O Corinthians começou o planejamento para a temporada de 2026 em meio a uma crise financeira e limitações impostas por transfer bans da Fifa. Com dívidas que somam R$ 125,66 milhões em seis processos, o clube está proibido de registrar novos jogadores desde 12 de agosto, devido a um débito de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, do México, pela compra do zagueiro Félix Torres. A diretoria, liderada por Osmar Stabile, planeja quitar essa pendência em dezembro, mas novas punições podem surgir. O cenário desafia a formação do elenco para o próximo ano.
A próxima janela de transferências, entre 5 de janeiro e 3 de março, será crucial, mas a falta de recursos e as incertezas sobre renovações contratuais complicam as decisões. O técnico Dorival Júnior considera o elenco enxuto e já pediu reforços, sem sucesso. O clube também avalia o retorno de jogadores emprestados, enquanto busca reduzir a folha salarial.
- Dívidas na Fifa: R$ 125,66 milhões em seis processos, incluindo R$ 41,3 milhões a Matías Rojas.
- Transfer ban: Proibição de contratações desde agosto, com risco de novas punições.
- Janela de transferências: Período de 5 de janeiro a 3 de março para ajustes no elenco.
- Emprestados: Seis atletas, como Pedro Raul e Fagner, com futuro indefinido.
O atacante Memphis Depay destacou a necessidade de mudanças internas para o clube voltar a ser competitivo, apontando a falta de contratações na última janela, que trouxe apenas Vitinho.
Gestão enfrenta pressão interna
O presidente Osmar Stabile enfrenta críticas e pressão para demitir o executivo de futebol Fabinho Soldado. A dispensa, porém, pode gerar insatisfação no elenco, especialmente às vésperas das semifinais da Copa do Brasil.
Hugo Souza defendeu Soldado, destacando seu papel na harmonia do grupo. A continuidade do executivo para 2026, no entanto, segue incerta, agravada pela crise financeira.
Dívidas na Fifa limitam o Timão
O Corinthians acumula débitos com clubes como Talleres (R$ 23,35 milhões por Rodrigo Garro) e Shakhtar Donetsk (R$ 6,76 milhões por Maycon). A pendência com Matías Rojas, de R$ 41,3 milhões, pode resultar em novo transfer ban em novembro.
Sem recursos para pagamentos à vista, a diretoria busca acordos de parcelamento. O Santos Laguna, por exemplo, rejeitou propostas de pagamento parcial.
Juros de 18% ao ano e flutuações cambiais elevam os custos das dívidas.
A previsão é que novas receitas cheguem apenas no fim do ano, dificultando soluções imediatas.
Contratos no fim exigem decisões rápidas
Quatro jogadores têm vínculos encerrando em dezembro: Fabrizio Angileri, Maycon, Talles Magno e Ángel Romero.
Negociações para renovar com Angileri já começaram em São Paulo.
A situação de Maycon é complexa devido à dívida com o Shakhtar Donetsk.
Talles Magno e Romero ainda não iniciaram tratativas, mas são vistos como peças-chave.
O clube teme perder atletas sem poder contratar substitutos, agravando a fragilidade do elenco.
Emprestados podem ser solução de baixo custo
Seis jogadores estão emprestados, incluindo Pedro Raul, Fagner e Alex Santana, com contratos terminando neste ano.
O retorno desses atletas é uma alternativa para reforçar o time sem custos adicionais de transferência.
Por outro lado, a reintegração elevaria a folha salarial, que o clube busca reduzir.
A diretoria avalia caso a caso, mas ainda não definiu o destino desses jogadores.
Planejamento para 2026 é desafiador
Com a proibição de contratações e a crise financeira, o Corinthians enfrenta dificuldades para planejar 2026. Dorival Júnior destacou a falta de um “norte” claro, enquanto espera a resolução do transfer ban. A diretoria tenta organizar o departamento de futebol, mas as limitações financeiras seguem como obstáculo. O clube aposta na base e em negociações estratégicas para manter a competitividade, mesmo com elenco reduzido.