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Tropas russas treinam forças venezuelanas em drones e blindados sob tensão com EUA

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tropas russas - Dmitriy Kandinskiy/Shutterstock.com

Tropas russas iniciam treinamentos militares na Venezuela. Mais de 120 militares russos, liderados pelo general Oleg Leontievich Makarevich, desembarcaram em Caracas no início de novembro de 2025. A assessoria direta às Forças Armadas Bolivarianas ocorre em meio a escalada de tensões com os Estados Unidos no Caribe. O objetivo principal envolve instrução em operações de drones e forças especiais.

O general Makarevich, anteriormente removido de comando na Ucrânia, comanda a Força-Tarefa do Equador. Essa unidade russa foca em manobras de infantaria e uso de equipamentos adquiridos de Moscou. A chegada coincide com o envio de um cargueiro Il-76 para entregas logísticas. Autoridades venezuelanas confirmam a presença como parte de acordos de cooperação bilateral.

  • Treinamento em drones FPV, adaptados de experiências na Ucrânia;
  • Instrução em blindados e aeronaves russas, como Sukhoi Su-30;
  • Suporte a inteligência militar e operações com cães treinados;
  • Avaliação de capacidades de defesa antiaérea com mísseis Igla-S.

Esses elementos reforçam a capacidade de resposta rápida das tropas locais. A mobilização russa responde a pedidos formais de Nicolás Maduro por assistência técnica.

Atividades de assessoria russa em detalhes

O general Makarevich coordena sessões práticas em bases como Fort Tiuna. Tropas russas demonstram táticas de guerrilha urbana adaptadas a terrenos de selva. Sessões incluem simulações de defesa contra incursões aéreas. O foco inicial recai sobre integração de sistemas de radar russos com comunicações chinesas.

Venezuela incorpora lições de conflitos recentes. Instrutores russos enfatizam eficiência em baixa visibilidade. Equipamentos como mísseis portáteis recebem manutenção imediata. Essa fase dura seis meses, com possibilidade de extensão.

A colaboração estende-se a monitoramento de fronteiras. Russos auxiliam na detecção de movimentos irregulares. Treinamentos ocorrem em Maracaibo e La Guaira. Resultados preliminares indicam melhora na coordenação de unidades especiais.

Histórico de cooperação entre Moscou e Caracas

Relações militares datam de 2005, com compras iniciais de armamento russo. Venezuela adquiriu mais de US$ 4 bilhões em equipamentos até 2025. Incluem caças e sistemas de defesa S-300. Um tratado de parceria estratégica, assinado em maio de 2025, entrou em vigor em outubro.

Acordos cobrem reparos de aeronaves e produção local de munições. Fábrica de Kalashnikov opera em Aragua desde julho. Moscou mantém direitos sobre reservas de petróleo como contrapartida. Cooperação persiste apesar de sanções americanas.

Em 2019, cerca de 100 tropas russas chegaram em aviões Antonov AN-124. Episódio similar ocorre agora, com foco em tecnologia de drones. Putin reitera cumprimento de obrigações contratuais. Maduro destaca benefícios para soberania nacional.

Essa trajetória reflete interesses mútuos em energia e defesa. Intercâmbios anuais somam centenas de especialistas. Expansão recente atende a demandas por modernização. Dados indicam 5.000 mísseis Igla-S em estoque venezuelano.

Estados Unidos y Venezuela
Estados Unidos y Venezuela – Foto: Aritra Deb/Shutterstock.com

Tensões elevadas no Caribe com mobilização americana

Estados Unidos posicionam 10.000 tropas na região desde setembro de 2025. Porta-aviões Gerald R. Ford opera na Operação Lança do Sul. Ação visa interceptar embarcações ligadas a narcotráfico. Suspensão de folgas afeta pessoal naval.

Donald Trump declara resolução da questão “por bem ou por mal”. Forças americanas incluem F-35 e submarinos nucleares. Incidentes envolvem intercepções de aviões venezuelanos. Washington critica presença russa como provocação.

Rússia responde com cautela diplomática. Maria Zakharova afirma prontidão para auxiliar Caracas. Moscou evita escalada direta na América Latina. Analistas notam equilíbrio entre propaganda e realpolitik.

Implicações para o Brasil na fronteira norte

Brasil monitora movimentos na divisa amazônica. Forças russas em território vizinho questionam protocolos de defesa hemisférica. Brasília condenou ações semelhantes dos EUA no passado. Agora, posição exige neutralidade ativa.

Exército brasileiro reforça patrulhas em Roraima e Amazonas. Integração com Unasul discute cenários de contingência. Diplomacia prioriza diálogo com Caracas e Washington. Especialistas alertam para riscos de spillover em rotas comerciais.

Governo Lula emite nota sobre estabilidade regional. Cooperação com Venezuela inclui exercícios conjuntos. Presença russa não altera acordos bilaterais imediatos. Foco permanece em prevenção de fluxos migratórios.

  • Aumento de 20% em vigilância fronteiriça brasileira;
  • Diálogos bilaterais com Rússia sobre não proliferação;
  • Treinamentos conjuntos com nações andinas para resposta integrada;
  • Ênfase em inteligência compartilhada via OEA.

Essas medidas buscam mitigar instabilidades locais.

Equipamentos e capacidades fortalecidas

Venezuela opera frota de Sukhoi Su-30 com mísseis ar-ar de longo alcance. Sistemas S-300 cobrem defesa aérea estratégica. Treinamentos russos otimizam uso de drones FPV para reconhecimento. Integração com radares cria espectro eletromagnético contestado.

Maduro anuncia 8 milhões de reservistas em milícias civis. Exercícios simulam defesas contra invasões terrestres. Manutenção de helicópteros Mi-17 avança com peças russas. Capacidade antiaérea atinge altitudes de 3.500 metros com Igla-S.

Russos fornecem inteligência de sinais para monitoramento doméstico. Unidades em Aves Island testam comunicações seguras. Expansão inclui fábricas de munição Kalashnikov. Estoque de blindados T-72 recebe atualizações.

Avanços em guerra eletrônica complicam operações aéreas externas. Treinamentos enfatizam mobilidade em terrenos irregulares. Resultados elevam prontidão operacional em 30%, segundo comandos locais.

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