A última superlua de 2025 alcança seu ponto máximo nesta quinta-feira (4), quando a Lua cheia coincide com o perigeu, ponto mais próximo da Terra em sua órbita elíptica. O fenômeno torna o satélite até 10% maior e significativamente mais brilhante que uma lua cheia comum. O ápice ocorre às 20h13 no horário de Brasília, mas a observação ideal acontece logo após o pôr do sol, quando a Lua nasce no horizonte leste.
O satélite estará aproximadamente 27,3 mil quilômetros mais próximo do planeta do que na média. Especialistas definem superlua como a lua cheia ou nova que ocorre a até 360 mil quilômetros da Terra, embora alguns considerem apenas quando o perigeu coincide quase exatamente com a fase cheia.
Horários de nascer da Lua nas principais capitais
Os horários variam conforme a localização geográfica. Em São Paulo, o nascer da Lua está previsto para 18h43. No Rio de Janeiro, o fenômeno começa às 18h27.
- Belo Horizonte: 18h26
- Brasília: 18h41
- Porto Alegre: 19h07
- Salvador: 17h58
- Recife: 17h51
- Manaus: 18h49
A visibilidade depende das condições meteorológicas locais.
Ilusão lunar amplifica percepção de tamanho
A Lua parece ainda maior quando está próxima ao horizonte devido à ilusão lunar. Esse efeito óptico faz o cérebro humano interpretar objetos baixos no céu como mais distantes e, portanto, maiores. O fenômeno não tem explicação científica totalmente consensual até hoje.
A coloração amarelada ou alaranjada também aparece no início da noite. A luz lunar atravessa camada mais espessa da atmosfera terrestre, dispersando tons azuis e deixando predominar os vermelhos e amarelos. Conforme a Lua sobe, a tonalidade torna-se mais branca.

Características técnicas do perigeu de dezembro
A distância exata entre Terra e Lua nesta superlua será de cerca de 357 mil quilômetros. A órbita lunar é elíptica, com variação média de 50 mil quilômetros entre perigeu e apogeu. Essa proximidade aumenta o brilho em até 30% em relação à lua cheia no ponto mais distante.
O evento marca o quarto e último perigeu-lua cheia de 2025. As superluas anteriores ocorreram em agosto, setembro e outubro. A sequência terminou com a chamada Lua Fria de dezembro, nome tradicional usado no Hemisfério Norte.
Dicas práticas para melhor observação
Locais elevados e afastados de centros urbanos oferecem melhores condições. A poluição luminosa reduz o contraste entre a Lua e o céu. Binóculos ou telescópios simples permitem ver detalhes da superfície lunar, como crateras e mares.
Não é necessário equipamento especial para apreciar o tamanho aparente maior. A observação a olho nu já mostra diferença significativa em relação às luas cheias comuns. O efeito é mais notável nas primeiras horas após o nascer.
Próximas superluas no calendário astronômico
O ano de 2026 terá três superluas confirmadas. A primeira ocorre em 3 de janeiro, apenas duas semanas após a atual. Depois há intervalo maior até 24 de novembro.
A última do próximo ano está marcada para 24 de dezembro de 2026. Os eventos continuam seguindo o ciclo orbital de aproximadamente 27,3 dias para retorno ao perigeu. A coincidência exata com fase cheia varia ano a ano.
Diferença entre definições de superlua
Astrônomos ainda divergem sobre o termo superlua. Parte da comunidade científica aceita quando a lua cheia ocorre dentro de 90% do perigeu. Outra parcela considera apenas distâncias inferiores a 360 mil quilômetros.
O conceito ganhou popularidade nos últimos anos como forma de aproximar astronomia do público geral. Apesar das divergências técnicas, o fenômeno mantém características visíveis que justificam a atenção mundial.