Ciência

Cometa interestelar 3I/ATLAS muda de cor pela terceira vez e intriga cientistas

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cometa - Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock.com cometa - Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock.com

O cometa interestelar 3I/ATLAS, identificado em julho de 2025, apresentou uma tonalidade azulada em observações recentes, marcando sua terceira mudança de cor desde a descoberta. O fenômeno ocorreu após o periélio, ponto de maior aproximação do Sol, em 29 de outubro, a 130 milhões de quilômetros. A alteração, detectada por pesquisadores utilizando dados de espaçonaves, sugere a liberação de gases como monóxido de carbono ou amônia. O cometa, que viaja a 130 mil km/h, é um dos mais antigos objetos interestelares já observados.

A mudança de cor surpreendeu cientistas, que notaram um brilho intenso após o cometa reaparecer de trás do Sol. A tonalidade azul contrasta com o vermelho inicial, visto em julho, e o verde temporário, em setembro. A composição do 3I/ATLAS, com alta presença de dióxido de carbono e água, pode explicar as variações.

  • Origem: Ejetado de um sistema estelar há 7 bilhões de anos.
  • Trajetória: Passou próximo a Marte em outubro e se aproximará da Terra em dezembro.
  • Observação: Visível com telescópios no Hemisfério Norte até o fim do ano.

A visibilidade do cometa aumentará nas próximas semanas, mas exige equipamentos como telescópios ou binóculos de longo alcance.

Nova tonalidade desafia análises

A coloração azulada, observada por pesquisadores em dados de espaçonaves, indica a liberação de gases voláteis do núcleo gelado do cometa. A mudança, ainda não confirmada por revisões científicas, é incomum e exige mais estudos.

O brilho intenso registrado antes do periélio não é explicado apenas pela proximidade solar. A composição química do cometa, rica em elementos como monóxido de carbono, pode estar ligada ao fenômeno.

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cometa – Foto: Artsiom P/shutterstock.com

Histórico de mudanças visuais

Em julho, o 3I/ATLAS exibia um tom vermelho devido à poeira em sua superfície. Em setembro, uma tonalidade verde sugeriu a presença de dicarbono ou cianeto. A nova coloração azul, vista em outubro, é a terceira alteração registrada.

Os cientistas acompanham essas mudanças com imagens do Telescópio Espacial Hubble e outros equipamentos. A instabilidade das cores pode estar ligada à interação do cometa com o calor solar.

A análise detalhada será possível com observações futuras, especialmente em dezembro, quando o cometa estará mais próximo da Terra.

Trajetória e observações futuras

O 3I/ATLAS alcançará seu ponto mais próximo da Terra em 19 de dezembro, a 168 milhões de quilômetros. Duas espaçonaves da ESA podem cruzar sua cauda antes que ele deixe o sistema solar.

A visibilidade para astrônomos amadores aumentará no Hemisfério Norte, mas o cometa não será visto a olho nu. Telescópios de médio porte serão necessários para observá-lo.

Pesquisadores planejam usar dados de observatórios terrestres e espaciais para estudar a composição química do cometa.

Características únicas do visitante

O cometa apresenta traços anômalos, como alta emissão de dióxido de carbono e água, além de uma cauda invertida. Sua crosta gelada, alterada por bilhões de anos de radiação cósmica, dificulta rastrear sua origem estelar.

Alguns especulam que o 3I/ATLAS poderia ser uma tecnologia alienígena, mas a hipótese carece de evidências. A maioria dos cientistas afirma que ele se comporta como um cometa típico.

Origem e impacto científico

O 3I/ATLAS, provavelmente originado na periferia da Via Láctea, é um dos poucos objetos interestelares conhecidos. Sua passagem oferece uma oportunidade única para estudar materiais de outros sistemas estelares.

A comunidade científica aguarda mais dados para confirmar as mudanças de cor e entender sua composição. As observações até o final de 2025 serão cruciais para desvendar os mistérios desse visitante cósmico.

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