Ciência

Cometa interestelar 3I/ATLAS atinge periélio em 29 de outubro e acelera saída do Sistema Solar

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Nasa - Foto: SNEHIT PHOTO / Shutterstock.com Nasa - Foto: SNEHIT PHOTO / Shutterstock.com

O cometa interestelar 3I/ATLAS, detectado em 1º de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS no Chile, atinge o periélio em 29 de outubro de 2025 a 1,36 unidade astronômica do Sol. Esse ponto mais próximo ocorre entre as órbitas da Terra e de Marte, sem risco de colisão com planetas. A distância mínima da Terra alcança 270 milhões de quilômetros em dezembro.

A NASA acompanha o objeto, o terceiro confirmado de origem externa ao Sistema Solar, com velocidade relativa de 58 km/s ao Sol. A órbita hiperbólica, com excentricidade superior a 5, garante passagem única pelo sistema. Sondas como Mars Express e ExoMars Trace Gas Orbiter coletam dados durante a aproximação.

  • Composição inclui CO2 e poeira fina, identificada por espectroscopia.
  • Núcleo coeso resiste sem surtos iniciais, apesar de idade estimada em bilhões de anos.
  • Alinhamento com Vênus facilita estudos em outubro
3IATLAS
3IATLAS – Foto: Jack_the_sparow/Shutterstock.com

Descoberta inicial no observatório chileno

O objeto surgiu em observações do observatório de Río Hurtado, no Chile, em julho de 2025. Inicialmente designado A11pl3Z, recebeu classificação 3I pelo Minor Planet Center após confirmação interestelar.

Equipamentos terrestres registraram coma difusa e alongamento sutil, sinais de atividade cometária. O Telescópio Espacial James Webb analisou espectros em agosto, detectando gelo de água e metais como níquel.

Trajetória e velocidade superior

A entrada no sistema solar interior aconteceu próximo à órbita de Júpiter, permitindo detecções precoces. O cometa cruzou o plano eclíptico em setembro, com brilho em magnitude 12-13.

Observadores em regiões equatoriais capturaram o movimento antes da conjunção solar. A velocidade de 58 km/s supera os antecessores 1I/ʻOumuamua e 2I/Borisov.

Composição química detalhada

Análises revelam dominância de CO2 na ejeção de poeira, com polarização negativa extrema. Essa característica indica exposição prolongada a radiação interestelar, alterando a superfície.

O núcleo, com massa superior a 33 bilhões de toneladas, libera cerca de 40 litros de água por segundo a distâncias incomuns do Sol. Espectros do Observatório Keck identificaram cianeto e ausência de orgânicos comuns em cometas solares.

A cor avermelhada da poeira evolui com a proximidade solar, apontando para processos térmicos variados. A liberação de massa totaliza dois milhões de toneladas desde julho, fração mínima do total estimado.

Observações por sondas espaciais

Sondas da Agência Espacial Europeia registraram o cometa em 3 de outubro de 2025, a 28 milhões de quilômetros de Marte. O rover Perseverance capturou imagens como ponto brilhante no céu marciano.

Coronógrafos do satélite GOES-19 detectaram o objeto em 18 de outubro, apesar do brilho solar. A sonda Europa Clipper alinha-se com a cauda iônica no final de outubro, coletando partículas carregadas.

Monitoramento no periélio

O aquecimento solar expõe a superfície a 33 gigawatts de radiação, com potencial para colapso térmico. Ausência de surtos iniciais sugere estabilidade do núcleo, diferentemente do 2I/Borisov que fragmentou em 2020.

Astrônomos preveem ejeção de poeira fina pós-periélio, visível em magnitude 11,5. Redes de surveys celestes rastreiam trilhas residuais.

Protocolos ativados pela NASA

A ativação ocorreu via boletim MPEC 2025-U142, em 21 de outubro, focando em trajetórias imprevisíveis. Colaborações com a ESA integram dados de múltiplas agências.

O objeto não ameaça a Terra, com elipsoide de incerteza mínimo. Atualizações em softwares incorporam forças não gravitacionais.

Passagens próximas a Vênus em 3 de novembro e Júpiter em março de 2026 permitem observações adicionais. O cometa emerge visível em novembro, nas constelações de Virgem e Leão, com reaparição em 11 de novembro antes do amanhecer. Telescópios de 20 cm detectam o objeto em magnitude 12, com coma expandida e cauda proeminente em céus escuros.

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