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Rainha Mary da Dinamarca experimenta açaí e cacau na Ilha do Combu durante COP30 em Belém

Rainha Mary da Dinamarca
Rainha Mary da Dinamarca: Liv Oeian/Shutterstock.com Rainha Mary da Dinamarca: Liv Oeian/Shutterstock.com

A rainha Mary da Dinamarca visitou a Ilha do Combu, em Belém do Pará, na terça-feira, 11 de novembro de 2025, durante a COP30. A monarca, patronesse do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, participou de atividades imersivas na floresta amazônica. Acompanhada pela primeira-dama do Pará, Daniela Barbalho, ela observou a colheita de açaí e o processo de produção de chocolate de cacau.

O evento ocorreu em meio à conferência global sobre mudanças climáticas, sediada na capital paraense. Mary, de 52 anos, optou por vestimenta prática para o terreno, incluindo calça preta, camisa verde e tênis de trilha. A visita destacou iniciativas locais de sustentabilidade, como o cultivo orgânico de frutas amazônicas.

A travessia fluvial pela Baía do Guajará exigiu escolta de 15 policiais federais e militares armados. Elas embarcaram na lancha Aruanã 29, no Terminal Hidroviário Internacional, com comboio de barcos de segurança. Na Ilha do Combu, ponto turístico frequentado por autoridades da COP30, a rainha seguiu roteiro clássico de gastronomia e ecoturismo.

Roteiro na fábrica de chocolates

A rainha Mary iniciou o passeio na fábrica Filha do Combu, gerida pela empreendedora Dona Nena. Lá, ela recebeu explicações sobre o cultivo, moagem e beneficiamento do cacau amazônico.

Mary cheirou o aroma do chocolate moído em uma área aberta e provou a fruta fresca, ainda azeda. Experimentou chocolate 100% cacau diretamente na linha de produção e tomou chocolate quente, mesmo sob o calor local.

Ela demonstrou interesse pelo urucum e posou com uma bandeira do Pará. Dona Nena informou que 20 pessoas trabalham atualmente na unidade, que produz chocolates orgânicos a partir de plantações locais.

Colheita e preparo do açaí

Ribeiros demonstraram a técnica de escalada nos açaizeiros em menos de dois minutos. A rainha observou saltos entre troncos para coletar cachos da fruta.

Mary comparou o método à subida em árvores na infância. Em seguida, participou do preparo tradicional, amassando grãos com água em bacia de barro para extrair o suco.

O processo, anterior às máquinas, deixou suas mãos roxas. Ela peneirou a mistura, destacando a importância de técnicas ancestrais na preservação cultural.

Encontro com a samaúma centenária

A comitiva parou perto de uma samaúma centenária, conhecida como rainha da floresta. Mary tocou as raízes ocas e produziu sons batucando nelas.

O ministro dinamarquês Jacob Jensen, de Alimentação, Agricultura e Pesca, acompanhou a atividade. A samaúma simboliza a biodiversidade amazônica e atrai visitantes em trilhas ecológicas.

A árvore, com mais de 50 metros de altura, integra a Área de Proteção Ambiental da Ilha do Combu. A visita reforçou o papel das florestas na agenda climática da COP30.

Banquete paraense no restaurante

No Restaurante Saldosa Maloca, Mary desfrutou de pratos típicos amazônicos. O menu incluiu moqueca de pirarucu e filhote na chapa.

Arroz com jambu e macaxeira frita complementaram a refeição principal. De sobremesa, brigadeiro no creme de cupuaçu e açaí fresco.

  • A ilha abriga cooperativas de mulheres ribeirinhas que pilotam lanchas para turistas.
  • Adrienny Mota, de 18 anos, e sua mãe, Ana Alice, atuam como guias locais.
  • O Combu atrai chefes de Estado, como o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

A experiência gastronômica destacou a diversidade culinária da região, com ênfase em ingredientes nativos.

Compromissos ambientais da Dinamarca

A Dinamarca apoia iniciativas de preservação florestal na Amazônia. Em 2024, doou R$ 127 milhões ao Fundo Amazônia.

Durante a COP30, o país anunciou US$ 100 milhões em garantias estatais ao Banco Interamericano de Desenvolvimento. Essa medida visa mobilizar US$ 400 milhões em empréstimos concessionais para a América Latina.

O foco abrange transição energética, com expansão de energia solar, eólica e veículos elétricos na região amazônica. Países nórdicos contribuem com mais US$ 100 milhões, totalizando US$ 780 milhões em mobilização.

O embaixador dinamarquês do Clima, Ole Thonke, apresentou o compromisso em discurso na conferência. A Dinamarca também apoiou o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, sem injeção inicial de recursos.

Mary, nascida na Austrânia e rainha consorte desde janeiro de 2024, visitou o Brasil pela segunda vez. Em 2024, esteve em Brasília, na Embrapa, e em Manaus, no Museu da Amazônia e no Inpa. Essa agenda reforça laços bilaterais em sustentabilidade, com visitas a restaurantes indígenas e ao Teatro Amazonas, promovendo intercâmbio cultural e ambiental entre Dinamarca e Brasil, além de debater ações concretas contra o desmatamento e pela biodiversidade na bacia amazônica, onde mais de 60% do território paraense está protegido.

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