Ciência

Cometa 3I/ATLAS eleva brilho proporcional à potência 7,5 perto do Sol

Imagem através do Telescópio Espacial Hubble do cometa interestelar 3IATLAS, mostrando sua cabeleira e uma cauda crescente
Imagem através do Telescópio Espacial Hubble do cometa interestelar 3IATLAS, mostrando sua cabeleira e uma cauda crescente - Foto: NASA/ESA/David Jewitt (UCLA) Imagem através do Telescópio Espacial Hubble do cometa interestelar 3IATLAS, mostrando sua cabeleira e uma cauda crescente - Foto: NASA/ESA/David Jewitt (UCLA)

Astrônomos registraram aumento drástico no brilho do cometa interestelar 3I/ATLAS entre setembro e outubro de 2025. O objeto, terceiro visitante confirmado de fora do Sistema Solar, aproximou-se do periélio em 29 de outubro a 1,36 unidade astronômica do Sol. Satélites como STEREO-A, SOHO e GOES-19 capturaram as mudanças durante a conjunção solar, quando o cometa ficou atrás da estrela vista da Terra.

Pesquisadores Qicheng Zhang e Karl Battams calcularam que a luminosidade cresceu inversamente à distância heliocêntrica elevada à potência 7,5. Essa taxa supera em duas vezes o padrão de cometas da Nuvem de Oort. O brilho alcançou magnitude 9, visível em telescópios amadores menores.

  • Distância inicial: 2 UA em meados de setembro.
  • Distância final: 1,36 UA no final de outubro.
  • Taxa anterior: Aumento gradual quando mais distante.

Observações espaciais revelam coma extensa

Imagens do coronógrafo CCOR-1 no GOES-19 mostraram coma de quatro minutos de arco. Essa atmosfera de gás e poeira confirma sublimação intensa de gelos superficiais. O núcleo expeliu material ao aquecer-se, formando envelope brilhante. O cometa exibiu cor mais azul que a luz solar. Emissões gasosas dominaram o brilho visível, diferentemente da poeira avermelhada observada antes. Moléculas como cianogênio e amônia contribuíram para o tom.

Composição sugere origens distantes

Dados indicam gelos voláteis preservados por bilhões de anos no espaço interestelar. A trajetória hiperbólica, com excentricidade superior a 6, confirma origem externa. O objeto viaja a velocidades acima de 50 km/s, incompatíveis com órbitas solares.

Registro de Cometa 3I Atlas
Registro de Cometa 3I Atlas – Agencia Espacial Europeia (ESA) NYT
  • Idade estimada: Até 14 bilhões de anos.
  • Velocidade: Aceleração não gravitacional detectada perto do periélio.
  • Elementos: Traços de níquel vapor sem ferro associado.

Missões como JUICE, da ESA, registrarão o cometa entre 2 e 25 de novembro. Instrumentos analisarão composição à distância. Telescópios Hubble e Webb capturaram imagens prévias em julho, revelando cauda tênue.

Visibilidade retorna em novembro

O 3I/ATLAS emerge da conjunção solar a partir de 3 de novembro. Posiciona-se na constelação de Virgem antes do amanhecer. Brilho deve estabilizar em magnitude 11 a 12 até dezembro. Observadores terrestres usarão telescópios de 200 mm ou maiores. O cometa cruza Virgem e Leão, afastando-se gradualmente.

Trajetória hiperbólica confirmada

Cálculos orbitais mostram saída definitiva do Sistema Solar. Aproximação mínima à Terra ocorre em 19 de dezembro, a 1,8 UA. Não há risco de colisão ou fragmentação significativa.

Anomalias desafiam modelos

A taxa de brilho e cor azul exigem revisões em química cometária. Composição inclui dióxido de carbono elevado e vapor de água. Estudos no arXiv detalham variações fotométricas.

Campanhas globais de observação

Rede IAWN coordena rastreio até janeiro de 2026. Astrônomos amadores contribuem com astrometria precisa. Dados preenchem lacunas da conjunção solar.

Dados de sondas marcianas

Em 3 de outubro, o cometa passou a 30 milhões de km de Marte. Espectrômetros de ExoMars e Mars Express detectaram emissões de C2 e NH2.

Perspectiva de estudos futuros

Análises espectrais revelarão mais sobre formação planetária em sistemas distantes. O 3I/ATLAS oferece amostra primordial de matéria interestelar.

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