A lua cheia de novembro, conhecida como supermoon beaver, atinge o pico de iluminação nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, às 8h19 no horário de Brasília. Esse evento astronômico ocorre quando a lua está em sua fase plena e no ponto mais próximo da Terra, a cerca de 356.980 quilômetros de distância. Observadores no Hemisfério Norte e Sul podem notar o fenômeno, que coincide com o auge de chuvas de meteoros como os taurídeos sulistas.
O termo supermoon beaver refere-se à tradição de nomes lunares ligados a ciclos naturais, especialmente no outono boreal. A lua aparece maior e mais brilhante devido à órbita elíptica do satélite natural. Para melhor visualização, recomenda-se observar ao entardecer, quando o disco lunar surge no horizonte leste.
- Pico de iluminação: 5 de novembro, 8h19 (horário de Brasília).
- Distância mínima: 356.980 km da Terra.
- Duração visível: Aparece plena de 4 a 6 de novembro.
Origem do nome beaver
O nome beaver surge da atividade dos castores no outono, quando esses animais constroem abrigos antes do inverno rigoroso. No Hemisfério Norte, o mês de novembro marca o período em que os castores reforçam suas represas com estoques de alimentos.
Tradições indígenas e coloniais associam a lua a esses preparativos sazonais. Outros nomes incluem Frost Moon ou Digging Moon, refletindo geadas iniciais e forrageamento de nozes.

O que define uma supermoon
A supermoon acontece quando a lua cheia coincide com o perigeu, seu ponto orbital mais próximo da Terra. Nesse caso, o diâmetro aparente aumenta em até 14% e o brilho em 30%, segundo cálculos astronômicos.
Em 2025, novembro registra a supermoon mais próxima do ano, superando as de outubro e dezembro. A órbita elíptica explica variações anuais, com ciclos de três ou quatro eventos consecutivos.
Essa configuração gera marés mais intensas, conhecidas como marés de sizígia, influenciadas pela alinhamento Sol-Terra-Lua.
Chuvas de meteoros associadas
Os taurídeos sulistas atingem o pico entre 4 e 5 de novembro, alinhando-se à supermoon. Essa chuva produz cerca de cinco meteoros por hora, com destaque para bolas de fogo visíveis.
Os taurídeos nortenhos seguem, com máximo em 11 e 12 de novembro, potencializando exibições duplas de meteoros. Ambas radiam da constelação de Touro, próxima à lua.
Para observação, escolha locais escuros após a meia-noite, permitindo adaptação dos olhos à escuridão em 30 minutos.
Fases lunares de novembro
A lua minguante segue o pico, com quarto minguante em 12 de novembro. A nova lua ocorre em 20 de novembro, iniciando o ciclo.
Outras fases incluem o primeiro quarto em 28 de novembro. Essas transições afetam visibilidade de eventos celestes subsequentes.
O ciclo lunar completo dura 29,5 dias, influenciando padrões de marés e navegação noturna.
Dicas para observação ideal
Escolha horizontes livres de obstruções para captar o nascer da lua, que ganha tom alaranjado pela refração atmosférica. Binóculos revelam detalhes como crateras em Touro.
Evite poluição luminosa urbana; parques ou áreas rurais oferecem condições melhores. Fotografias com tripé fixam o movimento aparente.
A supermoon beaver encerra uma sequência de três em 2025, com a próxima em dezembro como Cold Moon.