O ator Dado Dolabella, de 45 anos, prestou depoimento na 14ª Delegacia de Polícia (DP), no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (13). A oitiva ocorre no inquérito que apura denúncias de agressão física e verbal contra a ex-namorada Marcela Tomaszewski, de 28 anos, eleita Miss Gramado 2025/2026. A medida cautelar de afastamento, protocolada pela defesa do ator, visa proibir qualquer forma de comunicação da modelo com ele, incluindo mensagens e ligações.
A solicitação surgiu após tentativas de contato da ex, segundo a advogada Mara Damasceno. O pedido reforça a versão de Dolabella de que as acusações são infundadas e parte de uma exposição pública excessiva.
A discussão inicial entre o casal ocorreu em 25 de outubro, no apartamento de Tomaszewski em Ipanema. Vizinhos acionaram a polícia, e a modelo registrou boletim de ocorrência com hematomas nos braços, mãos e pescoço. O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu inquérito em 29 de outubro para investigar o episódio.
Ocorrência inicial e registros policiais
A briga escalou durante uma conversa no imóvel da miss, por volta das 10h. Agentes da Polícia Militar atenderam a chamada de vizinhos e encaminharam Tomaszewski à Delegacia da Mulher Maré, onde o boletim foi lavrado.
Imagens divulgadas por uma amiga da modelo, Rafaela Clemente, mostraram marcas no corpo. O vídeo capturou diálogo em que Dolabella respondia a uma provocação sobre sal na comida, admitindo o gesto de afastamento.
Tomaszewski inicialmente negou agressões em vídeo conjunto com o ator, mas retratou-se dias depois, alegando coação. O inquérito segue com análise de provas, incluindo áudios e mensagens.
Reassunção da defesa e depoimentos
Diego Candido, advogado de Tomaszewski, retomou o caso em 9 de novembro. Ele orientou a cliente a formalizar a denúncia ao retornar ao Brasil, previsto para 15 de novembro.
Candido anunciou pedido de medida protetiva sob a Lei Maria da Penha e prisão preventiva de Dolabella. A delegada responsável exige presença física da vítima para validar os documentos.
Dolabella compareceu à 14ª DP para o depoimento e a cautelar. A defesa nega qualquer solicitação de prisão contra o ator e critica a ausência de proteções equivalentes para homens na legislação.
Versões contraditórias do casal
Dolabella divulgou áudios em que Tomaszewski admite ter ameaçado ex-parceiro com faca. Ele alega que a ex continuou comunicando-se após o término, inclusive convidando-o para viagem.
- Mensagens pós-acusação mostram tentativas de contato da modelo;
- Vídeo de 8 de novembro registra Dolabella dizendo: “Você me deu tapa, eu afastei pelo pescoço”;
- Casal assumiu namoro em setembro, com postagens em Goiás;
- Término confirmado por Tomaszewski em entrevista recente.
A advogada do ator apresentou prints de conversas desrespeitosas da miss com autoridade policial.
Histórico de Dolabella em casos semelhantes
O ator cumpre pena em regime aberto por lesão corporal contra Luana Piovani e uma camareira, em 2008. Ele foi condenado a um ano e 15 dias de prisão.
Episódios anteriores envolvem Dani Souza, Marina Dolabella e Wanessa Camargo, com acusações de violência e pensão não paga. Esses processos tramitam na Justiça.
Dolabella já declarou em entrevista ao Domingo Espetacular que se considera vítima de narrativas falsas em relacionamentos passados.
Reações e próximos passos na investigação
A defesa de Tomaszewski reage ao pedido de Dolabella, chamando-o de inversão de papéis. “Sou a nova agressora do Brasil”, ironizou a miss em stories.
O Ministério Público solicitou depoimentos adicionais da modelo e da mãe dela. A delegacia aguarda retorno de Tomaszewski para avançar.
- Inquérito aberto em 29 de outubro pelo MP-RJ;
- Exame de corpo de delito pendente desde o boletim inicial;
- Audiência marcada para próxima semana na 14ª DP.
A Polícia Civil reforça que o caso segue sob sigilo, com foco em diligências para esclarecer contradições.
Contatos para denúncias de violência
Casos de agressão contra mulheres devem ser reportados imediatamente. O Disque 180 oferece atendimento 24 horas, anônimo e gratuito.
Delegacias especializadas, como a da Mulher, priorizam esses registros. Em emergências, ligue 190 para a Polícia Militar.
A Lei Maria da Penha prevê medidas protetivas rápidas, como afastamento do agressor e proibição de contato.