EUA

Tiroteio na véspera do Dia de Ação de Graças em Washington vira caso de terrorismo, com suspeito sob custódia

Sirene carro de polícia
Sirene carro de polícia - Foto: kali9/istock

O FBI iniciou uma investigação por terrorismo após um tiroteio que feriu dois soldados da Guarda Nacional em Washington, DC. O incidente ocorreu na quarta-feira, 26 de novembro de 2025, a poucos quarteirões da Casa Branca. Autoridades confirmam que o suspeito, um afegão de 29 anos, agiu de forma premeditada e foi baleado durante a troca de tiros.

Kash Patel, diretor do FBI, anunciou a classificação do caso em coletiva de imprensa na quinta-feira. Os soldados, identificados como Sarah Beckstrom, de 20 anos, e Andrew Wolfe, de 24 anos, permanecem em condição crítica no hospital. O ataque aconteceu perto da estação de metrô Farragut West, durante patrulha rotineira.

A Casa Branca entrou em lockdown imediatamente após os disparos. Agentes do Serviço Secreto e da Polícia Metropolitana de Washington responderam em minutos. O suspeito dirigiu de Bellingham, no estado de Washington, até a capital federal para o ato.

Autoridades locais descrevem o episódio como uma emboscada direcionada. O homem portava uma arma semiautomática e mirou especificamente nos uniformizados. Ele reside nos Estados Unidos desde 2021, via programa de refugiados afegãos.

Entrada do suspeito nos Estados Unidos

Rahmanullah Lakanwal, o suspeito, chegou ao país em setembro de 2021 pelo programa Operation Allies Welcome. Essa iniciativa do governo Biden evacuou afegãos que colaboraram com forças americanas no Afeganistão. Lakanwal integrou unidades de contraterrorismo apoiadas pela CIA, conhecidas como “Zero Units”.

Ele solicitou asilo em 2024, aprovado em abril de 2025 pela administração Trump. Autoridades revisavam anualmente seu status migratório. Apesar disso, o FBI agora examina falhas no processo de vetting inicial.

Lakanwal vivia em Bellingham com esposa e cinco filhos. Registros mostram emprego em construção local. Vizinhos relatam rotina discreta, sem indícios prévios de radicalização.

Polícia, Crimes, Homicidio, assassinato
Polícia, Crimes, Homicidio, assassinato – Foto: Zag Advertising/shutterstock

Vítimas e resposta imediata

Sarah Beckstrom e Andrew Wolfe servem na Guarda Nacional de West Virginia. Beckstrom ingressou há um ano, com foco em logística. Wolfe, veterano de duas missões, treinava para promoção recente.

Ambos foram atingidos por múltiplos disparos no torso. Equipes médicas os estabilizaram no local antes de transferência para o hospital. Cirurgias ocorreram na noite de quarta-feira, com prognóstico reservado.

A Polícia Metropolitana isolou o perímetro em cinco minutos. Tropas da Guarda Nacional reforçaram a segurança na área. O metrô Farragut West fechou por horas, afetando o tráfego.

  • Incidentes semelhantes em DC cresceram 15% em 2025, segundo dados da prefeitura.
  • Guardas nacionais em patrulha acumulam 500 horas semanais na capital.
  • Treinamento antiterrorismo é obrigatório para todos os membros da unidade.

Medidas de segurança reforçadas

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, classificou o ataque como ato de terror em declaração vídeo. Ele ordenou o envio de 500 tropas adicionais da Guarda Nacional a Washington. A medida visa proteger monumentos e edifícios federais.

O Departamento de Segurança Interna suspendeu processamentos de imigração afegã indefinidamente. Essa pausa afeta milhares de pedidos pendentes. Autoridades prometem revisão completa de todos os evacuados desde 2021.

Buscas ocorreram em propriedades de Lakanwal em Bellingham e San Diego. Agentes do FBI apreenderam eletrônicos e documentos. A operação continua em múltiplas cidades, com foco em possíveis contatos.

Jeanine Pirro, promotora de DC, anunciou acusações de assalto agravado e posse ilegal de arma. Cargos por terrorismo doméstico podem ser adicionados. Pam Bondi, procuradora-geral, indicou busca por pena máxima se as vítimas falecerem.

O lockdown na Casa Branca durou 90 minutos. Protocolos de emergência ativaram bunkers subterrâneos. Trump foi escoltado para local seguro durante o incidente.

Conexões com operações no Afeganistão

Lakanwal combateu talibãs em missões da CIA entre 2018 e 2021. Suas unidades realizavam capturas de suspeitos em Kabul e províncias remotas. Ele recebeu treinamento em táticas de emboscada, ironia destacada por analistas.

O programa de evacuação trouxe 76 mil afegãos aos EUA até 2022. Desses, 20% tinham laços diretos com agências de inteligência. Vetagens iniciais incluíam entrevistas e checagens de biometria.

Autoridades investigam se Lakanwal manteve contatos no Afeganistão. Especialistas em contraterrorismo monitoram comunicações criptografadas. Nenhum grupo extremista reivindicou o ataque até o momento.

John Ratcliffe, diretor da CIA, confirmou o histórico do suspeito. Ele enfatizou que evacuações priorizavam aliados de risco. Críticas surgem sobre supervisão pós-chegada.

O episódio eleva alertas para veteranos de conflito com instabilidade mental. Dados do Departamento de Defesa mostram 12% de afegãos evacuados buscando terapia em 2024.

Investigações em andamento e acusações

O FBI coordena buscas em seis estados. Equipes forenses analisam o veículo usado por Lakanwal. Rastros digitais incluem pesquisas sobre rotas de patrulha em DC.

Promotores preparam extradição se necessário. Lakanwal permanece hospitalizado sob guarda armada. Interrogatórios começam assim que liberado.

Autoridades descartam cúmplices imediatos. No entanto, rede de apoio é foco principal. Inteligência compartilha dados com aliados internacionais.

  • Arma recuperada: pistola Glock 19, comprada legalmente em 2023.
  • Motivação preliminar: ressentimento com políticas de imigração.
  • Tempo de viagem: 2.800 km percorridos em 48 horas.

O caso testa protocolos de segurança urbana em Washington. Prefeita Muriel Bowser pediu mais funding para patrulhas. Incidentes armados na capital somam 250 em 2025.

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