Bruno Henrique, atacante do Flamengo, recebeu multa do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, no Rio de Janeiro. O julgamento retomado decidiu pela punição financeira sem suspensão, permitindo que o jogador atue normalmente. A decisão ocorreu por maioria de votos, 5 a 3, após análise de recursos da defesa e da procuradoria.
O caso envolve denúncia de forçar cartão amarelo em partida contra o Santos, em 1º de novembro de 2023, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. O atleta atuava sob efeito suspensivo desde condenação inicial a 12 jogos em setembro. A sessão virtual contou com advogados do clube e do jogador.
- Votos favoráveis à multa: relator Sergio Furtado Filho, Marco Aurélio Choy, Rodrigo Aiache e Antonieta da Silva.
- Votos por manutenção ou aumento de pena: Maxwell Vieira, Luiz Felipe Bulus e Mariana Barreiras.
- Ausência de punição em jogos: maioria formada após interrupção na segunda-feira.
A procuradoria buscava ampliação da pena, enquanto a defesa pedia absolvição ou redução.
⚠️ AGORA! Resultado final do julgamento de Bruno Henrique, do Flamengo:
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) November 13, 2025
• Sem suspensão de jogos
• Multa de R$ 100 mil
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📸 Gilvan de Souza/CRF pic.twitter.com/6BKdIgRweZ
Votação detalhada no tribunal
Auditores divergiram sobre enquadramento da conduta. O relator propôs absolvição no artigo 243-A e multa de R$ 100 mil no artigo 191.
Marco Aurélio Choy comparou o caso à Operação Penalidade Máxima, destacando diferenças em compartilhamento de informações. Ele seguiu o relator pela multa sem suspensão.
Maxwell Vieira defendeu manutenção da pena inicial com ajustes, aplicando artigo 243 com multa de R$ 75 mil e 270 dias de gancho. Ele apontou mensagens como prova de influência em apostas.
Argumentos da defesa e procuradoria
Advogados do Flamengo e de Bruno Henrique negaram prejuízo ao clube. Michel Assef afirmou estratégia para gerenciar cartões pendurados.
Alexandre Vitorino destacou mensagens posteriores em que o jogador repreendeu o irmão. Ele argumentou independência nas apostas realizadas por terceiros.
A procuradoria contestou prescrição, contando prazo a partir do inquérito concluído em junho de 2024. Denúncia ocorreu em 1º de agosto, dentro de 56 dias.
Contexto da denúncia inicial
Bruno Henrique foi indiciado pela Polícia Federal em abril de 2025 por fraude esportiva. Mensagens trocadas com o irmão Wander embasaram a acusação.
Empresas de apostas detectaram volume anormal em cartões amarelos no jogo de 2023. O atacante informou intenção de receber o terceiro amarelo.
- Investigados: irmão Wander, esposa Ludymilla, prima Poliana e amigos.
- Operação: buscas em novembro de 2023 extraíram conversas de celular.
- Esfera comum: processo aceito pela Justiça do Distrito Federal.
Primeira instância e recursos
Em setembro, STJD condenou por 4 a 1 no artigo 243-A, com 12 jogos e R$ 60 mil de multa. Absolvição ocorreu no artigo 243.
Recurso do Flamengo visava anular pena. Procuradoria pediu aumento.
Pedido de prescrição rejeitado por 9 a 0. Contagem de prazo iniciada em maio de 2024 com abertura de inquérito.
Diferenças com casos de manipulação
Auditores citaram Operação Penalidade Máxima para contrastes. Não houve aliciamento direto por Bruno Henrique.
Valores apostados considerados incompatíveis com realidade financeira do atleta. Irmão recebeu ganhos, sem repasse comprovado ao jogador.
Decisão final priorizou multa sem impacto em campo. Flamengo mantém elenco completo para competições.
O julgamento reforçou debate sobre ética em cartões intencionais. Votos enfatizaram regulamento da CBF de 2023.
Bruno Henrique acompanhou sessão remotamente. Clube representado por vice-presidente jurídico Flávio Willeman.