O cometa 3I/Atlas alcança o periélio em 29 de outubro de 2025, a 1,36 unidade astronômica do Sol, equivalente a 203 milhões de quilômetros. A NASA confirmou a trajetória por meio de imagens do satélite GOES-19 capturadas em 18 de outubro. O objeto interestelar some da visibilidade terrestre devido ao alinhamento com o Sol a partir de 26 de outubro.
Astrônomos detectaram o cometa em 1º de julho de 2025, com órbita hiperbólica que confirma origem fora do sistema solar. A velocidade excede a de escape solar, e a inclinação orbital difere do plano eclíptico.
- Descoberta ocorreu em posição oposta ao Sol em relação à Terra.
- Trajetória inclui passagem por Marte em 3 de outubro.
- Aproximação máxima da Terra está prevista para 19 de dezembro.
Registro por satélite
O satélite GOES-19, operado pela NOAA, capturou o cometa com o coronógrafo CCOR-1. O equipamento bloqueia o disco solar para observar a coroa externa.
O cientista cidadão Worachate Boonplod identificou o ponto luminoso nas imagens sequenciais. Análises confirmaram a identidade com o 3I/Atlas.
Trajetória e origem
A órbita hiperbólica indica que o cometa não permanece no sistema solar. Ele procede de outro sistema estelar, com excentricidade superior a 1.
Velocidade hiperbólica atinge 30 km/s na entrada. Comparações com 1I/’Oumuamua e 2I/Borisov mostram similaridades cinemáticas.
O cometa cruzou a órbita de Marte em 3 de outubro, em distância segura. Instrumentos registraram variações iniciais de brilho.
Atividade no periélio
A proximidade ao Sol intensifica a sublimação de voláteis no núcleo. Modelos preveem expansão da coma e formação de cauda extensa.
Espectroscopia revela monóxido de carbono e cianeto. A composição inclui compostos orgânicos complexos típicos de objetos interestelares.
A radiação solar aumenta a produção de poeira e gás. A cauda pode se estender por milhões de quilômetros.

Observações espaciais
A sonda Juice realiza observações em 2 e 25 de novembro. Instrumentos coletam dados ópticos e espectrométricos pós-periélio.
Imagens de alta resolução capturam a estrutura da cauda. Os dados permitem estudos comparativos com cometas solares.
Visibilidade futura
O cometa emerge do brilho solar a partir de 8 de novembro. Ele aparece no céu matutino na constelação de Virgem em 11 de novembro.
Telescópios de 20 cm de abertura mínima detectam magnitude entre 13 e 14. Condições de céu escuro favorecem a observação amadora.
Astrônomos brasileiros registraram imagens pré-ocultamento com equipamentos remotos. Dados fotométricos contribuem para a curva de luz.
Configurações orbitais
Em 25 de janeiro de 2026, o cometa alinha-se oposto ao Sol em relação à Terra. A iluminação frontal realça detalhes da coma.
O objeto cruza o plano orbital de Júpiter em 20 de março de 2026. A separação mínima permite medições astrométricas precisas.
Simulações do JPL reproduzem a trajetória com perturbações planetárias. Efeitos não gravitacionais incluem jatos assimétricos do núcleo. O núcleo possui dezenas de metros de diâmetro. Previsões de brilho incorporam taxa de sublimação variável.