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Nova pesquisa da CBF confirma Flamengo com 26% da torcida; Corinthians é segundo e Palmeiras fica em quarto

Palemrias x Flamengo
Palemrias x Flamengo - Celso Pupo/ shutterstock.com

Um levantamento encomendado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) detalhou o mapa das torcidas no país e confirmou o Flamengo na liderança isolada, com 26% da preferência nacional entre os que declaram torcer para algum time. O estudo, conduzido pela empresa Nexus, ouviu mais de duas mil pessoas em todos os estados e revelou que 78% da população se identifica com um clube de futebol.

A pesquisa aponta o Corinthians como a segunda maior torcida, com 19% das menções, consolidando a força dos dois clubes mais populares. O São Paulo aparece na terceira posição, seguido por Palmeiras e Vasco, que completam o grupo dos cinco primeiros colocados no ranking.

Os dados também investigaram o comportamento do torcedor, incluindo a frequência com que assistem a partidas e o meio utilizado para acompanhar os jogos. As informações servem como um termômetro atualizado do engajamento e dos hábitos de consumo relacionados ao esporte mais popular do país.

O topo do ranking nacional

A liderança do Flamengo com 26% é seguida de perto pelo Corinthians, que detém 19% do total de torcedores. Juntos, os dois clubes concentram 45% de toda a preferência nacional, evidenciando uma polarização histórica que se mantém forte. A análise mostra que a diferença entre o segundo e o terceiro colocado é significativa, reforçando a posição da dupla na vanguarda do futebol.

Completando as cinco primeiras posições, o São Paulo registra 9% da preferência, o Palmeiras aparece com 7% e o Vasco da Gama fecha o grupo com 5%. A presença de quatro clubes do eixo Rio-São Paulo no topo demonstra a forte influência da região Sudeste na composição do cenário de torcidas em âmbito nacional, refletindo tanto fatores históricos quanto demográficos.

Metodologia e perfil demográfico do torcedor

A amostra do estudo foi composta por indivíduos com 16 anos ou mais, abrangendo todas as regiões, classes sociais e gêneros para garantir a representatividade dos resultados.

O interesse pelo futebol é maior entre os homens, onde 87% afirmam ter um time de coração, enquanto entre as mulheres o percentual é de 69%.

A faixa etária mais engajada é a de jovens entre 16 e 24 anos, com 83% de adesão, número que apresenta uma leve queda entre pessoas com mais de 60 anos, registrando 72%.

No recorte de renda, o grupo com ganhos entre dois e cinco salários mínimos se destaca, com 82% declarando torcer para um clube, contra 74% na faixa de até um salário mínimo.

Hábitos de consumo de futebol

A pesquisa aprofundou o modo como os torcedores acompanham o esporte e revelou que 47% dos entrevistados assistem a pelo menos uma partida de futebol por semana. Deste total, 17% veem mais de um jogo semanalmente e 16% acompanham várias partidas. A grande maioria, 77%, utiliza a televisão, o rádio ou plataformas de streaming para seguir seus times, o que confirma o poder das transmissões de mídia. A presença nos estádios é uma realidade para uma parcela menor: 19% afirmaram frequentar as arenas, enquanto 22% já foram, mas não mantêm o hábito. Um dado relevante é que 59% dos torcedores declararam nunca ter assistido a um jogo ao vivo em um estádio, indicando barreiras como custo de ingressos, logística e segurança.

Distribuição geográfica das torcidas

O Sudeste é a região com a maior proporção de pessoas que torcem para um time, atingindo 82% de seus habitantes.

No Nordeste, o índice é de 71%, sendo a segunda região com maior engajamento, embora com uma diversidade maior de clubes locais que dividem a preferência com os times do Sul e Sudeste.

As demais regiões, como Sul, Centro-Oeste e Norte, apresentam padrões de torcida que se alinham à média nacional, mas com particularidades locais que influenciam a popularidade de determinados clubes.

A configuração completa do ranking

Após os cinco primeiros, o ranking mostra o Internacional e o Cruzeiro empatados com 4% da preferência cada.

Em seguida, aparecem Atlético-MG, Grêmio e Santos, todos com 3% da torcida nacional. Botafogo, Bahia e Fluminense registram 2% cada, enquanto outros clubes somados representam 11% do total.

Comparativo com levantamentos anteriores

Os números atuais mantêm uma tendência observada em outras pesquisas, com o Flamengo consistentemente na primeira posição e o Corinthians em segundo. Pequenas variações percentuais são comuns e podem ser influenciadas por fases vitoriosas dos clubes, como o crescimento do Palmeiras nos últimos anos, que se reflete na consolidação de sua base de fãs.

A estabilidade de clubes como São Paulo e Vasco em suas posições também é um ponto de destaque, mostrando a fidelidade de suas torcidas ao longo do tempo. Esses dados são fundamentais para entender a dinâmica do futebol como fenômeno social e de mercado.

Fator econômico e o engajamento

O estudo aponta que, embora o futebol seja um fenômeno popular em todas as classes sociais, existe uma correlação entre renda e a intensidade do acompanhamento, com faixas de maior poder aquisitivo apresentando maior frequência de consumo de produtos e serviços ligados ao esporte.

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