Ciência

Maior Superlua de 2025, a Lua do Castor, atingirá o perigeu e iluminará o céu e poderá ser vista a olho nu

Superlua
Superlua - m-gucci/ iStock Superlua - m-gucci/ iStock

A Superlua de Castor: maior brilho e tamanho aparente ilumina céus de diversos países (100)

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A segunda superlua de 2025, conhecida popularmente como Superlua do Castor, é visível em diversos países a partir do início da noite desta quarta-feira (5), proporcionando um espetáculo celeste a olho nu. O fenômeno acontece quando a lua cheia coincide com o perigeu, o ponto de maior proximidade do satélite natural com a terra, deixando-a cerca de 14% maior e até 30% mais brilhante do que uma lua cheia comum. Esta é considerada a maior e mais brilhante superlua do ano, e permanecerá visível por três noites consecutivas, dependendo apenas de condições atmosféricas favoráveis.

O evento astronômico é acessível a observadores em todos os países, com o momento exato do pico variando conforme o fuso horário de cada localidade global. A proximidade da lua com a terra, neste período, atinge uma distância de 356.980 quilômetros, um dos pontos mais curtos de 2025. Astrônomos e o público são convidados a contemplar o céu, sem a necessidade de equipamentos especializados para notar o aumento de brilho.

Superlua
Superlua – Foto: Chayanan/istock

Observação global e a janela de visibilidade

O espetáculo lunar, que se estende por mais de 72 horas, é otimizado para observação logo após o pôr do sol em cada país, quando a lua cheia surge no horizonte. Em regiões da América do Sul, por exemplo, o surgimento ocorre por volta das 17h, enquanto na Europa e Ásia os horários se ajustam ao entardecer e à madrugada, respectivamente. O satélite natural permanecerá no céu durante toda a noite e madrugada.

Essa visibilidade noturna, quase ininterrupta, permite que observadores em todo o planeta tenham a oportunidade de apreciar o satélite em seu esplendor máximo, desde que o céu permaneça limpo, sem a presença de nuvens. Plataformas astronômicas globais oferecem ferramentas para calcular o horário exato do nascer da lua em qualquer coordenada, otimizando a experiência.

Conceito popular e dados astronômicos

Apesar da popularidade global, o termo “superlua” não é uma designação oficial da União Astronômica Internacional, órgão responsável pela nomenclatura. O nome se popularizou a partir de 1979 e é amplamente aceito por traduzir de forma simples o efeito visual de uma lua cheia que ocorre a menos de 360 mil quilômetros da terra.

No ápice do perigeu, a lua não só aparece maior e mais brilhante, como também exerce uma influência ligeiramente maior sobre as marés oceânicas, embora o impacto seja mínimo e restrito a um aumento de poucos centímetros. O diâmetro aparente da lua durante o fenômeno é perceptivelmente maior para observadores atentos ou através de fotografias comparativas, que contrastam o evento com uma lua cheia no apogeu (ponto mais distante da órbita).

Acompanhamento visual e dicas de apreciação

Para uma experiência otimizada, a recomendação de especialistas é buscar locais com baixa poluição luminosa e ampla visão do horizonte leste, especialmente no momento do nascer da lua. A ilusão lunar, que faz o satélite parecer ainda maior quando está próxima ao horizonte, é um fator visual que potencializa a observação.

Não é necessário o uso de telescópios, mas binóculos ou câmeras com lente teleobjetiva podem revelar detalhes da superfície lunar. Os observadores podem notar características como as crateras e os mares lunares com maior clareza devido à luminosidade amplificada. Este evento de novembro é o mais próximo da terra neste ano e serve como uma excelente oportunidade para a fotografia astronômica amadora. A observação pode ser realizada por três noites.

Próximo fenômeno no calendário

Esta Superlua do Castor é a segunda de uma sequência trimestral de fenômenos especiais, sendo a única que se enquadra no critério mais restrito de proximidade com o perigeu, com uma diferença de apenas 9,2 horas entre a lua cheia e o ponto orbital mais próximo. Os entusiastas já têm uma nova data para marcar no calendário astronômico.

  • O próximo e último evento do ano está previsto para 4 de dezembro.
  • A Superlua de dezembro ocorrerá no final do ano, com uma proximidade ligeiramente menor.

A recorrência de superluas em 2025 oferece aos observadores uma série de oportunidades para acompanhar a dinâmica orbital e as variações visuais do satélite natural. O evento desta semana, em particular, é um dos mais notáveis em termos de brilho e tamanho aparente, destacando-se na observação celeste.

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