Europa

Drones russos intensificam ataques e provocam apagões em Odessa, no sul da Ucrânia

bandeira da Ucrânia e da Rússia
bandeira da Ucrânia e da Rússia - Svet foto/Shutterstock.com bandeira da Ucrânia e da Rússia - Svet foto/Shutterstock.com

Um ataque russo com drones danificou infraestruturas de energia e transporte em Odessa, no sul da Ucrânia, nesta terça-feira (11), ferindo uma pessoa e provocando incêndios em estações energéticas. O governador Oleh Kiper informou que a ação atingiu subestações críticas, forçando o uso de geradores e a abertura de centros de emergência. A ofensiva intensifica a estratégia de Moscou contra o setor energético ucraniano, que enfrenta crescente pressão com a chegada do inverno. Autoridades locais relatam dificuldades para restabelecer serviços essenciais.

A Rússia, que controla cerca de 20% do território ucraniano, mantém ataques frequentes a infraestruturas vitais desde o início da invasão, em fevereiro de 2022. O Serviço Estatal de Emergência divulgou imagens de bombeiros combatendo chamas, mas a data e o local não foram verificados.

  • Subestações de energia foram os principais alvos.
  • Um depósito das Ferrovias Ucranianas foi danificado.
  • Centros de emergência foram ativados para apoiar a população.

O aumento das ofensivas coincide com a maior demanda por aquecimento, agravando o déficit energético no país.

Alvos estratégicos

Os ataques russos concentram-se em infraestruturas que sustentam a economia e a vida cotidiana ucraniana. Subestações ligadas a usinas nucleares estão entre os alvos prioritários, segundo autoridades.

A destruição parcial de estações de energia em Odessa comprometeu o fornecimento elétrico, deixando bairros sem luz. A Ucrânia tem recorrido a apagões rotativos para gerenciar a crise.

Ucrania e Russia
Ucrania e Russia – Foto: evan_huang/Shutterstock.com

Impacto na população

A ofensiva em Odessa afetou milhares de moradores, que enfrentam interrupções no acesso à energia e ao transporte. Geradores têm sido usados para manter serviços essenciais, mas a capacidade é limitada.

O ferimento de uma pessoa reflete o risco constante para civis em áreas visadas. O governo ucraniano reforça medidas de proteção, mas a frequência dos ataques dificulta a resposta.

Centros de emergência oferecem suporte temporário, enquanto equipes trabalham para reparar danos. A situação é agravada pelo frio, que aumenta a necessidade de eletricidade.

Pressão no setor energético

A estratégia russa de atacar o setor energético busca enfraquecer a resistência ucraniana antes do inverno. Desde outubro, pelo menos cinco grandes ofensivas foram registradas, incluindo um ataque no sábado (8) que matou sete pessoas.

A Ucrânia responde com operações contra alvos russos, como refinarias e oleodutos, visando reduzir os recursos de Moscou. Essas ações, porém, não impedem os avanços russos no leste.

O governo ucraniano solicita mais sanções contra a Rússia e apoio internacional para fortalecer defesas aéreas. A falta de sistemas antimísseis eficazes é um obstáculo crítico.

Negociações para um cessar-fogo, impulsionadas pelos Estados Unidos, enfrentam resistência, já que Moscou exige concessões territoriais.

Contexto da guerra

O conflito, iniciado em 2022, já deixou cerca de 1,2 milhão de mortos ou feridos, segundo estimativas americanas. A Rússia mantém controle sobre Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, apesar da resistência ucraniana.

Ambos os lados intensificam ataques a infraestruturas estratégicas, negando alvos civis. A Ucrânia planeja aumentar a produção de drones de longo alcance para contra-atacar.

Resposta internacional

A comunidade internacional acompanha a escalada com preocupação, enquanto a Ucrânia busca mais equipamentos de defesa. O presidente Volodymyr Zelensky pressiona por sanções adicionais contra o setor energético russo.

To Top