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Visitante 3I/ATLAS brilha perto do Sol: brasileiros poderão observar com equipamentos a partir de novembro

cometa verde
cometa verde - Foto: Artsiom P/Shutterstock.com cometa verde - Foto: Artsiom P/Shutterstock.com

O cometa interestelar 3I/ATLAS, o terceiro objeto confirmado fora de Sistema Solar, atingiu seu ponto mais próximo de Sol em 29 de outubro de 2025, a 1,36 unidades astronômicas de distância. A aproximação de Essa, conhecido como periélio, ocorreu por volta das 8h47, horário em que Astrônomos monitora o fenômeno desde julho, quando o cometa foi detectado pelo telescópio ATLAS em Chile.

A ocultação temporária de Sol impediu observações terrestres nos dias anteriores ao periélio, contudo missões espaciais como o ExoMars da ESA. O objeto, com um núcleo estimado em até 5,6 quilómetros de diâmetro, segue uma trajetória hiperbólica a 221 mil quilómetros por hora, confirmando a sua origem externa.

Para os observadores em Brasil, a visibilidade depende de condições específicas de céu claro e de equipamento apropriado, uma vez que o cometa não atingirá o brilho a olho nu. Rede Internacional de Alerta de Asteroides coordena uma campanha de monitoramento global entre novembro e janeiro para analisar sua composição e trajetória.

  • Magnitude aparente inicial: cerca de 12, exigindo telescópios com abertura de pelo menos 200 mm.
  • Posição pós-periélio: na constelação de Virgem, elevando-caso acima do horizonte leste antes do amanhecer.
  • Distância mínima para Terra: 1,8 unidades astronômicas em 19 de dezembro de 2025.

Trajetória e descoberta do 3I/ATLAS

O cometa 3I/ATLAS entrou em Sistema Solar em junho de 2025, cruzando a constelação de Sagitário perto do centro de Via Láctea. Telescópios e Chile registraram atividade cometária desde maio, com uma cabeleira avermelhada indicativa de poeira rica em carbono.

Observações de Telescópio Espacial Hubble em julho revelaram uma tênue cauda de 30 segundos de arco formada por partículas de poeira impulsionadas pela radiação solar.

Rota do cometa 3I-ATLAS
Rota do cometa 3I-ATLAS – Foto: Reprodução/ Youtube

Composição química revelada por missões espaciais

A missão SPHEREx da NASA detectou um extenso coma de dióxido de carbono em agosto, com um raio de pelo menos 348 mil quilômetros, visível apenas no infravermelho próximo. Essa a alta proporção de CO2 para água diferencia o cometa dos objetos locais.

O Telescópio Gemini Sul capturou imagens profundas mostrando núcleo irregular e coma difuso, com tons avermelhados confirmados por espectroscopia.

Observações iniciais e atividades iniciais.

A atividade do cometa começou a 6,4 unidades astronômicas de Sol, mais longe do que o esperado para a vaporização do metal. Observações de Nordic Optical Telescope em julho confirmou coma ativo e alongamento da cauda de 3 segundos de arco.

Preparação para monitoramento no hemisfério sul

Os astrónomos do Brasil ajustam os telescópios para aumentar o alongamento a partir de 3 de novembro, quando o cometa aparece 9 graus acima do horizonte oriental. A visibilidade melhora até 17 de novembro na constelação de Virgem, com altitude de três graus.

Equipamentos amadores com abertura de 150 a 200 mm permitem a detecção como ponto difuso, contudo a interferência da luz solar requer horas próximas ao amanhecer. Observatórios e Brasília integram dados globais para refinar modelos orbitais.

A campanha da IAWN prioriza medições precisas apesar do coma, o que complica os cálculos da posição exata e do tamanho do núcleo.

Visibilidade em Brasil: desafios e janelas

Para as latitudes brasileiras, próximas ao equador, a posição inicial favorece a observação baixa no céu matinal, contudo requer um horizonte livre de obstáculos. Em dezembro, o aumento do alongamento reduz a interferência solar, tornando a detecção mais viável com telescópios de médio porte.

O brilho projetado de magnitude 11,5 permite confusão com estrelas próximas, exigindo software de rastreamento para localização precisa.

Campanha de rastreamento global

International Asteroid Warning Network organiza observações coordenadas de 27 de novembro a 27 de janeiro de 2026, com a participação de telescópios terrestres e espaciais. A sonda Europa Clipper da NASA poderá cruzar a cauda em novembro, coletando amostras de partículas interestelares pela primeira vez.

Missões como a Juice da ESA agendam sessões nos dias 2 e 25 de novembro para obter imagens de alta resolução da estrutura da cauda.

Diferenças com visitantes anteriores

Comparado ao 1I/Oumuamua, que não teve cauda detectada, o 3I/ATLAS apresenta coma e cauda claros, semelhantes ao 2I/Borisov, contudo com maior diâmetro e atividade em distâncias frias. A órbita retrógrada de Sua, diferentemente da maioria dos cometas solares, requer ajustes nas projeções.

Estudos indicam uma possível idade superior a três bilhões de anos, anterior a Sistema Solar, oferecendo dados sobre a formação planetária em outros sistemas.

Potencial científico do visitante interestelar

O cometa fornece a terceira amostra interestelar para análise rádio-ultravioleta de múltiplos comprimentos de onda, refinando modelos de composição química externa. Observações de James Webb Space Telescope em agosto expôs emissões atípicas de níquel, detectadas em distâncias onde as temperaturas não vaporizam metais básicos.

Dados preliminares sugerem uma superfície em evolução, com a coma ficando vermelha ao longo de julho devido à liberação de poeira.

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