A seleção brasileira entra em campo nesta terça-feira (18) para o último compromisso de 2025, enfrentando a Tunísia em um amistoso válido pela Data Fifa. O confronto acontece no Decathlon Arena, na cidade de Lille, França, com início marcado para as 16h30 (horário de Brasília). O técnico Carlo Ancelotti confirmou a escalação com ajustes no setor defensivo, buscando aprimorar o entrosamento da equipe rumo à Copa do Mundo de 2026.
O Brasil chega embalado pela vitória de 2 a 0 sobre Senegal no último sábado (15), com gols de Estêvão e Casemiro. Do outro lado, a Tunísia mantém uma sequência de quatro jogos de invencibilidade nas eliminatórias africanas, onde liderou o Grupo H. O amistoso serve como preparação para ambas as seleções já classificadas para o próximo mundial.
A transmissão ao vivo do jogo será realizada pela TV Globo, SporTV e no canal ge.tv no YouTube, iniciando a cobertura às 16h, com narração de Luís Roberto na Globo e Luiz Carlos Júnior no SporTV.
Alterações estratégicas na zaga titular
A principal novidade na formação anunciada por Carlo Ancelotti para o jogo é a entrada de Wesley na lateral direita, substituindo Gabriel Magalhães, e o retorno de Éder Militão à zaga central. O esquema tático mantido é o 4-2-3-1, uma base que vem sendo trabalhada pelo treinador.
Caio Henrique será o responsável pela lateral esquerda, completando a linha defensiva ao lado de Marquinhos. A dupla de volantes terá Casemiro e Bruno Guimarães, que somaram 15 recuperações de bola na partida anterior contra Senegal, garantindo a solidez no meio-campo.
Meio-campo mantém consistência e libera ofensividade
O setor de meio-campo segue com a dupla de volantes que se destacou na última partida, oferecendo segurança e qualidade na saída de bola. A presença de Casemiro e Bruno Guimarães permite maior liberdade para os jogadores de ataque.
- Casemiro e Bruno Guimarães são peças-chave na contenção e distribuição.
- A solidez no meio visa corrigir vulnerabilidades defensivas pontuadas após a derrota para o Japão.
- Ancelotti reforça a filosofia de marcação alta, que resultou em 12 roubadas no campo ofensivo contra Senegal.

Escalação brasileira e foco nos jovens atacantes
A escalação confirmada do Brasil terá Bento no gol. A linha de defesa é formada por Wesley, Éder Militão, Marquinhos e Caio Henrique. No meio, Casemiro e Bruno Guimarães; e na frente, Estêvão, Rodrygo e Vinícius Júnior, municiando o centroavante Matheus Cunha.
O treinador italiano pretende utilizar Vitor Roque e João Pedro no segundo tempo, reforçando a estratégia de rodízio e testes de elenco neste final de ano. A entrada de Wesley, em sua terceira aparição pela seleção, tem como objetivo testar sua precisão em cruzamentos, com histórico de 82% de acerto.
O time africano busca a manutenção da invencibilidade
O técnico Sami Trabelsi confirmou a formação 4-1-4-1 da Tunísia, buscando capitalizar a fase invicta do time. O goleiro Aymen Dahmen, com três jogos sem sofrer gols nos últimos cinco confrontos, é um dos destaques.
O meio-campo será ancorado por Ellyes Skhiri, conhecido por sua alta precisão nos passes. Jogadores como Hannibal Mejbri, do Manchester United, são peças importantes para a transição ofensiva e a criação de jogadas de contra-ataque da seleção africana.
Histórico de placares elásticos
O histórico de confrontos entre Brasil e Tunísia registra apenas dois amistosos, ambos com vitórias brasileiras e placares expressivos. A primeira vitória foi em 1973 por 4 a 1, e a mais recente em 2022, quando o Brasil goleou por 5 a 1 em Paris.
A seleção brasileira acumula duas vitórias consecutivas na Data Fifa, incluindo o placar de 5 a 0 sobre a Coreia do Sul em outubro. A Tunísia, por sua vez, soma nove triunfos no Grupo H das Eliminatórias Africanas e segue invicta há quatro partidas. O jogo será apitado pelo francês Willy Delajod, com auxílio do VAR.
Destaques individuais e busca por gols
Vinícius Júnior, que atua como falso ponta para abrir espaços, está em busca de seu quarto gol nesta Data Fifa, ostentando também cinco assistências em 2025 pela seleção. Estêvão, com apenas 18 anos, consolida sua titularidade, usando sua velocidade para pressionar a defesa adversária.
Pelo lado da Tunísia, o centroavante Hazem Mastouri tem uma média de 1,5 chutes a gol por partida em 2025, sendo a principal referência ofensiva. O Brasil marcou em 17 dos últimos 18 jogos, evidenciando o poder ofensivo, enquanto a Tunísia possui uma defesa sólida que sofreu apenas três gols atuando em casa.