inspeções anuais para aeronaves particulares na região metropolitana.

Medidas de segurança em voos panorâmicos

Operadores de helicópteros em São Paulo seguem normas da Anac que exigem coletes salva-vidas e treinamentos de evacuação para voos sobre áreas aquáticas. O modelo Cabri G2 destaca-se por estrutura leve e flutuadores opcionais, ausentes na unidade acidentada.

Passageiros recebem briefings sobre saídas de emergência antes do embarque, com ênfase em posições de impacto. Registros mostram que 90% dos resgates em quedas leves ocorrem sem fatalidades quando o pouso é em água rasa.

A ocorrência reforça a obrigatoriedade de planos de voo detalhados para trajetos curtos como o de Jundiaí a São Roque.

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