Um telescópio no Chile detectou o cometa interestelar 3I/Atlas em 1º de julho de 2025, marcando-o como o terceiro objeto confirmado de fora do Sistema Solar.
O corpo celeste, descoberto pelo sistema ATLAS, exibe atividade comética com núcleo sólido que libera gás ao se aproximar do Sol.
Sua trajetória hiperbólica, com velocidade de cerca de 57 km/s, confirma a origem interestelar, sem risco de colisão com a Terra.
Astrônomos de agências como NASA e ESA monitoram o fenômeno para analisar sua composição química única.
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— SpaceTracker.space (@Ammar1176708) November 14, 2025
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One of the clearest reconstructed dust-field images ever captured.
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Detecção inicial e confirmação
O sistema ATLAS, financiado pela NASA e localizado em Rio Hurtado, identificou o objeto como potencial interestelar devido à sua velocidade excessiva.
Observações preliminares de 14 de junho de 2025, em arquivos de telescópios, retroativamente confirmaram sua presença antes da detecção oficial.
Em 2 de julho, telescópios no Arizona e no Havaí registraram uma coma marginal e elongação de cauda de 3 segundos de arco, validando sua natureza ativa.
Características físicas observadas
O núcleo do 3I/Atlas mede entre 440 metros e 5,6 quilômetros de diâmetro, segundo imagens do Telescópio Espacial Hubble em agosto de 2025.
Sua composição inclui altos níveis de dióxido de carbono e monóxido de carbono, que sublimam a temperaturas baixas, gerando jatos de poeira.
A cor avermelhada da coma, observada em julho, indica poeira rica em carbono, similar ao cometa 2I/Borisov.
O objeto viajava a 221 mil km/h na descoberta, dentro da órbita de Júpiter, e manteve atividade estável sem surtos até o periélio.
Trajetória e aproximações chave
O cometa atingiu o periélio em 30 de outubro de 2025, a 1,4 unidade astronômica do Sol, dentro da órbita de Marte.
Em 3 de outubro, passou a 29 milhões de quilômetros de Marte, permitindo observações da sonda ExoMars Trace Gas Orbiter da ESA.
Sua velocidade relativa ao Sol alcançou 68 km/s pós-periélio, impulsionada por forças não gravitacionais de ejeção de gás.
Em 19 de dezembro de 2025, fará o ponto mais próximo da Terra, a 1,8 unidade astronômica, ou 270 milhões de quilômetros.
- Observações da sonda Tianwen-1 da China em novembro de 2025 capturaram imagens de alta resolução da coma durante o sobrevoo de Marte.
- O Telescópio James Webb detectou assinaturas de hidroxila em frequências de rádio, confirmando processos de decomposição de água natural.
- A campanha da International Asteroid Warning Network, de 27 de novembro de 2025 a 27 de janeiro de 2026, reúne telescópios globais para rastrear sua saída.
Atividade pós-periélio
Após o periélio, o 3I/Atlas desenvolveu uma cauda iônica de 0,7 graus de comprimento, observada em 11 de novembro de 2025 da Itália.
Modelos 3D baseados em curvas de luz rotacionais revelam um núcleo irregular com superfícies metálicas de níquel e titânio.
A aceleração observada resulta de ejeção assimétrica de gás, sem indícios de anomalias além do esperado para cometas interestelares.
Observações telescópicas recentes
Telescópios terrestres registraram brilho de magnitude 12 a 14 em setembro de 2025, com pico esperado em novembro.
Em 21 de julho, o Hubble capturou imagens a 277 milhões de quilômetros, destacando jatos de sublimação e estrutura da coma.
A missão Juice da ESA planeja observações entre 2 e 25 de novembro de 2025 para analisar ventos solares na cauda.
O sinal de rádio captado pela MeerKAT em novembro confirma absorção de hidroxila, alinhando-se a comportamentos cométicos padrão.
Composição química revelada
Análises espectrais indicam proporções elevadas de CO2 em relação à água, sugerindo formação em disco protoplanetário frio.
A idade estimada do cometa varia de 3 a 11 bilhões de anos, mais antiga que a Terra, com crateras de impactos interestelares.
Diferente de cometas da Nuvem de Oort, sua química reflete condições em regiões de estrelas antigas da Via Láctea.
Visibilidade e monitoramento futuro
A partir de 3 de novembro de 2025, o cometa surge no céu leste antes do amanhecer, na constelação de Virgem.
Entre 3 e 17 de novembro, ganha altura gradual, visível com telescópios a 9 graus acima do horizonte.
No Brasil, condições melhoram em dezembro, com janela de uma hora antes do nascer do Sol, apesar do brilho fraco.
Por março de 2026, cruzará a órbita de Júpiter, fading para além da detecção telescópica em setembro.
- A Rede Internacional de Alerta de Asteroides coordena medições para refinar modelos de sublimação.
- Observatórios como Gemini North capturaram imagens em julho, processadas para mapear anisotropia da coma.
- Dados do SOHO durante conjunção solar em 21 de outubro de 2025 registraram elongação da cauda sem fragmentação.