O cometa interestelar 3I/ATLAS alcançou o periélio nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2025, a 1,36 unidade astronômica do Sol, equivalente a 204 milhões de quilômetros.
Descoberto em 1º de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS no Chile, o objeto segue órbita hiperbólica com velocidade de 58 km/s, confirmando origem fora do Sistema Solar.
Astrônomos da NASA e ESA coordenam observações para analisar atividade sob radiação solar intensa.
Principais observatórios em ação
Telescópios no Havaí e Chile captam dados diários da coma e cauda.
- Nordic Optical Telescope registra jatos de CO₂ e poeira fina.
- Hubble e James Webb identificam espectros com níquel e cianeto.
Essa colaboração garante monitoramento contínuo apesar da conjunção solar. Observações preliminares mostram sublimação acelerada de gelos voláteis, sem fragmentação total até o momento.
Trajetória hiperbólica em detalhes
A órbita do 3I/ATLAS apresenta excentricidade superior a 5, maior que a de ‘Oumuamua e Borisov. Velocidade máxima de 68 km/s no periélio impulsiona saída do Sistema Solar.

Passará por Vênus em 3 de novembro a 97 milhões de km e pela Terra em 19 de dezembro a 269 milhões de km. Nenhum risco de colisão com planetas foi detectado pelas simulações orbitais.
Composição química revela origens distantes
Análises espectroscópicas expõem diferenças
Espectros indicam baixa presença de água e alta em dióxido de carbono na coma.
Polarização negativa extrema sugere poeira fina exposta à radiação interestelar por milhões de anos. Dados do JWST confirmam moléculas orgânicas raras, ausentes em cometas solares comuns.
Monitoramento pós-periélio intensificado
Telescópios terrestres retomam visadas em novembro para avaliar integridade do núcleo.
Sondas como Juice da ESA planejam imagens em dezembro durante afastamento. Variações na luminosidade magnitude 11,5 permitirão detecção por equipamentos amadores.
Jatos e ejeções sob escrutínio
Aumento na produção de poeira segue lei de potência rH^(-3,8), padrão em cometas ativos. Ausência de surtos indica estabilidade estrutural inicial.
Observações futuras focarão em possíveis trilhas de detritos. Fragmentos, se ocorrerem, formarão rastros detectáveis por surveys celestes.
Próximas passagens planetárias
Em março de 2026, 3I/ATLAS cruzará órbita de Júpiter a 54 milhões de km. Interações gravitacionais serão registradas por Juno da NASA.
Esses eventos fornecem dados sobre dinâmica de objetos interestelares. O estudo contribui para modelos de formação em sistemas exoplanetários.