Romulo Estrela, ator de 41 anos conhecido pelo papel de Paulinho na novela Três Graças, revelou recentemente um diagnóstico de fibrilação atrial ocorrido aos 24 anos, durante exames para ingressar em curso de pilotagem. O problema, uma arritmia cardíaca que altera o ritmo normal do coração, surgiu sem sintomas prévios e obrigou o ator a abandonar planos na aviação, área de tradição familiar. Essa revelação veio em entrevista concedida em novembro de 2025, no Rio de Janeiro, destacando como a condição demandou ajustes imediatos na rotina.
A fibrilação atrial interrompeu uma fase de intensa atividade física, já que Estrela competia em jiu-jítsu profissionalmente desde os 13 anos. Ele acumulou vitórias em campeonatos regionais e estaduais, além de participação em um Pan-Americano na Califórnia.
O episódio marcou o início de uma transição para a atuação, carreira que o ator abraçou logo após o diagnóstico.
- Competiu em eventos de jiu-jítsu por nove anos, até os 22.
- Descobriu a arritmia em check-up médico obrigatório para aviação.
- A condição afeta cerca de 2% a 4% da população global, com maior incidência após os 65 anos.
Trajetória no esporte antes do diagnóstico
Romulo Estrela iniciou no judô ainda criança e migrou para o jiu-jítsu aos 13 anos. Ele treinava diariamente e conquistou medalhas em torneios estaduais no Rio de Janeiro.
Aos 22, encerrou a fase competitiva para focar em novas oportunidades. O esporte permaneceu como hobby, com práticas regulares até hoje.
O que é fibrilação atrial e como se manifesta
A fibrilação atrial ocorre quando os átrios do coração batem de forma irregular e rápida, acima de 400 vezes por minuto, em vez dos 60 a 100 batimentos normais. Essa desordem elétrica pode levar a coágulos sanguíneos e aumentar o risco de acidente vascular cerebral em até cinco vezes, segundo dados médicos gerais.
Pacientes jovens, como Estrela, muitas vezes não apresentam sintomas iniciais, o que torna o diagnóstico casual durante exames de rotina. Palpitações, fadiga e falta de ar surgem em casos mais avançados, afetando a qualidade de vida.
O tratamento visa controlar a frequência cardíaca e prevenir complicações. Medicamentos como betabloqueadores reduzem a velocidade dos batimentos, enquanto anticoagulantes evitam a formação de trombos.
Passos do tratamento seguido por Estrela
Estrela passou por duas cirurgias de ablação para corrigir a arritmia. A primeira, realizada no Rio de Janeiro logo após o diagnóstico, visava cauterizar tecidos responsáveis pelos impulsos irregulares.
Após negligenciar o pós-operatório inicial, a fibrilação retornou, exigindo uma segunda intervenção. Dessa vez, o ator adotou monitoramento rigoroso, evitando medicação vitalícia.
Hoje, sem remédios, ele mantém exames anuais. A ablação tem taxa de sucesso de 70% a 80% em casos isolados, conforme estudos cardiológicos.
O procedimento dura cerca de duas horas e requer recuperação de uma semana.
Estrela ajustou hábitos para prevenir recidivas. Ele incorporou alimentação equilibrada, com redução de cafeína e álcool, e exercícios moderados como natação.
Transição para a carreira artística
Após o diagnóstico, Estrela decidiu ingressar na aviação, mas a saúde priorizou outra direção. Ele se matriculou em curso de teatro no Rio de Janeiro, estreando na TV em 2004 na novela Da Cor do Pecado.
Aos 41 anos, acumula mais de 40 trabalhos em TV, cinema e teatro. Papéis como o príncipe Afonso em Deus Salve o Rei e o hacker Oto em Travessia consolidaram sua versatilidade.
Em Três Graças, Paulinho representa o terceiro policial em sua filmografia, após Ilha de Ferro e Verdades Secretas 2. O personagem equilibra força e vulnerabilidade emocional.
A novela, exibida pela Globo desde outubro de 2025, explora temas familiares no interior de São Paulo.
Importância de check-ups regulares
Exames cardiológicos anuais detectam arritmias em estágios iniciais, mesmo em atletas jovens. Eletrocardiograma e ecocardiograma confirmam irregularidades, permitindo intervenções precoces.
Fatores como hipertensão e diabetes elevam riscos, mas estilos de vida saudáveis mitigam chances. Estrela enfatiza a consulta médica como medida essencial.
No Brasil, cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem com fibrilação atrial diagnosticada, com subnotificação em 30% dos casos.