O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou o calendário de pagamentos do abono salarial PIS/Pasep para 2026, referente ao ano-base de 2024. Os depósitos começam em 15 de fevereiro para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que atuaram formalmente por pelo menos 30 dias. A medida beneficia milhões de pessoas com rendimentos médios até o limite ajustado pela inflação, estimado em R$ 2.765,92 mensais.
Os valores variam conforme o tempo de serviço, com o máximo equivalente ao salário mínimo projetado de R$ 1.621 para quem trabalhou os 12 meses completos. A aprovação final ocorre na reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador marcada para 16 de dezembro de 2025, em Brasília.
Trabalhadores podem consultar o direito ao benefício a partir de 5 de fevereiro de 2026 via aplicativos oficiais.
- Cadastro ativo no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
- Dados corretos enviados pelo empregador na RAIS ou eSocial;
- Remuneração média dentro do limite vigente.
Essa estrutura garante acesso organizado aos recursos, que retornam aos cofres públicos se não resgatados até o fim do calendário bancário de 2026.
Requisitos essenciais para acesso ao benefício
O direito ao PIS/Pasep 2026 exige cumprimento de critérios básicos estabelecidos pelo governo federal. Trabalhadores devem ter exercido atividade formal por no mínimo 30 dias em 2024, consecutivos ou não, com remuneração média até o teto corrigido pelo INPC.
Dados do empregador precisam estar atualizados na Relação Anual de Informações Sociais ou no eSocial para processamento automático. Inscrição no programa há cinco anos é condição indispensável, contada desde o primeiro emprego com carteira assinada.
Exclusões aplicam-se a quem prestou serviços apenas para pessoa física, como empregadas domésticas sem vínculo formal.
Alterações nas regras de elegibilidade
A partir de 2026, o limite de renda para o abono salarial passa por transição gradual. O valor de referência, antes fixado em dois salários mínimos, agora segue correção pela inflação medida pelo INPC, visando reduzir o teto para 1,5 salário mínimo até 2035.
Essa mudança, aprovada via emenda constitucional em 2024, afeta o número de beneficiários ao priorizar rendas mais baixas. Para o ano-base de 2024, o corte estimado fica em torno de R$ 2.765,92, considerando ajustes inflacionários de 2024 e projeções para 2025.
O impacto projeta economia nos gastos públicos, com foco em distribuição mais direcionada. Trabalhadores próximos ao limite anterior devem verificar médias salariais para confirmar elegibilidade.
Servidores públicos recebem via Pasep no Banco do Brasil, enquanto o PIS vai para a Caixa Econômica Federal. Consultas prévias evitam surpresas no saque.

Tabela detalhada de datas de pagamento
Os depósitos seguem ordem por mês de nascimento do beneficiário, iniciando em fevereiro de 2026.
- Nascidos em janeiro: 15 de fevereiro;
- Nascidos em fevereiro: 15 de março;
- Nascidos em março e abril: 15 de abril.
Essa divisão organiza o fluxo nos bancos, evitando sobrecargas em agências. Pagamentos estendem-se até agosto para os últimos grupos.
Nascidos em maio e junho recebem em 15 de maio, enquanto julho e agosto têm data em 15 de junho. Setembro e outubro seguem em 15 de julho, e novembro e dezembro fecham em 15 de agosto.
Valores depositados automaticamente em contas correntes ou poupanças digitais para correntistas. Não resgatados voltam ao fundo, mas podem ser reclamados em até cinco anos.
Como calcular o valor proporcional ao tempo trabalhado
O montante do abono salarial reflete diretamente os meses de atividade formal em 2024. Quem atuou um mês recebe cerca de R$ 135,08, valor que escala linearmente até o teto de R$ 1.621 para 12 meses completos.
Projeções baseiam-se no salário mínimo de R$ 1.621, reajustado em 6,79% ante 2025. Médias salariais acima do limite disqualificam o benefício, mesmo com períodos curtos de emprego.
Ferramentas online, como a Carteira de Trabalho Digital, permitem simulações precisas a partir de dados pessoais. Empregados com múltiplos vínculos somam meses totais, desde que dentro das regras.
Para intermitentes ou sazonais, o cálculo considera dias efetivos, garantindo proporcionalidade justa. Verificação antecipada orienta planejamento financeiro.
Procedimentos para consulta e saque do benefício
A consulta ao PIS/Pasep inicia em 5 de fevereiro de 2026 pelo app Carteira de Trabalho Digital ou Portal Gov.br. Usuários inserem CPF e dados básicos para exibir valores e datas exatas.
Correntistas da Caixa ou Banco do Brasil recebem crédito automático em contas. Sem conta, o saque ocorre em lotéricas ou agências com cartão cidadão.
Aplicativos como Caixa Trabalhador e Caixa Tem facilitam acesso digital, incluindo transferências. Servidores públicos usam o app do Banco do Brasil para verificação.
Prazo final para resgate vai até 31 de dezembro de 2026, último dia útil bancário. Atrasos por dados incorretos do empregador demandam retificação via eSocial.
Diferenças entre PIS e Pasep na execução
O PIS atende trabalhadores da iniciativa privada via Caixa Econômica Federal, com foco em depósitos rápidos. Pasep, para servidores públicos, opera pelo Banco do Brasil, priorizando contas públicas.
Ambos seguem o mesmo calendário, mas canais de atendimento variam por instituição. Caixa oferece lotéricas para saques sem conta, enquanto BB exige presença em agências para não correntistas.
Valores e critérios unificam os programas, promovendo equidade. Em 2025, cerca de 25,8 milhões acessaram o benefício, totalizando R$ 30 bilhões em repasses.
Transição de regras impacta mais o PIS, com maior volume de beneficiários privados. Monitoramento anual pelo Codefat assegura atualizações.
Impacto das novas correções inflacionárias
A correção pelo INPC estabelece base em R$ 2.640 de 2023, ajustada para cerca de R$ 2.900 em 2026. Essa métrica acompanha custos de vida, diferentemente do salário mínimo que inclui ganho real.
Transição gradual preserva direitos atuais enquanto restringe acessos futuros. Governo estima conclusão em 2035, com teto fixo em 1,5 salário mínimo.
Efeitos incluem redução no número de elegíveis, direcionando recursos a faixas mais vulneráveis. Dados de 2024 indicam 25 milhões potenciais beneficiários sob regras antigas.
Monitoramento pelo Ministério do Trabalho garante transparência nos ajustes anuais.