O técnico Carlo Ancelotti confirmou, nesta segunda-feira (17), a escalação inicial da seleção brasileira para o amistoso desta terça-feira (18) contra a Tunísia, em Lille, na França. A definição ocorre após a baixa por lesão do zagueiro Gabriel Magalhães, o que forçou uma reorganização no setor defensivo. Wesley, lateral-direito, será o substituto, resultando no deslocamento de Éder Militão para a zaga, ao lado de Marquinhos. A partida marca o último compromisso da equipe nacional na temporada, consolidando o esquema tático 4-2-4.
A intenção do treinador é manter a “espinha dorsal” do time que venceu Senegal por 2 a 0 no sábado (15). Ele indicou que o desempenho apresentado no primeiro tempo daquele jogo, com alta intensidade e qualidade ofensiva, serve como parâmetro para o confronto final do ano. A base do meio-campo e ataque, considerada o ponto forte desta fase de observação, será mantida, focando em entrosamento.
Alteração na defesa e novo posicionamento
A lesão muscular na coxa direita de Gabriel Magalhães, confirmada após o jogo anterior, obrigou Ancelotti a promover a única mudança na defesa. A escolha por Wesley, lateral com características mais ofensivas, não apenas preenche a vaga, mas também reorganiza toda a linha de quatro defensores.
Militão, que vinha atuando como lateral-direito, volta à sua posição de origem, a zaga central. Ele formará a dupla com o capitão Marquinhos.
A entrada de Wesley na lateral visa dar mais profundidade ofensiva pelo lado direito.
O retorno de Militão para a zaga garante a experiência e a velocidade na recomposição.
A nova composição defensiva é considerada um teste final de versatilidade para Militão, que mostrou adaptação em diferentes funções nesta Data Fifa. O treinador italiano destacou a importância de ter jogadores que podem atuar em mais de uma posição.
Último jogo: testes pontuais no ataque
Apesar de ter afirmado que a fase de testes mais amplos havia terminado, o treinador italiano ainda planeja observar peças no setor ofensivo, o mais concorrido do elenco. A manutenção do esquema 4-2-4, com quatro atacantes, demonstra a preferência por um volume de jogo de alto poder de fogo.

A linha ofensiva inicial deve ser formada por Estêvão, Vinícius Júnior, Matheus Cunha e Rodrygo.
No entanto, há a expectativa pela entrada de Vitor Roque no decorrer da partida. Ancelotti elogiou publicamente o atacante do Palmeiras, indicando que o jogo contra a Tunísia é a última chance real para ele mostrar serviço neste ano. A briga pela vaga de centroavante reserva, que inclui João Pedro e outros nomes, é o ponto de maior incerteza no momento.
Consolidação tática e ritmo de jogo
O objetivo do último amistoso da temporada é, sobretudo, consolidar a identidade tática do time sob o comando de Ancelotti. A filosofia de manter a posse de bola com saída rápida e verticalização do ataque se tornou a marca registrada da equipe.
O esquema com dois volantes mais fixos, Casemiro e Bruno Guimarães, tem sido crucial para dar o equilíbrio necessário.
A partida contra a Tunísia, uma seleção que apresenta um estilo de jogo mais físico e reativo, será um desafio diferente do Senegal, que buscou mais o ataque. O último teste do ano servirá para avaliar a capacidade do time em lidar com adversários mais fechados e aplicar o plano de jogo estabelecido. O resultado do confronto é importante para manter o nível de confiança antes da pausa de fim de ano.