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Ciclone extratropical avança pelo Sul do Brasil e provoca chuvas intensas e ventos de até 120 km/h em RS, SC e PR

Vento forte, ciclone extratropical
Vento forte, ciclone extratropical - Foto: imagedepotpro/ Istockphoto.com

Um ciclone extratropical se forma entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul, afetando o Sul do Brasil desde a madrugada de 9 de dezembro de 2025. O fenômeno, monitorado por institutos meteorológicos, provoca chuvas intensas e rajadas de vento que ultrapassam 100 km/h em áreas litorâneas e serranas.

Autoridades da Defesa Civil emitem alertas vermelhos para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com impactos estendendo-se ao Sudeste e Centro-Oeste. O sistema avança lentamente para o oceano, mantendo instabilidade até 11 de dezembro.

Estragos incluem destelhamentos e alagamentos em cidades como Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, onde um tornado isolado danificou residências e comércios.

  • Volumes de chuva superam 100 mm em 24 horas na Serra Gaúcha.
  • Rajadas de 90 a 120 km/h registradas no litoral catarinense.
  • Pelo menos três mortes confirmadas em Palhoça, Santa Catarina, por enxurrada.

Formação e deslocamento do sistema

O ciclone extratropical surge da intensificação de uma área de baixa pressão atmosférica, abaixo de 1000 hPa, que favorece nuvens carregadas e ventos fortes. A frente fria associada impulsiona o ar úmido para o sul, gerando instabilidade em múltiplas regiões.

Especialistas observam que o deslocamento lento do centro do sistema, de oeste para leste no Rio Grande do Sul, prolonga os efeitos até a manhã de 10 de dezembro. Em Santa Catarina, o fenômeno atinge o litoral sul pela tarde, com picos de intensidade entre 14h e 18h locais.

Regiões mais impactadas no Sul

Rajadas de vento atingem 90 km/h na Grande Porto Alegre desde a madrugada de 9 de dezembro, interrompendo o fornecimento de energia em bairros centrais. A Defesa Civil registra chamadas para quedas de árvores em vias principais, com equipes atuando em 15 municípios gaúchos.

No Paraná, o sudoeste enfrenta pancadas de chuva de 50 mm em uma hora, afetando rodovias como a BR-277. Autoridades orientam motoristas a reduzirem velocidade em trechos com visibilidade baixa.

Santa Catarina concentra os maiores volumes acumulados, com 69 mm em 12 horas em Palhoça. O litoral norte vê mar agitado com ondas de 3,5 metros, levando à suspensão de operações em portos locais.

Danos em infraestrutura e residências

Destelhamentos ocorrem em mais de 80 residências em Flores da Cunha, onde o tornado isolado atinge a zona rural às 10h de 9 de dezembro. Equipes da prefeitura isolam áreas afetadas, incluindo uma unidade básica de saúde e uma igreja comunitária.

Em São Paulo, o ciclone indireto provoca alagamentos na Avenida Paulista pela manhã de 10 de dezembro, com acúmulo de 40 mm. O metrô registra atrasos em linhas leste devido a sinalização afetada por raios.

Prejuízos em plantações vitimam vinícolas na Serra Gaúcha, com perdas estimadas em hectares de uvas. A Defesa Civil mobiliza abrigos temporários para 200 famílias desalojadas no sul catarinense.

Alertas e medidas preventivas adotadas

O Instituto Nacional de Meteorologia emite alerta vermelho para o Sul, prevendo chuvas acima de 60 mm por hora e granizo localizado. Populações em áreas de risco recebem mensagens via SMS para evitarem ruas próximas a rios.

Governos estaduais reforçam plantões da Defesa Civil, com 500 agentes distribuídos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Aeroportos como o de Porto Alegre cancelam 20 voos na tarde de 9 de dezembro por visibilidade reduzida.

Recomendações incluem fixação de telhados e monitoramento de níveis de rios, com canais de denúncia abertos 24 horas.

  • Evite deslocamentos desnecessários em horários de pico de chuva.
  • Mantenha lanternas e rádios a pilhas em locais acessíveis.
  • Relate emergências ao número 199 da Defesa Civil.

Extensão dos efeitos ao Sudeste

São Paulo registra rajadas de 70 km/h no litoral norte pela tarde de 10 de dezembro, com risco de interrupções em linhas de transmissão. A capital vê temperatura máxima de 26°C, contrastando com mínimas de 18°C no interior.

Minas Gerais, na divisa sul com São Paulo, acumula 30 mm em Belo Horizonte, afetando o tráfego na BR-381. Autoridades mineiras ativam barreiras em pontes sobre córregos transbordantes.

O Rio de Janeiro enfrenta chuvas moderadas de 20 mm no Grande Rio, com ventos de 50 km/h na serra fluminense. Praias como Copacabana registram ressaca com ondas de 2,5 metros.

Influência no Centro-Oeste e mar agitado

Mato Grosso do Sul sente os primeiros impactos com ventos de 60 km/h no sul do estado na noite de 9 de dezembro. Campo Grande vê pancadas isoladas de 40 mm, com alertas para motoristas em rodovias federais.

Goiás registra instabilidade no leste, com rajadas de 50 km/h e possibilidade de granizo em áreas rurais. A Defesa Civil local distribui lonas plásticas para agricultores afetados.

Ondas altas de 4 metros persistem no litoral sul do Brasil até 11 de dezembro, com proibição de banho em praias de Florianópolis. Pescadores comerciais suspendem saídas ao mar por segurança.

Previsões para os próximos dias

O ciclone avança para alto-mar na manhã de 10 de dezembro, reduzindo intensidade no Rio Grande do Sul pela noite. Santa Catarina mantém chuvas persistentes até 11 de dezembro, com volumes totais acima de 150 mm no litoral.

No Sudeste, a instabilidade diminui gradualmente, com retorno de sol em São Paulo na tarde de 11 de dezembro. Temperaturas sobem para 28°C no interior paulista.

Autoridades monitoram resíduos do sistema, como ventos residuais de 40 km/h no Paraná até 12 de dezembro.

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