Ciência

Superlua: Lua cheia alcança perigeu e forma espetáculo celeste ao lado das Plêiades

Lua Cheia
Lua Cheia - Foto: Sumruay Rattanataipob/Shutterstock.com Lua Cheia - Foto: Sumruay Rattanataipob/Shutterstock.com

Nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, a Lua atinge sua fase cheia, configurando a maior superlua do ano. O fenômeno, visível em todos os continentes, ocorre quando o satélite está no perigeu, ponto mais próximo da Terra, a cerca de 356 mil quilômetros. Com 7,9% mais de tamanho e 16% mais brilho que uma Lua cheia comum, o evento promete atrair olhares de astrônomos e curiosos. A superlua coincide com a proximidade do aglomerado estelar Plêiades, criando um espetáculo único no céu noturno.

A Lua cheia ocorre às 10h19 (horário de Brasília), com o perigeu às 19h27, apenas nove horas depois, segundo a plataforma InTheSky.org. O fenômeno será especialmente marcante ao entardecer, quando a refração atmosférica confere à Lua um tom alaranjado. Observadores em cidades como São Paulo, Nova York e Londres terão vistas privilegiadas, dependendo das condições climáticas.

  • Horários de observação: Surge às 17h36, atinge o pico às 23h15 e se põe às 4h52.
  • Melhores locais: Áreas com pouca poluição luminosa, como zonas rurais.
  • Dica de visualização: Use binóculos para detalhes das Plêiades.

O evento não exige equipamentos especiais, sendo acessível a todos.

O que define uma superlua

Uma superlua ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu, a menor distância da Terra na órbita elíptica lunar. Essa proximidade amplia o tamanho aparente e o brilho do satélite.

A órbita lunar varia entre 356 mil e 406 mil quilômetros, uma diferença que cria o efeito visual característico. Segundo especialistas, o fenômeno não tem grande relevância científica, mas é uma oportunidade de popularizar a astronomia.

Superlua
Superlua – Foto: ricardoreitmeyer/iStock.com

Proximidade com as Plêiades

A superlua de novembro ganha destaque por sua posição próxima ao aglomerado estelar Plêiades, conhecido como “As sete irmãs”. Esse grupo de estrelas, visível a olho nu, está na constelação de Touro.

O alinhamento cria um contraste visual marcante, especialmente ao entardecer. Astrônomos recomendam observar o fenômeno em locais com céu limpo.

Binóculos ou pequenos telescópios podem realçar os detalhes das Plêiades, enriquecendo a experiência.

Impacto visual e cultural

Em diversas culturas, a Lua cheia inspira mitos e celebrações. A superlua intensifica esse fascínio, sendo retratada em fotos icônicas, como as captadas em Paris e no Rio de Janeiro.

O fenômeno atrai fotógrafos amadores e profissionais, que buscam cenários urbanos ou naturais para registrar o evento.

A refração atmosférica ao entardecer amplia o impacto visual, com a Lua ganhando tons dourados ou alaranjados.

Em 2025, esta é a segunda superlua, após a de agosto, e a última do ano.

Astronomia e ciência por trás do evento

A órbita elíptica da Lua é o fator determinante para a ocorrência de superluas. A distância média no perigeu é 50 mil quilômetros menor que no apogeu, segundo a Starwalk Space.

O termo “superlua” não é unânime entre astrônomos, que o veem como uma ferramenta de divulgação científica. Marcelo Zurita, da Associação Paraibana de Astronomia, destaca que o fenômeno é mais visual do que cientificamente relevante.

Apesar disso, a superlua estimula o interesse público pela astronomia, incentivando observações em grupo.

Eventos semelhantes ocorrerão em 2026, mas com menor proximidade ao perigeu.

Dicas para observação

Para aproveitar a superlua, escolha locais com baixa poluição luminosa. Cidades costeiras ou áreas rurais são ideais.

Evite telescópios potentes, pois a proximidade da Lua pode ofuscar detalhes. Binóculos são suficientes para observar as Plêiades.

Verifique a previsão do tempo, já que nuvens podem atrapalhar a visibilidade.

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