Uma mulher transgênero morreu após ser severamente agredida por dois homens na madrugada desta terça-feira na região da Savassi, em Belo Horizonte. A vítima foi atacada com socos e chutes e, embora tenha sido socorrida, não resistiu aos ferimentos.
O crime ocorreu após um desentendimento na Rua Pernambuco. Uma testemunha que passava pelo local de motocicleta tentou intervir para cessar as agressões, mas foi ameaçada pelos autores.
A Polícia Militar foi acionada e, com base em informações de testemunhas e imagens de câmeras de segurança, conseguiu localizar e prender os dois suspeitos pouco tempo depois, nas proximidades do local do crime. A Polícia Civil investiga o caso.
Detalhes da agressão e o socorro
Testemunhas informaram que a discussão teria começado por um desacordo comercial. Rapidamente, a situação evoluiu para violência física extrema.
Os agressores derrubaram a mulher no chão e continuaram a desferir golpes, principalmente na região da cabeça, mesmo com ela já desacordada.
Um motociclista que presenciou a cena tentou intervir verbalmente para que os homens parassem, mas foi intimidado e ameaçado pela dupla.
Ele então se afastou para um local seguro e acionou imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a Polícia Militar, permanecendo próximo à vítima até a chegada do socorro.
A prisão dos suspeitos
Com as características dos agressores fornecidas pela testemunha e por outras pessoas que estavam na área, as equipes da Polícia Militar iniciaram um rastreamento na região. As imagens de câmeras do sistema de vigilância foram fundamentais para identificar a rota de fuga da dupla.
Os dois homens, de 22 e 31 anos, foram localizados e detidos na Avenida do Contorno. Eles foram encaminhados para a delegacia, onde o caso foi registrado e as providências legais foram tomadas pela autoridade policial de plantão.
Investigação em andamento
A Polícia Civil de Minas Gerais assumiu a investigação para apurar todas as circunstâncias do crime.
A principal linha de apuração é de homicídio qualificado, possivelmente por motivo fútil e com o agravante de transfobia.
O depoimento da testemunha que prestou socorro é considerado uma peça central para a elucidação completa dos fatos e para a responsabilização dos autores.
Relato da testemunha
O motociclista que socorreu a vítima expressou sua consternação com a violência presenciada. Ele relatou que tentou manter a mulher consciente enquanto aguardava a chegada da ambulância, mas o estado dela era extremamente grave devido aos múltiplos ferimentos na cabeça. Em seu depoimento, afirmou que a agressão foi desproporcional e contínua, mesmo sem qualquer chance de defesa por parte da vítima. A testemunha lamentou a perda, afirmando que “a vida dela se foi por nada”, destacando a brutalidade do ato e a sensação de impotência diante da cena.
O atendimento médico inicial
Equipes do SAMU chegaram ao local e realizaram os primeiros socorros.
A vítima foi estabilizada e encaminhada em estado crítico para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
A confirmação da morte
A mulher deu entrada na unidade hospitalar com traumatismo cranioencefálico grave.
Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos e sua morte foi confirmada horas após a internação.
Reações ao crime
O ocorrido gerou manifestações de grupos de defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+, que pedem por justiça e por mais segurança na região.
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