A Lua atinge a fase de quarto crescente nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2025, às 13h20 no horário de Brasília. Essa posição ocorre quando o satélite natural forma um ângulo de 90 graus com o Sol em relação à Terra, iluminando exatamente metade de sua face visível. Observadores no Brasil podem notar uma visibilidade de cerca de 44% ao anoitecer, com o astro surgindo no céu leste por volta das 11h e alcançando o zênite após a meia-noite.
O ciclo lunar, que dura em média 29,5 dias, influencia fenômenos como as marés e serve de referência para calendários astronômicos. Em 2025, o ano registra 13 ciclos completos, com variações mínimas nas durações entre as fases. Astrônomos do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas monitoram essas transições para estudos científicos.
Para quem planeja observações, o quarto crescente de hoje marca o meio do caminho entre a lua nova de 21 de outubro e a lua cheia de 5 de novembro. Essa fase facilita a identificação de crateras e mares lunares com telescópios amadores.
- Visibilidade noturna: Aproximadamente 44% iluminada, ideal para fotos de paisagem.
- Altura no céu: Culmina a sudeste às 19h, facilitando rastreamento.
- Duração da fase: Transita para gibosa crescente em dois dias.
Entendendo o ciclo lunar de 2025
O ano de 2025 inicia com uma lua nova em 6 de janeiro, às 20h56, configurando o primeiro ciclo do período. Essa fase representa o alinhamento exato da Lua entre a Terra e o Sol, tornando o satélite invisível a olho nu. Os ciclos subsequentes seguem padrões semelhantes, com pequenas discrepâncias causadas pela órbita elíptica da Lua.
Astrônomos observam que o mês sinódico, intervalo entre duas luas novas consecutivas, varia de 29 dias e 6 horas a 29 dias e 21 horas em 2025. Essa variação resulta da interação gravitacional com a Terra e afeta previsões de eventos celestes.
Fases principais em janeiro e fevereiro
Janeiro traz a lua cheia em 13 de janeiro, às 19h26, quando o astro opõe-se diretamente ao Sol. Essa configuração maximiza a iluminação, alcançando 100% de visibilidade por cerca de três dias. O quarto minguante segue em 21 de janeiro, às 17h30, com a face ocidental escurecendo progressivamente.
Fevereiro inicia com lua nova em 5 de fevereiro, às 5h02, ideal para observações de estrelas sem interferência lunar. A lua crescente surge em 12 de fevereiro, às 10h53, iniciando a porção iluminada visível no céu vespertino.
Essas transições em janeiro e fevereiro coincidem com o verão austral, oferecendo condições claras para visualizações em regiões sul e sudeste do Brasil. Registros históricos mostram que luas cheias de verão registram picos de brilho até 30% superiores em noites sem nuvens.

Transições de março a maio no calendário
Março apresenta lua nova em 6 de março, às 13h31, marcando o equinócio de outono no hemisfério sul. A lua cheia ocorre em 14 de março, às 3h54, coincidindo com um eclipse lunar total visível em todo o território brasileiro. Esse evento, conhecido como lua de sangue, ocorre quando a sombra terrestre cobre o disco lunar, tingindo-o de tons avermelhados por até uma hora.
Abril segue com quarto crescente em 4 de abril, às 23h14, e lua minguante em 12 de abril, às 21h22. A lua nova de 27 de abril, às 16h31, encerra o ciclo com baixa luminosidade noturna.
Maio destaca-se pela lua cheia em 12 de maio, às 13h55, alcançando o ponto mais alto ao meio-dia. O ano acumula até aqui sete fases principais, com durações médias de 29 dias e 12 horas entre luas novas.
- Eclipse em março: Total, visível das 2h às 5h, com máximo às 4h.
- Brilho em maio: Pico de magnitude -12,7, superando Vênus em noites claras.
- Influência em marés: Aumenta níveis costeiros em 20% durante cheias.
Destaques de junho e julho
Junho inicia com lua crescente em 3 de junho, às 0h40, visível logo após o pôr do sol. A lua cheia surge em 11 de junho, às 4h43, iluminando o céu matutino para observadores noturnos. O quarto minguante fecha o mês em 18 de junho, às 16h19.
Julho traz lua nova em 2 de julho, às 16h30, alinhando-se perfeitamente com o Sol ao entardecer. A lua cheia de 10 de julho, às 17h36, coincide com o inverno pleno, favorecendo vistas em altitudes elevadas como a Serra da Mantiqueira.
Esses meses registram ciclos mais curtos, com apenas 29 dias e 8 horas entre fases, devido à proximidade orbital da Lua. Pescadores e navegadores usam essas datas para prever marés, que elevam-se até 1 metro em regiões equatoriais.
Agosto e setembro com eventos notáveis
Agosto apresenta lua minguante em 1º de agosto, às 9h41, e lua cheia em 9 de agosto, às 4h55. O eclipse solar parcial de 31 de agosto não é visível no Brasil, mas afeta observações globais.
Setembro destaca a lua nova em 7 de setembro, às 15h08, próxima ao equinócio de primavera. A lua cheia de 14 de setembro, às 7h32, oferece condições ideais para astrofotografia em horários crepusculares.
O período acumula 19 fases até setembro, com variações de brilho influenciadas pela inclinação orbital de 5 graus.
Outubro em foco com a fase atual
Outubro começa com lua cheia em 7 de outubro, às 0h47, marcando o superlua do mês com diâmetro aparente 14% maior. A lua nova segue em 21 de outubro, às 9h25, iniciando o ciclo que leva ao quarto crescente de hoje.
A fase de 29 de outubro, com iluminação crescente, prepara o terreno para a lua cheia de novembro. Visibilidade aumenta diariamente, atingindo 50% em 31 de outubro.
Astrônomos recomendam apps de rastreamento para mapear o movimento, que cruza o equador celeste nessa época.
Novembro e dezembro fechando o ano
Novembro inicia com lua cheia em 5 de novembro, às 10h19, outra superlua com brilho 30% superior ao normal. O quarto minguante ocorre em 12 de novembro, às 2h28, e a lua nova em 20 de novembro, às 3h47.
Dezembro traz lua crescente em 4 de dezembro, às 20h14, e lua cheia em 11 de dezembro, às 17h51, a última superlua do ano. O ciclo encerra com lua nova em 19 de dezembro, às 22h43.
Esses meses registram os ciclos mais longos, de 29 dias e 18 horas, devido ao apogeu lunar em dezembro.
- Superluas em novembro e dezembro: Diâmetros de 34 minutos de arco.
- Eclipse em dezembro: Nenhum visível, mas chuvas de meteoros coincidem com cheias.
- Duração final: Ano com 354 dias lunares, ajustando-se ao solar.
Calendário completo das fases lunares em 2025
O calendário de 2025 lista 52 fases principais, distribuídas em 13 ciclos. Abaixo, as datas exatas para referência rápida:
- Janeiro: Nova (6/20h56), Crescente (13/19h26), Cheia (21/17h30), Minguante (29/9h35).
- Fevereiro: Nova (5/5h02), Crescente (12/10h53), Cheia (20/14h32), Minguante (27/21h44).
- Março: Nova (6/13h31), Crescente (14/3h54), Cheia (22/8h29), Minguante (29/7h57).
- Abril: Nova (4/23h14), Crescente (12/21h22), Cheia (20/22h35), Minguante (27/16h31).
- Maio: Nova (4/10h51), Crescente (12/13h55), Cheia (20/8h58), Minguante (27/0h02).
- Junho: Nova (3/0h40), Crescente (11/4h43), Cheia (18/16h19), Minguante (25/7h31).
- Julho: Nova (2/16h30), Crescente (10/17h36), Cheia (17/21h37), Minguante (24/16h11).
- Agosto: Nova (1/9h41), Crescente (9/4h55), Cheia (16/2h12), Minguante (23/3h06), Nova (31/3h25).
- Setembro: Nova (7/15h08), Crescente (14/7h32), Cheia (21/16h54), Minguante (29/20h53).
- Outubro: Nova (7/0h47), Crescente (13/15h12), Cheia (21/9h25), Minguante (29/13h20).
- Novembro: Nova (5/10h19), Crescente (12/2h28), Cheia (20/3h47), Minguante (28/3h58).
- Dezembro: Nova (4/20h14), Crescente (11/17h51), Cheia (19/22h43), Minguante (27/16h09).
Essas datas consideram o fuso horário de Brasília e servem para planejamento de observações ou estudos ambientais.