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Médico revela 6 hábitos diários que disparam risco de AVC e como revertê-los agora

Médico analisando exame raio-x cerebral, conceito de AVC
Médico analisando exame raio-x cerebral, conceito de AVC - Foto: utah778/ iStock Médico analisando exame raio-x cerebral, conceito de AVC - Foto: utah778/ iStock

O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola alertou que 80% dos casos de acidente vascular cerebral (AVC) podem ser prevenidos com mudanças no cotidiano. Em entrevista publicada nesta sexta-feira (14), o especialista listou seis comportamentos comuns que aumentam significativamente o risco da doença. A hipertensão não controlada aparece como principal fator, seguida por tabagismo, sedentarismo, diabetes descompensada, sono insuficiente e consumo excessivo de álcool.

As alterações simples no estilo de vida protegem os vasos sanguíneos e reduzem a formação de coágulos que chegam ao cérebro. O médico destacou que os efeitos positivos começam a aparecer semanas após as mudanças. Dados do Ministério da Saúde mostram que o AVC permanece como segunda maior causa de morte no país.

  • Controle regular da pressão arterial evita danos nas paredes dos vasos
  • Parar de fumar reduz o risco em até 50% em cinco anos
  • Atividade física de 150 minutos semanais melhora a circulação
  • Manter glicemia equilibrada protege artérias de agressões constantes
Mulher com a mão na cabeça, dor, conceito de AVC
Mulher com a mão na cabeça, dor, conceito de AVC – Foto: bymuratdeniz/ iStock

Pressão alta lidera fatores modificáveis

A hipertensão arterial responde por grande parte dos AVC isquêmicos e hemorrágicos registrados no Brasil. O especialista explicou que valores acima de 140/90 mmHg fragilizam as artérias ao longo do tempo. Medir a pressão em casa e seguir o tratamento medicamentoso correto diminuem esse risco de forma direta.

Pacientes que mantêm a pressão controlada apresentam até 40% menos eventos cerebrovasculares, conforme estudos recentes.

Tabagismo acelera envelhecimento vascular

O cigarro contém substâncias que endurecem as artérias e favorecem placas de gordura. Quem para de fumar observa queda progressiva do risco já nos primeiros meses. Após um ano sem tabaco, a probabilidade de AVC cai pela metade em comparação com fumantes ativos.

A medida beneficia também quem convive com fumantes passivos no ambiente doméstico.

Sedentarismo compromete saúde circulatória

A falta de movimento regular eleva colesterol LDL e pressão arterial. Caminhadas diárias de 30 minutos já produzem melhora mensurável na elasticidade vascular.

Estudos apontam que pessoas ativas têm 30% menos chance de AVC em relação às sedentárias.

Diabetes descontrolada agride vasos cerebrais

Níveis altos de glicose danificam o revestimento interno das artérias. O controle rigoroso com dieta, exercícios e medicamentos impede essas lesões silenciosas.

Pacientes diabéticos bem controlados equiparam seu risco ao da população geral.

Sono insuficiente eleva inflamação sistêmica

Dormir menos de seis horas por noite aumenta cortisol e pressão arterial. A qualidade do sono influencia diretamente a recuperação vascular durante a noite.

Estabelecer rotina regular de sono protege o sistema cardiovascular de forma contínua.

Álcool em excesso provoca arritmias graves

Consumo acima de 30 gramas diárias de álcool puro altera o ritmo cardíaco. A moderação mantém a pressão estável e evita fibrilação atrial, gatilho comum de AVC.

Mulheres devem limitar a uma dose e homens a duas doses por dia no máximo.

Mudanças combinadas multiplicam proteção

O neurocirurgião reforçou que adotar várias medidas ao mesmo tempo potencializa os benefícios. Controle de peso, dieta rica em frutas e vegetais e redução de sal completam o conjunto de ações preventivas.

Profissionais de saúde orientam avaliação periódica para identificar fatores de risco precocemente.

A prevenção primária do AVC depende essencialmente de decisões tomadas no dia a dia. Pequenos ajustes mantidos com consistência alteram trajetórias de saúde a longo prazo. O Ministério da Saúde registra cerca de 100 mil mortes anuais por AVC no país, número que pode cair com adesão às recomendações médicas.

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