América Latina

Presidente do México, Claudia Sheinbaum, denuncia assédio sexual em caminhada na capital

Claudia Sheinbaun
Claudia Sheinbaun - Octavio Hoyos/Shutterstock.cm Claudia Sheinbaun - Octavio Hoyos/Shutterstock.cm

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi vítima de assédio sexual na terça-feira, 4 de novembro de 2025, enquanto caminhava pelo centro histórico da Cidade do México. O incidente ocorreu durante uma interação com apoiadores, a caminho de um evento público próximo ao Palácio Nacional. Um homem, identificado como Uriel Rivera Martínez, aproximou-se por trás, tocou a cintura e o peito da presidente e tentou beijá-la no pescoço. Ele foi detido horas depois pelas autoridades.

Sheinbaum anunciou, em coletiva no dia seguinte, que apresentou queixa formal contra o agressor. A denúncia foi registrada junto ao Ministério Público da Cidade do México, onde o assédio sexual é crime, com pena de até quatro anos de prisão. A presidente destacou a importância de combater a violência de gênero, afirmando que o caso reflete uma realidade enfrentada por muitas mulheres no país.

  • O agressor foi preso às 21h de terça-feira, segundo o Registro Nacional de Detenções.
  • Imagens do incidente, captadas por testemunhas, viralizaram nas redes sociais.
  • Sheinbaum caminhava sem seguranças próximos, o que gerou críticas à sua proteção.

Reação oficial

A Secretaria das Mulheres, liderada por Citlalli Hernández, repudiou o ocorrido. A ministra classificou o ato como reflexo de uma cultura machista que normaliza a invasão do espaço pessoal feminino.

A presidente reforçou que o caso não é isolado. Ela destacou que muitas mexicanas enfrentam situações semelhantes diariamente, o que motivou sua decisão de denunciar.

Proposta de legislação

Sheinbaum anunciou a intenção de revisar as leis estaduais mexicanas. O objetivo é criminalizar o assédio sexual em todo o país.

Na Cidade do México, o crime é previsto no Artigo 179 do Código Penal, com penas de um a três anos. Contudo, a legislação varia entre os 32 estados do país.

A presidente planeja trabalhar com Hernández para unificar as normas. Uma campanha nacional contra o assédio também foi prometida.

Contexto da violência de gênero

Cerca de 70% das mulheres mexicanas acima de 15 anos já sofreram algum tipo de violência, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi).

O assédio sexual, incluindo apalpamento e abordagens indesejadas, atinge 15,5% das mulheres.

Subnotificação é um problema grave, com mais de 90% dos casos não registrados.

A denúncia de Sheinbaum pode incentivar outras mulheres a reportarem crimes semelhantes.

Segurança presidencial em debate

O incidente levantou questionamentos sobre a segurança de Sheinbaum. A ausência de seguranças próximos foi criticada por especialistas.

A presidente defendeu sua proximidade com o povo. Ela afirmou que manterá o contato direto com a população, apesar do ocorrido.

A Secretaria de Segurança Cidadã confirmou a prisão de Rivera. Ele também é investigado por assediar outras mulheres no mesmo dia.

O caso gerou indignação entre políticos do partido Morena. Eles condenaram a cultura machista e expressaram apoio à presidente.

Impacto social do caso

Sheinbaum relatou que só percebeu a gravidade do assédio ao ver o vídeo. “Já passei por isso quando jovem, como muitas mulheres”, disse.

O caso reacendeu debates sobre a violência de gênero no México. Ações como a campanha Sinal Vermelho, que permite denúncias em farmácias, foram destacadas.

Organizações de direitos humanos elogiaram a postura da presidente. A denúncia pública pode fortalecer políticas de proteção às mulheres.

O episódio também abriu espaço para discussões internacionais. Países como o Brasil, com altos índices de violência de gênero, podem se inspirar nas medidas propostas.

Medidas de prevenção

A Secretaria das Mulheres planeja intensificar campanhas educativas.

O Disque 180, serviço de atendimento a vítimas de violência, foi reforçado no México.

  • Denúncias podem ser feitas em delegacias especializadas.
  • Medidas protetivas são analisadas pela Justiça em até 48 horas.
  • Abrigos e centros de assistência estão disponíveis para vítimas.
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