O fenômeno La Niña resfria as águas do Oceano Pacífico Equatorial e favorece frentes frias intensas no Sul e Sudeste do Brasil. Novembro de 2025 registra chuvas acima da média em diversas regiões, com acumulados superiores a 300 mm em cidades como Belo Horizonte e Brasília. A meteorologia destaca a formação de corredores de umidade da Amazônia, aumentando o volume de precipitações.
- Paraná enfrenta chuvas elevadas.
- Sudeste acumula volumes altos.
- Centro-Oeste recebe umidade persistente.
Chuvas acima da média em múltiplas áreas
Regiões do Paraná, Sudeste, Centro-Oeste, Bahia e partes do Amazonas projetam precipitações superiores à normalidade. A Zona de Convergência do Atlântico Sul forma eventos de chuva contínua por dias.
Belo Horizonte e Brasília acumulam mais de 300 mm no mês. O Rio Grande do Sul registra temporais isolados, mas volume total ligeiramente abaixo da média.

Temperaturas baixas no Centro-Sul
O Centro-Oeste, Paraná e Sudeste mantêm temperaturas abaixo da média climatológica. Dias nublados e entradas de ar frio contribuem para o resfriamento.
Massas polares causam episódios de frio atípico, similar ao ocorrido em outubro. A probabilidade de ondas de calor permanece baixa.
Influência do La Niña nas frentes frias
O resfriamento do Pacífico Equatorial intensifica passagens de frentes frias pelo território brasileiro. Essas sistemas trazem ar polar com força suficiente para alterar o padrão térmico no Centro-Sul.
Corredores de umidade transportam vapor da Amazônia para o interior do país. A combinação sustenta chuvas persistentes e solo encharcado em áreas agrícolas.
Contrastes regionais no clima
O Nordeste interior registra temperaturas acima de 40°C em vários dias. O centro-norte varia de normal a ligeiramente acima da média.
O Sul extremo mantém padrões próximos à climatologia. O contraste entre excesso de chuva no sul e calor no norte define o mês.
Riscos de temporais e enchentes
Temporais localizados ocorrem no Rio Grande do Sul e outras áreas do Sul. Enchentes pontuais ameaçam regiões com solo úmido.
Produtores rurais monitoram condições para proteger lavouras. A umidade elevada favorece desenvolvimento de culturas em fases iniciais.
Padrões de precipitação no Nordeste
O interior nordestino mantém pouca chuva, alinhado ao período seco típico. Cidades litorâneas recebem precipitações esporádicas. A seca persiste em áreas agrícolas do sertão. Reservatórios regionais enfrentam níveis baixos ao longo do mês.
O La Niña altera padrões globais e regionais de circulação atmosférica, promovendo maior frequência de sistemas frontais no hemisfério sul. No Brasil, isso resulta em bloqueios que prolongam chuvas no Centro-Sul enquanto inibem precipitações no Nordeste. Modelos numéricos indicam persistência do fenômeno até o verão, com impactos graduais na transição para o próximo trimestre.