Uma nova pesquisa divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, apresenta um panorama atualizado sobre a preferência dos torcedores em todo o país. O levantamento, conduzido pelo instituto Nexus, reafirma a hegemonia do Flamengo como o clube com a maior base de fãs, alcançando 26% das declarações.
O Corinthians mantém sua sólida posição no segundo lugar, registrando 19% das preferências nacionais, enquanto o São Paulo consolida-se como a terceira maior torcida, com 9%. Estes dados são cruciais para entender a dinâmica da paixão pelo esporte.
Este estudo detalhado foi realizado com 2.006 indivíduos maiores de 16 anos, abrangendo todos os estados do país entre os dias 15 e 24 de agosto. A metodologia empregada garante uma margem de erro de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%, assegurando a robustez dos resultados apresentados.
Liderança incontestável no cenário nacional
O Flamengo, com seus expressivos 26% de torcedores, não apenas lidera o ranking, mas também demonstra uma notável expansão em sua base de fãs em comparação com levantamentos anteriores. Essa performance reflete a influência de conquistas recentes e a forte presença do clube em diversas regiões do país, solidificando sua posição como fenômeno nacional.
Na sequência, o Corinthians assegura a segunda posição com 19%, mantendo uma estabilidade notável em sua representatividade nacional. A força e a paixão da torcida corintiana são fatores constantes nas análises de popularidade do futebol, confirmando sua influência e engajamento em todos os estados.
A disputa paulista e o crescimento do São Paulo
O São Paulo registrou um crescimento em sua base de apoio, alcançando 9% e firmando-se na terceira colocação entre os clubes com maior número de torcedores, superando o rival Palmeiras, que aparece logo em seguida com 7%. Este avanço é significativo e mostra a capacidade do clube de engajar novos torcedores, solidificando sua presença entre os três primeiros em um cenário competitivo, evidenciando a intensidade da rivalidade paulista nas disputas por adeptos.
Distribuição geográfica das torcidas
Os cinco primeiros colocados na pesquisa são times exclusivamente dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, concentrando uma parcela expressiva de 66% de todas as torcidas declaradas. Essa concentração geográfica no topo do ranking é uma característica histórica e persistente do futebol nacional.
A hegemonia desses centros urbanos é um reflexo do sucesso acumulado por esses clubes ao longo das décadas, moldando a cultura futebolística e influenciando as tendências de popularidade. Apenas a partir da sexta posição começam a aparecer equipes de outras regiões do país, indicando uma distribuição mais pulverizada fora do eixo principal.
Internacional e Cruzeiro, por exemplo, registram 4% das preferências, demonstrando a força de suas torcidas regionais e a relevância que possuem em seus respectivos estados. Outros clubes como Atlético-MG, Grêmio e Santos aparecem com 3% cada, completando o grupo dos mais citados e mostrando a diversidade do cenário futebolístico.
O perfil do consumidor de futebol no país
O futebol continua sendo um fenômeno de massa no país, acompanhado por sete em cada dez pessoas, o que sublinha sua importância cultural e social. Desses, uma parcela considerável de 48% assiste a pelo menos um jogo por semana, utilizando uma variedade de plataformas disponíveis para não perder nenhum lance.
A pesquisa revela uma composição demográfica interessante: enquanto os homens representam 87% dos torcedores declarados, a presença feminina no universo do futebol alcança 69%. Este dado indica um aumento progressivo do engajamento das mulheres com o esporte, transformando o perfil tradicional do público. A faixa etária mais engajada é a de 16 a 24 anos, que apresenta índices de torcedores ativos acima da média nacional.
Adicionalmente, pessoas com renda familiar entre dois e cinco salários mínimos (considerando o salário mínimo de R$ 1518 em 2025) registram o maior percentual de torcedores ativos, com 82%. Este dado destaca a ampla penetração do futebol em diferentes estratos sociais, consolidando-o como um esporte verdadeiramente popular.
Hábitos de consumo em plataformas e estádios
Setenta por cento da população do país consome futebol de forma regular, seja através da televisão aberta, canais pay-per-view, plataformas de streaming ou mídias sociais. Essa diversidade de canais reflete a adaptação do público às novas formas de acesso ao conteúdo esportivo, buscando conveniência e flexibilidade, um aspecto crucial na era digital.
Apesar do alto consumo televisivo e digital, cerca de 59% dos torcedores nunca frequentaram um estádio para assistir a uma partida ao vivo, enquanto apenas 2% comparecem às arenas semanalmente. Isso sugere uma questão para os clubes em atrair o público para as experiências presenciais, que continuam sendo um pilar fundamental da cultura futebolística, ao passo que os jovens lideram a utilização de plataformas digitais, com 65% acompanhando partidas por meio de aplicativos e transmissões ao vivo. As transmissões gratuitas, por sua vez, alcançam 85% da amostra pesquisada, indicando a preferência por acessibilidade e a busca por conteúdo sem custos adicionais.
Variações e influências nas preferências
A pesquisa mais recente indica uma estabilidade geral nas primeiras posições, mas com algumas variações notáveis que merecem atenção. O Flamengo, por exemplo, ampliou sua vantagem de aproximadamente 21% para os atuais 26%, consolidando ainda mais sua liderança nacional. O São Paulo também mostrou um crescimento significativo, subindo de 7,6% para 9%, o que o ajudou a firmar a terceira colocação à frente do Palmeiras, intensificando a rivalidade regional. O Corinthians, por sua vez, manteve-se estável com 19% das preferências, demonstrando a lealdade inabalável de sua vasta torcida, que se mantém fiel independentemente dos resultados. Clubes como Bahia, Botafogo e Cruzeiro apresentaram um crescimento dentro da margem de erro, reforçando suas bases regionais e o engajamento local, o que é crucial para a diversificação do cenário futebolístico. O ranking atual é um reflexo direto da influência de títulos recentes conquistados por algumas equipes, da eficácia de seus programas de sócio-torcedor e da crescente presença digital e estratégias de comunicação que mantêm os fãs conectados e engajados com seus times.
