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Fase da lua hoje: crescente gibosa domina o céu e antecede a esperada Lua Cheia de Morango

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Observadores do céu em todo o país poderão acompanhar, nesta noite, a Lua em sua fase Crescente Gibosa, uma etapa que se destaca pela intensa luminosidade e que serve como prelúdio para um dos eventos astronômicos mais aguardados do mês. Com mais de 95% de sua face visível iluminada pelo Sol, o satélite natural da Terra oferece um espetáculo visual impressionante, facilmente visível a olho nu logo após o pôr do sol.

Esta fase ocorre entre o Quarto Crescente e a Lua Cheia, marcando o período final de “crescimento” da iluminação lunar antes de atingir seu ápice. A nomenclatura “gibosa” refere-se à sua forma convexa ou corcunda, caracterizada por uma área iluminada superior à metade do disco lunar. A visibilidade privilegiada permite a observação de detalhes de sua superfície, como crateras e mares lunares, mesmo sem o auxílio de equipamentos profissionais.

O fenômeno não apenas encanta entusiastas da astronomia, mas também prepara o cenário para a Lua Cheia de junho, popularmente conhecida como “Lua de Morango”. Este evento, que ocorrerá nos próximos dias, marca o ponto máximo do ciclo lunar mensal e carrega consigo significados culturais e históricos que atravessam gerações, tornando a observação noturna ainda mais especial durante esta semana.

A transição para a Lua Cheia de Morango

A fase Crescente Gibosa atinge seu clímax na preparação para a Lua Cheia, que está prevista para ocorrer na noite de sexta-feira, dia 21 de junho. Neste momento, a Terra estará posicionada diretamente entre o Sol e a Lua, permitindo que a luz solar ilumine completamente a face do satélite voltada para nós. Embora o pico da plenitude ocorra em um instante específico, a Lua parecerá cheia para observadores casuais durante a noite anterior e a posterior ao evento.

O apelido “Lua de Morango” não tem relação com a cor do astro, que permanecerá com sua tonalidade habitual, variando entre branco-acinzentado e amarelado, dependendo das condições atmosféricas. A designação tem origem em tradições de povos nativos norte-americanos, que associavam a Lua Cheia de junho à curta temporada de colheita de morangos silvestres na região, servindo como um marcador natural no calendário agrícola e sazonal.

Como observar o espetáculo lunar desta noite

Para aproveitar ao máximo a visão da Lua Crescente Gibosa, a recomendação é procurar um local com horizonte livre, especialmente na direção leste, logo após o entardecer. É nesse ponto que a Lua surgirá no céu. A vantagem desta fase é que ela permanece visível durante a maior parte da noite, atravessando o céu até se pôr a oeste, pouco antes do amanhecer. Ambientes com baixa poluição luminosa, afastados dos grandes centros urbanos, proporcionam uma experiência de observação mais nítida e detalhada, realçando o brilho do satélite e permitindo a visualização de estrelas mais fracas ao seu redor. O uso de binóculos ou pequenos telescópios pode enriquecer a experiência, revelando texturas e relevos na superfície lunar que não são perceptíveis a olho nu, como as bordas de grandes crateras e as planícies escuras conhecidas como “mares”.

O que significa a fase Crescente Gibosa

Do ponto de vista astronômico, a fase Crescente Gibosa descreve o momento em que a Lua, em sua órbita ao redor da Terra, já ultrapassou a posição de 90 graus em relação ao Sol, mas ainda não atingiu a oposição de 180 graus, que caracteriza a Lua Cheia.

Durante este período, a porcentagem de iluminação visível aumenta progressivamente a cada noite. Essa evolução é facilmente perceptível de um dia para o outro, à medida que a sombra que cobria parte do disco lunar recua até desaparecer por completo.

A geometria entre os três corpos celestes – Sol, Terra e Lua – é a responsável direta por essa aparência. A luz solar incide sobre o satélite, e o ângulo pelo qual o observamos da Terra determina qual porção iluminada conseguimos ver.

Este alinhamento também intensifica as forças de maré. À medida que a Lua se aproxima da fase cheia, a atração gravitacional combinada do Sol e da Lua sobre os oceanos da Terra se torna mais forte, resultando em marés mais altas (conhecidas como marés de sizígia).

Visibilidade de planetas e outros astros

A intensa luminosidade da Lua na fase Crescente Gibosa pode ofuscar o brilho de estrelas e objetos celestes de menor magnitude. O brilho lunar age como uma fonte de “poluição luminosa” natural, dificultando a observação de constelações mais tênues e de fenômenos como chuvas de meteoros.

Apesar disso, planetas mais brilhantes ainda podem ser identificados. Nas próximas noites, será possível localizar Saturno no céu durante a madrugada, surgindo no horizonte leste. O planeta dos anéis aparecerá como um ponto de luz amarelado e de brilho constante, diferenciando-se das estrelas cintilantes.

Para auxiliar na identificação de planetas e constelações, recomenda-se o uso de aplicativos de astronomia para smartphones. Essas ferramentas utilizam a localização do usuário e a bússola do aparelho para mapear o céu em tempo real, indicando a posição exata dos astros.

Próximas etapas do ciclo lunar

Após atingir o ápice na Lua Cheia, o ciclo lunar entrará em sua metade minguante. A primeira fase após a plenitude será a Minguante Gibosa, quando a área iluminada começará a diminuir gradualmente a cada noite, embora ainda seja superior a 50%.

Posteriormente, o ciclo seguirá para o Quarto Minguante, Lua Minguante Côncava (ou Balsâmica) e, finalmente, a Lua Nova, quando o satélite se torna invisível no céu noturno, reiniciando o ciclo de aproximadamente 29,5 dias.

Dicas para fotografia noturna

Fotografar a Lua requer alguns ajustes para evitar que a imagem fique superexposta. É recomendado utilizar um tripé para garantir a estabilidade da câmera e configurar o modo manual, ajustando a velocidade do obturador, a abertura e o ISO para capturar os detalhes da superfície lunar sem transformá-la em um mero ponto de luz branco.

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