Índia planeja cota de exportação de 1,5 mi t de açúcar devido ao maior excedente doméstico
Por Mayank Bhardwaj e Rajendra Jadhav
(Reuters) – A Índia planeja permitir exportações de açúcar de 1,5 milhão de toneladas na nova temporada, já que se espera que um declínio na destinação de açúcar para a produção de etanol aumente o excedente doméstico, disseram fontes do governo e do comércio à Reuters nesta segunda-feira.
O aumento das exportações do segundo maior produtor mundial de açúcar pode pressionar os futuros de referência de Nova York e Londres,, que estão oscilando perto das mínimas de cinco anos.
As exportações ajudarão a reduzir os estoques de açúcar no país e a sustentar os preços locais, beneficiando produtores como Balrampur Chini Mills, EID Parry, Dalmia Bharat, e Shree Renuka Sugars, cujas ações subiram até 5% no início das negociações de segunda-feira.
“Concordamos em permitir as exportações de açúcar este ano, levando em conta os estoques excedentes e os interesses dos agricultores”, disse uma fonte do governo que não quis ser citada antes da ordem final.
O governo deve permitir exportações de açúcar de 1,5 milhão de toneladas na temporada 2025/26, que começou em 1º de outubro, com uma ordem final esperada em breve, disse outro funcionário do governo, que não quis ser citado por não estar autorizado a falar com a imprensa.
O Ministério de Assuntos do Consumidor, Alimentos e Distribuição Pública não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
A Índia foi o segundo maior exportador de açúcar do mundo no período de cinco anos até 2022/23, com embarques em média de 6,8 milhões de toneladas por ano. Mas uma seca levou o governo a proibir as exportações de açúcar em 2023/24, e permitiu que apenas 1 milhão de toneladas fossem enviadas para o exterior no ano passado.
A produção líquida de açúcar da Índia para a temporada 2025/26 está estimada em 30,95 milhões de toneladas após a destinação de cerca de 3,4 milhões de toneladas para a produção de etanol, um aumento de 18,5% em relação ao ano passado, de acordo com a Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (ISMA).
(Reportagem de Mayank Bhardwaj e Rajendra Jadhav)
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