A mais recente pesquisa Ipsos/Ipec, divulgada nesta terça-feira (9), aponta que 52% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do governo federal. Outros 42% aprovam a gestão, enquanto 6% não souberam ou não quiseram responder.
O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 8 de dezembro com 2.000 eleitores em 131 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em relação à pesquisa anterior, de setembro, a desaprovação subiu um ponto percentual e a aprovação caiu dois pontos.

Números da confiança no governo
A confiança no governo Lula também registrou queda. Apenas 40% dos entrevistados declararam confiar na administração federal atual.
Por outro lado, 56% afirmaram não confiar no governo, enquanto 4% não souberam ou não responderam à pergunta.
Esses percentuais representam piora em relação aos dados anteriores, quando a confiança estava em patamar ligeiramente superior.
Comparação com levantamentos anteriores
Desde setembro, a desaprovação ao trabalho do presidente aumentou de 51% para 52%. Já a aprovação caiu de 44% para 42% no mesmo período.
- Desaprovação: passou de 51% para 52% (+1 p.p.)
- Aprovação: passou de 44% para 42% (-2 p.p.)
- Não sabem/não responderam: passou de 5% para 6% (+1 p.p.)
A oscilação permanece dentro da margem de erro do estudo.
Metodologia do levantamento
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas maiores de 16 anos em entrevistas presenciais. O universo abrangeu 131 municípios distribuídos por todo o território nacional.
O período de coleta ocorreu entre 4 e 8 de dezembro de 2025. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.
A amostra reflete a composição da população brasileira em termos de sexo, idade, renda e região geográfica.
Perfil dos entrevistados por região
Os dados mostram variações regionais na avaliação do governo. No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, a desaprovação supera a média nacional.
No Nordeste, tradicional reduto eleitoral do PT, os índices de aprovação continuam mais favoráveis que na média geral, embora também tenham registrado recuo.
A pesquisa captou ainda diferenças por faixa etária e nível de escolaridade, com os mais jovens apresentando maior taxa de desaprovação.
Avaliação em contexto econômico
Parte dos entrevistados relaciona a avaliação negativa à percepção sobre a economia. O aumento dos preços e a dificuldade de geração de empregos aparecem entre os fatores mencionados.
O governo federal tem enfrentado críticas sobre o ritmo de crescimento econômico e o controle da inflação nos últimos meses.
Apesar disso, programas sociais mantêm apoio significativo entre os beneficiários diretos, especialmente nas faixas de menor renda.
Expectativa para os próximos meses
A pesquisa foi realizada antes das festas de fim de ano, período que costuma registrar melhora temporária na percepção econômica por causa do 13º salário e pagamentos extras.
Analistas acompanham se os números de janeiro mostrarão algum efeito sazonal positivo na avaliação do governo.
O próximo levantamento Ipsos/Ipec está previsto para o início de 2026, quando será possível medir eventuais variações após o período natalino.