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Produção de ‘A hora do rush 4’ é confirmada pela Paramount após lobby de Trump por Ratner

A hora do rush 4
A hora do rush 4 - reprodução

A Paramount Pictures confirmou a produção de “A hora do rush 4” nesta terça-feira, em Los Angeles, após anos de negociações travadas. O estúdio assumirá a distribuição do filme, que marca o retorno do diretor Brett Ratner à franquia de ação e comédia policial. A decisão ocorreu devido a intervenções diretas do presidente Donald Trump, que pressionou acionistas da empresa para viabilizar o projeto.

Jackie Chan e Chris Tucker, estrelas das três edições anteriores, estão confirmados para reprisar os papéis de inspetor Lee e detetive Carter. A Warner Bros., detentora original dos direitos, dividirá os lucros de bilheteria com a Paramount em um acordo de compartilhamento de receitas.

O filme representa o primeiro longa de ficção dirigido por Ratner desde 2014, quando lançou “Hércules”. A franquia, lançada em 1998, acumulou mais de US$ 850 milhões em bilheteria global nos três capítulos iniciais.

Histórico da franquia e sucessos anteriores

A série “A hora do rush” estreou em 1998 com o primeiro filme, dirigido por Ratner e produzido pela New Line Cinema, divisão da Warner Bros. A trama uniu o agente hongkonês Lee, interpretado por Chan, ao detetive americano Carter, vivido por Tucker, em uma investigação de sequestro em Los Angeles. O longa arrecadou US$ 245 milhões mundialmente.

Em 2001, “A hora do rush 2” expandiu as aventuras para Hong Kong, focando em uma rede de falsificação, e superou US$ 347 milhões em bilheteria. A sequência manteve a mistura de artes marciais e humor cultural, consolidando o duo como ícone do gênero buddy cop.

O terceiro filme, lançado em 2007 em Paris, explorou tramas de tríades criminosas e faturou US$ 256 milhões. Apesar do sucesso financeiro, a franquia pausou por quase duas décadas devido a mudanças no mercado cinematográfico e questões pessoais da equipe.

Acusações contra Ratner e afastamento de Hollywood

Brett Ratner dirigiu os três filmes originais, mas enfrentou acusações de má conduta sexual em 2017, durante o movimento #MeToo. Seis mulheres, incluindo a ex-funcionária de agência Melanie Kohler, relataram incidentes de assédio e agressão. Kohler alegou estupro em 2005, na casa do produtor Robert Evans.

Ratner negou as denúncias e processou Kohler por difamação. As partes chegaram a um acordo confidencial em 2018, sem admissão de culpa por nenhuma das lados. O caso contribuiu para o banimento informal do diretor de grandes estúdios.

  • Principais acusações incluíam avanços indesejados em sets de filmagem.
  • Outras relatos apontavam comentários inadequados sobre atrizes.
  • Ratner manteve parcerias menores, mas evitou projetos de ficção narrativa.

Desde então, o diretor focou em produções independentes e documentários. Nenhum estúdio aceitou financiar “A hora do rush 4” até o acordo recente, apesar de tentativas com Sony e Lionsgate.

Acordo entre estúdios e financiamento do projeto

A Paramount, recém-adquirida pela Skydance Media, negociou um contrato de distribuição com a Warner Bros. O estúdio receberá uma taxa fixa por lançamento teatral, sem custos de marketing ou produção. A Warner manterá percentual inicial das receitas de bilheteria.

O financiamento veio de investidores privados, incluindo a Eagle Pictures, de Tarak Ben Ammar, coprodutor original. O projeto circulou por Hollywood desde agosto de 2024, quando a New Line liberou os direitos para licenciamento externo.

David Ellison, CEO da Paramount e filho de Larry Ellison, principal acionista, autorizou o avanço após discussões internas. A empresa planeja expandir seu catálogo de lançamentos para 15 filmes anuais até 2026, priorizando franquias estabelecidas.

Envolvimento de Trump e laços com Ratner

Donald Trump contatou Larry Ellison, amigo e doador político, para defender o filme. A pressão ocorreu após Ellison expressar apoio à administração Trump em reuniões recentes. A Paramount havia resolvido um processo movido pelo presidente contra a CBS News, afiliada, por uma entrevista crítica.

Ratner se aproximou da família Trump ao dirigir um documentário sobre a primeira-dama Melania Trump, orçado em US$ 40 milhões e adquirido pela Amazon MGM Studios. O filme biográfico estreia em 30 de janeiro de 2026 nos cinemas.

  • Trump expressou interesse em reviver comédias de ação dos anos 1990.
  • Ellison, bilionário da Oracle, doou milhões à campanha republicana em 2024.
  • Jeff Bezos, dono da Amazon, também manteve relações cordiais com o presidente.

O lobby reflete esforços de Trump para influenciar conteúdos culturais em Hollywood durante seu segundo mandato.

Projeções para elenco e cronograma de produção

Jackie Chan, aos 71 anos, confirmou negociações para o papel em entrevistas recentes. Chris Tucker, ausente de grandes telas desde 2007, sinalizou interesse em retornar ao personagem cômico. Arthur Sarkissian, produtor dos originais, integra a equipe.

As filmagens devem iniciar em 2026, com lançamento previsto para 2027. O roteiro, em desenvolvimento desde 2024, manterá o foco em conspirações internacionais e humor entre os protagonistas.

A franquia ganhou popularidade na China, impulsionando a carreira de Chan no Ocidente. Analistas preveem bilheteria acima de US$ 300 milhões, considerando o apelo nostálgico.

Expectativas do mercado e desafios logísticos

A indústria cinematográfica prioriza sequências de IP conhecidas em 2025, com franquias representando 60% das estreias de alto orçamento. “A hora do rush 4” se alinha a essa tendência, competindo com títulos como “Avatar: Fogo e Cinzas”.

Desafios incluem a idade de Chan, que limita sequências de ação intensas, e a ausência de Tucker em projetos recentes. O estúdio planeja cenas híbridas com dublês e CGI para equilibrar realismo e segurança.

  • Orçamento estimado em US$ 100-150 milhões.
  • Distribuição global via Paramount e Warner.
  • Foco em mercados asiáticos para maximizar retornos.

O retorno de Ratner gera debates sobre accountability em Hollywood, mas o estúdio prioriza o potencial comercial.

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