Frente fria ártica avança pelos Estados Unidos centrais e orientais nesta semana, com Minneapolis, em Minnesota, registrando temperaturas que caíram abaixo das medidas em Marte. O fenômeno, impulsionado por um deslocamento do vórtice polar, ocorre desde o final de novembro e se estende até meados de dezembro de 2025. Meteorologistas preveem três ondas de ar gelado, afetando milhões de residentes com quedas de até 25 graus Fahrenheit abaixo da média histórica.
A capital de Minnesota atingiu mínimas de -3 graus Celsius no Dia de Ação de Graças, superando brevemente o calor diurno no planeta vermelho, que marcou 1 grau Celsius segundo dados do rover Curiosity da NASA. Essa inversão rara destaca a intensidade do inverno precoce na região, onde ventos fortes na estratosfera romperam o vórtice polar sobre o Polo Norte.
- Queda de temperatura em Minneapolis: de -2 graus para -12 graus em 24 horas.
- Comparação com Marte: atmosfera fina do planeta causa variações extremas, com mínimas noturnas de -70 graus Celsius.
- Impacto regional: nevascas isoladas em Dakota do Norte e Iowa registradas na quarta-feira.
Mecanismo do vórtice polar
O vórtice polar forma-se como um redemoinho de ventos fortes na estratosfera acima do Polo Norte, contendo o ar mais frio do planeta. Quando estabilizado, ele permanece isolado, mas perturbações recentes o deslocaram para perto da Baía de Hudson, no Canadá. Essa mudança permite que massas árticas escapem para o sul, invadindo os EUA centrais desde 2 de dezembro de 2025.
Especialistas observam que o evento começou no final de novembro, com o vórtice enfraquecido por variações no jato polar. A primeira onda chegou às Planícies do Norte na quarta-feira, trazendo ventos de até 50 km/h e umidade relativa acima de 80%.

Registros extremos em Minneapolis
Minneapolis enfrenta o trecho mais frio desde fevereiro de 2025, com termômetros marcando -18 graus Celsius na madrugada de quinta-feira. Essa marca quebra recordes locais de 1899, segundo observatórios meteorológicos. A cidade, conhecida por invernos rigorosos, viu acúmulo de 5 centímetros de neve na véspera do feriado.
Noite após noite, as mínimas caem para os adolescentes negativos, forçando alertas de hipotermia em áreas urbanas. Equipes de emergência relataram 15 incidentes relacionados ao frio na sexta-feira.
A comparação com Marte ganhou atenção global, mas durou apenas horas durante o dia, quando o rover Curiosity mediu 1 grau no Cráter Gale. À noite, o planeta vermelho despenca para -70 graus devido à atmosfera rarefeita.
Ondas sucessivas de ar ártico
Previsões indicam a segunda onda chegando no fim de semana, com subzero generalizado nas Dakotas e Minnesota. Paul Pastelok, meteorologista sênior, alerta para blasts adicionais na próxima semana e outra após.
Iowa e Nebraska prepararão termômetros para -15 graus Celsius a partir de sábado. O Nordeste, incluindo Nova York, sentirá mínimas de -10 graus no domingo.
Essas ondas derivam de um vórtice esticado, não de um aquecimento estratosférico súbito, conforme modelos climáticos.
Variações noturnas no planeta vermelho
Dados do Curiosity revelam que Marte oscila de máximas diurnas de -1 grau para mínimas de -73 graus em uma rotação. Essa amplitude decorre da distância ao Sol e da pressão atmosférica de apenas 1% da terrestre.
O rover, operacional desde 2012, monitora o Cráter Gale há mais de 4.700 sóis marcianos. Suas leituras de novembro mostraram umidade relativa de 10% e ventos leves de 15 km/h.
Comparações com a Terra sublinham diferenças planetárias: enquanto Minneapolis retém calor residual, Marte perde radiação rapidamente ao pôr do sol.
Preparativos nas regiões afetadas
Autoridades em Minnesota distribuíram 20 mil cobertores em abrigos desde quarta-feira. Escolas em Minneapolis cancelaram aulas presenciais na sexta, optando por ensino remoto.
Transportes rodoviários registraram atrasos de até 4 horas devido a geadas em rodovias interestaduais. Aeroportos como o de Minneapolis-Saint Paul reportaram 30 voos cancelados.
Recomendações incluem camadas múltiplas de roupa e verificação de aquecedores residenciais para evitar falhas no suprimento de energia, que subiu 15% na rede local.
Expansão para o Nordeste americano
A massa ártica avança para o leste, atingindo os Adirondacks com mínimas de -23 graus na manhã de sábado. Nova York e Maine preveem flocos de neve misturados a rajadas de vento.
O Great Lakes enfrentará squalls de neve, com acúmulo de 10 a 15 centímetros em Wisconsin. Meteorologistas monitoram o potencial para whiteouts em rodovias.
Essa progressão segue o padrão do vórtice deslocado, com ar polar fluindo do Canadá para latitudes médias.
Lições de invernos passados
Eventos semelhantes em 2014 e 2019 causaram picos no consumo de gás natural, elevando custos em 20% nas Planícies do Norte.
Em 2025, a demanda energética já cresceu 12% desde o início da semana, segundo relatórios de utilidades.
Com La Niña influenciando padrões globais, invernos mais secos e frios se estendem para o Oeste canadense.
Fatores climáticos em jogo
A combinação de vórtice polar e jet stream enfraquecido acelera a intrusão ártica. Modelos preveem estabilização parcial após 15 de dezembro.
No Hemisfério Sul, invernos mais quentes contrastam, mas o Norte vê padrões persistentes de frio extremo.
- Energia demandada: aumento de 15% em Minnesota.
- Neve acumulada: 7 cm em média nas Planícies.
- Alertas emitidos: 12 estados sob vigília.