A aguardada suíte de inteligência artificial da gigante de tecnologia, anunciada como um dos principais pilares do iOS 18, não estará totalmente disponível para os usuários no seu lançamento. A empresa confirmou que a implementação das novas funcionalidades será realizada em fases, com um conjunto inicial de recursos sendo liberado nos próximos meses, enquanto as capacidades mais avançadas e a integração profunda com a Siri estão previstas apenas para o próximo ano. Essa estratégia de lançamento gradual visa garantir a estabilidade e a qualidade da experiência do usuário.
Inicialmente, as ferramentas de IA estarão disponíveis em versão prévia (beta) e limitadas ao idioma inglês, focando nos dispositivos mais recentes da marca. A decisão de segmentar a liberação permite que a companhia refine os algoritmos e a infraestrutura de nuvem privada, conhecida como Private Cloud Compute, antes de expandir o acesso para um público mais amplo e para outros idiomas. A medida também gerencia as expectativas dos consumidores, que terão de esperar um pouco mais para usufruir de todo o potencial prometido durante a apresentação oficial.
Entre os recursos que devem chegar ainda este ano estão as ferramentas de escrita, que auxiliam na revisão, resumo e criação de textos em aplicativos como Mail, Notas e Pages. Funções de geração de imagens, como o Image Playground, também farão parte do pacote inicial, permitindo a criação de ilustrações em diferentes estilos diretamente nos aplicativos de mensagem e outros softwares compatíveis. A priorização dessas funcionalidades indica um foco em aprimorar tarefas de produtividade e comunicação no ecossistema da empresa.
O que esperar do lançamento inicial
A primeira onda de recursos da nova inteligência artificial se concentrará em aprimoramentos de produtividade e criatividade. Os usuários de iPhones, iPads e Macs compatíveis terão acesso às “Writing Tools”, que permitirão reescrever, revisar e resumir textos em diversos aplicativos nativos. Essa funcionalidade promete otimizar a comunicação diária, desde a elaboração de e-mails mais profissionais até a organização de anotações de forma mais eficiente, funcionando como um assistente de escrita integrado ao sistema operacional.
Outra novidade importante é o “Image Playground”, que possibilita a criação de imagens através de comandos de texto em três estilos distintos: Animação, Ilustração e Esboço. Essa ferramenta estará integrada ao aplicativo Mensagens e também disponível como um aplicativo independente. Além disso, a funcionalidade “Genmoji” permitirá a criação de emojis personalizados com base em descrições, oferecendo uma nova camada de personalização nas conversas. Essas adições visam enriquecer a experiência visual e criativa dos usuários sem exigir conhecimentos técnicos avançados.
Funcionalidades adiadas para 2025
A integração mais profunda e contextual da Siri, considerada o ápice da nova plataforma de IA, foi adiada para o próximo ano.
Essa versão aprimorada da assistente virtual será capaz de compreender o contexto do que está na tela do usuário para executar ações complexas dentro e entre aplicativos.
Por exemplo, será possível pedir à Siri para encontrar uma foto específica e enviá-la para um contato sem precisar abrir os aplicativos manualmente.
A capacidade de encadear comandos e a compreensão de linguagem natural mais sofisticada dependem de um desenvolvimento adicional, o que justifica o adiamento.
A estratégia por trás do lançamento gradual
A decisão de lançar os recursos em etapas reflete uma abordagem cautelosa para a implementação de tecnologias de IA generativa em larga escala.
Ao limitar o acesso inicial, a empresa pode monitorar o desempenho dos servidores do Private Cloud Compute, que processam tarefas mais complexas, garantindo segurança e privacidade.
Essa estratégia também permite coletar feedback de um grupo menor de usuários para corrigir falhas e refinar os modelos de linguagem antes da liberação global.
Evitar uma sobrecarga no sistema e garantir uma experiência de alta qualidade desde o início são os principais objetivos por trás dessa tática de implementação faseada.
Requisitos de hardware e disponibilidade
Para utilizar os novos recursos de inteligência artificial, será necessário possuir um dos dispositivos mais modernos da marca. A compatibilidade está restrita ao iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max, equipados com o chip A17 Pro. No caso dos iPads e Macs, será preciso ter um modelo com chip da linha M1 ou superior. Essa limitação de hardware está diretamente ligada à capacidade de processamento neural exigida pelas novas funcionalidades, especialmente aquelas que rodam diretamente no aparelho para garantir a privacidade do usuário. Dispositivos mais antigos, mesmo que recebam o iOS 18, não terão acesso a essas ferramentas avançadas, o que pode incentivar um ciclo de atualização de aparelhos entre os consumidores que desejam explorar todo o potencial da nova tecnologia.
O papel da privacidade no sistema
A empresa reforçou que a privacidade continua sendo um pilar fundamental em sua abordagem de inteligência artificial. A maioria das tarefas será processada diretamente no dispositivo, garantindo que os dados pessoais do usuário não saiam do aparelho. Para solicitações mais complexas que exigem maior poder computacional, o sistema utilizará o Private Cloud Compute, uma infraestrutura de nuvem projetada para não armazenar dados e garantir que as informações sejam usadas apenas para processar a solicitação em questão.
Próximos passos para os usuários
Os primeiros recursos começarão a ser testados na versão beta para desenvolvedores do iOS 18, iPadOS 18 e macOS Sequoia nos próximos meses.
Uma versão beta pública deverá ser liberada em seguida, permitindo que um número maior de usuários experimente as novidades antes do lançamento oficial para o público geral.