O diretor Akifumi Nakanishi, responsável por Resident Evil Requiem, revelou em entrevista recente que as seções jogáveis de Leon S. Kennedy e Grace Ashcroft serão quase igualmente divididas ao longo da campanha. A estrutura unificada da narrativa permite trocas constantes entre os protagonistas, com momentos em que eles se encontram diretamente. Essa abordagem visa equilibrar tensão e alívio, criando um ritmo único para o nono capítulo principal da franquia, previsto para 27 de fevereiro de 2026 em PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. A confirmação veio após o trailer exibido no The Game Awards 2025, que gerou grande expectativa entre fãs.
A campanha totaliza cerca de 18 horas de duração estimada, com foco em uma história coesa que retorna a Raccoon City, local icônico desde Resident Evil 2, e explora conexões com eventos passados como o incidente de 1998 envolvendo Umbrella. Nakanishi destacou que o contraste entre os estilos de jogo representa dois tipos distintos de tensão misturados, semelhante a saltar de uma sauna quente para um banho frio, o que inicialmente preocupou a equipe quanto ao ritmo, mas resultou em uma dinâmica aprovada internamente. Leon, aos 51 anos em 2026, traz maturidade e ações refinadas baseadas em Resident Evil 4, enquanto Grace enfatiza survival horror clássico inspirado em Resident Evil 2. A produção priorizou interações entre os personagens para enriquecer a narrativa emocional.
- Principais mecânicas de Leon: artes marciais, combate corpo a corpo e tiroteios intensos.
- Estilo de Grace: gerenciamento escasso de recursos e seções claustrofóbicas.
- Estrutura similar a Resident Evil Revelations, com trocas fluidas.
Estrutura narrativa unificada
A história de Resident Evil Requiem avança de forma linear, alternando seções de Leon e Grace para manter o jogador imerso em uma trama coesa. Os desenvolvedores enfatizaram que não se trata de campanhas separadas, mas de uma narrativa integrada com encontros diretos entre os protagonistas. Essa escolha permite explorar perspectivas complementares sobre o bioterror em Raccoon City.
O retorno de Leon ao local de seus primeiros horrores adiciona camadas emocionais à jornada de Grace, que investiga eventos ligados à mãe, Alyssa Ashcroft, de Resident Evil Outbreak. A divisão equitativa garante que nenhum personagem domine excessivamente a experiência.
Personalidade e evolução de Leon
Leon S. Kennedy surge mais experiente, carregando o peso de décadas combatendo bioterror, mas sem arrogância em seu heroísmo sacrificial. Nakanishi descreveu-o como alguém que não hesita em se arriscar pelos outros, com paixão interior intensa e humor seco refinado pela idade, incluindo sarcasmo sutil que reflete sua maturidade. Essa portrayal visa atrair novatos, bastando conhecerem sua origem em Raccoon City para contextualizar ações atuais.
O diretor destacou o cuidado em torná-lo um “ikeoji”, termo japonês para homem mais velho atraente e cool, refinando visual e animações para equilibrar seriedade e carisma. A batalha o levará ao limite como nunca, crucial para a experiência emocional do jogo.
Contraste entre horror e ação
As seções de Grace representam o terror puro, com ela sendo a “maior medrosa da história de Resident Evil”, gerando tensão em ambientes escuros e recursos limitados. Leon, por outro lado, oferece alívio com ação adrenalizante, inadequado para momentos de agachamento silencioso perante monstros. Essa alternância cria um ritmo único, onde o horror de Grace amplifica a empolgação de Leon, e vice-versa.
Os produtores testaram exaustivamente o pacing para evitar fadiga, concluindo que a dupla forma a melhor combinação para mesclar lentidão assustadora e velocidade explosiva. O resultado promete exhilaration inédita na série, com sensação de segurança em Leon contrastando o pavor constante de Grace. A estrutura conscientemente projetada eleva o survival horror tradicional.
Retorno a Raccoon City e conexões
Raccoon City reaparece como cenário central, marcando o primeiro regresso de Leon desde 1998, o que desperta respostas emocionais profundas em um homem envelhecido pela luta contínua. A narrativa liga eventos passados, incluindo o colapso de Umbrella, à investigação de Grace sobre mortes misteriosas. Victor Gideon surge como antagonista com laços à corporação, perseguindo Grace por razões ligadas a “Elpis”.
Os encontros entre protagonistas reforçam laços temáticos de sobrevivência e sacrifício. Detalhes como o vírus Elanthropus, mistura de mofo e progenitor, introduzem ameaças conscientes e degradadas.
Inovações no design de combate
Leon incorpora mecânicas de Resident Evil 4, com artes marciais, melee e novas ações para sensação de liberação pós-terror. Grace segue Resident Evil 2, priorizando stealth e escassez. O primeiro grande papel de Leon desde Resident Evil 6 evolui seu arsenal para 2026, refletindo habilidades afiadas.
- Chainsaw como arma icônica no trailer.
- Porsche Cayenne Turbo GT personalizada, fruto de colaboração oficial.
- Influências visuais de David Fincher para atmosfera sombria e suspense.
Grace usa Magnum em cenas chave, sugerindo progressão armamentista.
Veículo exclusivo de Leon
A Porsche forneceu um Cayenne Turbo GT customizado como carro pessoal de Leon, integrado à narrativa pós-trailer do The Game Awards. Os produtores brincaram sobre a durabilidade em meio a explosões típicas da série, prometendo revelações futuras sobre seu uso.
Antevisão do próximo showcase
Capcom planeja exibição detalhada de gameplay em janeiro de 2026, expandindo o mostrado no TGA. O evento focará em mecânicas refinadas e pacing testado. Fãs aguardam mais sobre interações e chefes, com três estimados por protagonista.
A pré-venda já está disponível, com edições deluxe incluindo conteúdos extras.

