Ciência

Tornado, ciclone e furacão: diferenças em escala, duração e formação explicadas

Tornado
Tornado - Foto: Jonah Lange/Shutterstock.com Tornado - Foto: Jonah Lange/Shutterstock.com

Um tornado devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, na sexta-feira (7), com ventos acima de 250 km/h. O fenômeno surgiu de uma supercélula e durou minutos, destruindo estruturas locais. Um ciclone extratropical afeta o Sul e Sudeste do Brasil neste sábado (8), com ventos de até 100 km/h e chuvas intensas.

Especialistas do Cemaden e da Climatempo explicam as distinções entre esses eventos meteorológicos. Os fenômenos diferem em formação, extensão e duração, sem relação direta entre si.

  • Tornados: pequenos e intensos, com diâmetro até 1 km.
  • Ciclones extratropicais: amplos, com até 1 mil km de largura.
  • Furacões: ciclones tropicais em oceanos quentes.

Escala e duração dos fenômenos

Tornados ocupam áreas reduzidas, raramente ultrapassando 1 km de largura. Eles se dissipam rapidamente, em segundos ou minutos.

Ciclones extratropicais abrangem regiões extensas, como mil quilômetros. Sua ação persiste por dias, influenciando múltiplos estados.

Furacões cobrem áreas equivalentes a estados inteiros. Eles se mantêm ativos por períodos prolongados sobre oceanos.

Vento forte, ciclone extratropical
Vento forte, ciclone extratropical – Foto: imagedepotpro/ Istockphoto.com

Potência dos ventos registrada

Ventos em tornados superam 250 km/h, causando danos localizados e intensos. A rotação ocorre em funil descendente de nuvens.

Ciclones extratropicais geram ventos de até 150 km/h no máximo. Eles resultam de contrastes entre massas de ar quente e fria.

Furacões apresentam ventos acima de 119 km/h, com rotações horizontais fortes. A energia vem de águas oceânicas acima de 27°C.

Formação específica de cada tipo

Tornados emergem de tempestades severas com mesociclones. Supercélulas carregadas favorecem sua ocorrência em áreas instáveis.

Ciclones extratropicais se desenvolvem em latitudes médias. Baixa pressão atmosférica atrai ar de temperaturas variadas, formando nuvens.

Furacões, ou ciclones tropicais, iniciam próximo ao Equador. Águas quentes fornecem vapor para intensificação.

Ocorrência no território nacional

Tornados registram pelo menos 205 casos entre 1990 e 2011, segundo estudo da Unicamp. Eventos aumentam com variações climáticas.

Ciclones extratropicais ocorrem com frequência no Sul do Brasil. Influência do El Niño intensifica temporais na estação.

Furacões não se formam no Atlântico Sul devido a condições inadequadas. Casos subtropicais são raros e menos potentes.

Classificação pela intensidade medida

A escala Fujita Aprimorada avalia tornados de F0 a F5. Danos em Rio Bonito do Iguaçu indicam categoria elevada.

Ciclones extratropicais não usam essa métrica específica. Impactos envolvem chuvas e ventos em ampla região.

Furacões seguem escala Saffir-Simpson, de 1 a 5. Velocidades definem categorias baseadas em danos potenciais.

Fatores climáticos envolvidos

Contrastes térmicos entre frentes frias e quentes geram instabilidade. Tempestades severas precedem tornados no Centro-Sul.

Mudanças climáticas potencializam eventos extremos em todo o país. Frequência de chuvas intensas e ventos fortes cresce.

Defesas civis emitem alertas para Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. População recebe orientações sobre riscos.

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