Novos documentos judiciais relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, financeiro acusado de tráfico e abuso sexual, foram tornados públicos por determinação da justiça norte-americana. A liberação dos arquivos revelou uma lista de nomes de figuras públicas, incluindo uma menção indireta à falecida rainha Elizabeth II, gerando ampla repercussão.
A conexão com a monarca britânica ocorre através do depoimento de uma das vítimas, Johanna Sjoberg. Em seu testemunho, ela relata uma conversa com Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, sobre uma massagista que supostamente atendia figuras de alto perfil.
A divulgação desses arquivos faz parte de um processo judicial mais amplo movido por Virginia Giuffre contra Ghislaine Maxwell em 2015. A juíza Loretta Preska, de Nova York, autorizou a abertura dos documentos, argumentando pelo interesse público e pela perda de confidencialidade de muitas das informações ao longo do tempo.
Detalhes do depoimento da massagista revelados nos autos
O nome da rainha Elizabeth II surge quando Johanna Sjoberg detalha um encontro em que Jeffrey Epstein menciona ter conhecimento de uma massagista, identificada como Dr. Chitrani Kulatilake, que teria uma lista de clientes notáveis. Segundo o relato contido nos autos do processo, Epstein teria afirmado que Kulatilake atendia a rainha. A mesma profissional teria sido contatada para prestar serviços de massagem ao próprio Epstein. Contudo, os documentos não apresentam qualquer evidência de contato direto, encontro ou qualquer tipo de relação entre a rainha Elizabeth II e Jeffrey Epstein, sendo a menção feita exclusivamente no contexto da lista de clientes da massagista, conforme alegação registrada no depoimento.
A conexão com o príncipe Andrew
A menção à família real britânica nos documentos não se limita à rainha. O nome do príncipe Andrew, seu filho, aparece de forma mais proeminente e direta em vários depoimentos. Ele já havia sido publicamente associado ao caso por suas ligações com Epstein.
O depoimento de Sjoberg, por exemplo, descreve um episódio em que ela teria sido coagida a interagir com o príncipe de maneira inadequada. Essas alegações reforçam as acusações que já pesavam sobre Andrew e que resultaram em seu afastamento das funções públicas da realeza.
O que os arquivos não estabelecem
É fundamental esclarecer que a inclusão de um nome nos documentos não implica, necessariamente, em culpa ou participação em atividades ilegais.
Muitas das pessoas citadas aparecem em contextos variados, como em listas de contatos, registros de voo ou em conversas relatadas por testemunhas.
Os documentos são uma compilação de depoimentos, moções judiciais e outras provas coletadas durante as investigações.
A menção à rainha Elizabeth II, por exemplo, é uma citação de segunda mão dentro de um depoimento, sem qualquer outra evidência que a corrobore.
O processo de liberação dos arquivos judiciais
A decisão de tornar públicos os documentos sigilosos foi tomada pela juíza Loretta Preska, do Tribunal Distrital Federal de Manhattan.
O objetivo é promover a transparência sobre um caso de grande interesse público, que envolveu figuras poderosas e acusações graves.
Implicações para a família real britânica
A divulgação renova o escrutínio sobre as conexões da família real, especialmente as do príncipe Andrew, com Jeffrey Epstein.
A menção ao nome da falecida rainha, mesmo que indireta e sem comprovação, alimenta o debate público sobre as relações mantidas por membros da monarquia.
O Palácio de Buckingham não emitiu comentários oficiais sobre as novas revelações contidas nos arquivos judiciais.
Nomes de outras figuras públicas nos registros
Além dos membros da realeza britânica, os documentos mencionam dezenas de outras personalidades conhecidas, incluindo ex-presidentes, cientistas e artistas.
* Bill Clinton
* Donald Trump
* Stephen Hawking
* Michael Jackson
A natureza da menção a cada um desses indivíduos varia significativamente, indo de alegações diretas de vítimas a simples citações em agendas ou registros de voos de Epstein.