A cometa interestelar 3I/Atlas cruzou o sistema solar a uma velocidade de 57 km/s, superando a força gravitacional do Sol, em outubro de 2025. Descoberto em julho, o objeto, vindo de outra estrela, seguiu uma trajetória hiperbólica, confirmando sua natureza de visitante temporário. Observada por agências como Nasa e ESA, a cometa passou próximo à órbita de Marte e agora segue para o espaço profundo.
A passagem da 3I/Atlas oferece aos cientistas uma rara oportunidade de estudar materiais de outros sistemas estelares. Seu alto teor de dióxido de carbono e possível idade de 7 bilhões de anos intrigam pesquisadores. A cometa não será capturada pelo Sol e deve atingir seu ponto mais próximo da Terra em dezembro de 2025.
- Velocidade recorde: 57 km/s, superior a outros objetos interestelares conhecidos.
- Trajetória: Hiperbólica, garantindo saída do sistema solar.
- Composição: Rico em CO2, diferente de cometas locais.
- Destino: Espaço profundo, após cruzar a órbita de Júpiter em 2026.
Origem e composição química
Dados espectroscópicos indicam que a 3I/Atlas possui uma composição química distinta, com predominância de dióxido de carbono em relação à água. Essa característica sugere que o objeto se formou em condições diferentes das cometas do sistema solar.
A análise inicial aponta que a cometa pode ter até 7 bilhões de anos, mais antiga que o próprio Sol. Sua crosta superficial, alterada por bilhões de anos de radiação cósmica, reforça essa estimativa.
Trajetória e monitoramento
A cometa seguiu uma trajetória hiperbólica, incapaz de ser retida pela gravidade solar. Observatórios internacionais, incluindo sondas em órbita de Marte, registraram sua passagem.
O objeto alterou levemente seu curso devido à interação com o Sol, funcionando como uma “estilingue gravitacional”. Astrônomos preveem que a cometa cruzará a órbita de Júpiter em março de 2026.
A Nasa e a ESA continuam monitorando o objeto com telescópios terrestres e espaciais. Em meados de novembro, a cometa será visível no céu matutino antes do amanhecer.

Comparação com outros visitantes interestelares
A 3I/Atlas é o terceiro objeto interestelar confirmado, após 1I/’Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019). Sua velocidade de 57 km/s supera os 26 km/s de ’Oumuamua e os 33 km/s de Borisov.
Enquanto ’Oumuamua apresentou aceleração não gravitacional, sugerindo emissões de gás, Borisov se fragmentou ao se aproximar do Sol. A 3I/Atlas, por sua vez, mantém estabilidade estrutural.
Cada objeto interestelar revela pistas sobre a diversidade de sistemas estelares na Via Láctea. A 3I/Atlas, com sua composição única, amplia esse entendimento.
Oportunidade científica
A passagem da 3I/Atlas funciona como um laboratório cósmico natural. Cientistas estudam sua órbita para refinar modelos de dinâmica estelar.
A cometa carrega informações sobre a formação de mundos em regiões distantes da galáxia. Seu estudo pode esclarecer processos químicos em sistemas estelares antigos.
A visibilidade da cometa no céu terrestre até o final de 2025 atrai atenção de astrônomos amadores. Equipamentos avançados permitem observações detalhadas.
Próximos passos da cometa
Em dezembro de 2025, a 3I/Atlas atingirá o perigeu, seu ponto mais próximo da Terra. Após esse marco, seguirá rumo à órbita de Júpiter.
A cometa não apresenta risco ao planeta e será apenas um ponto brilhante no céu. Astrônomos planejam coletar mais dados durante sua saída do sistema solar.