A Xiaomi confirmou o encerramento do suporte de software para vários smartphones das linhas principais, Redmi e Poco ao longo de 2026. Esses dispositivos deixarão de receber atualizações do HyperOS e patches de segurança, afetando uma base ampla de usuários globalmente.
Modelos lançados entre 2022 e 2023 seguem a política antiga de suporte, limitada a três ou quatro anos. A mudança ocorre porque a empresa adotou ciclos mais longos para aparelhos recentes, mas os mais antigos não se beneficiam dessa extensão.
O impacto atinge milhões de consumidores que ainda utilizam esses celulares no dia a dia. Sem correções de segurança, os aparelhos ficam mais vulneráveis a ameaças conhecidas.
- Xiaomi 12 e 12 Pro: fim no primeiro trimestre;
- Xiaomi 12X e 12 Lite: término em março;
- Xiaomi 12T e 12T Pro: suporte até outubro;
- Redmi Note 12 Pro+ 5G e Pro 5G: atualizações até outubro;
- Redmi Note 12 5G e 4G: encerramento mais cedo, entre março e abril;
- Poco F5 5G: patches até maio;
- Poco X5 Pro 5G e X5 5G: fim no primeiro trimestre.
Modelos afetados pelo encerramento
Diversos aparelhos da linha Xiaomi 12 enfrentam o fim do suporte já nos primeiros meses de 2026. Esses flagships de 2022 recebem a última versão do HyperOS baseada no Android 15 antes da interrupção.
As variantes mais acessíveis, como o 12X e o 12 Lite, seguem cronograma similar. Elas mantêm patches de segurança apenas até março, conforme dados oficiais da empresa.
A série 12T, lançada no final de 2022, ganha período ligeiramente prolongado. Ambos os modelos, padrão e Pro, continuam elegíveis até outubro de 2026.
Impacto na linha Redmi Note 12
A série Redmi Note 12 representa uma das mais populares da marca em mercados emergentes. Milhões de unidades vendidas globalmente agora entram na fase final de suporte.
Os modelos Pro e Pro+ 5G recebem atualizações de segurança até outubro. Eles concluem o ciclo com HyperOS 2 sobre Android 15.
As versões base, incluindo 5G e 4G, perdem suporte mais cedo. O 5G encerra no primeiro trimestre, enquanto o 4G segue até abril.
Essa linha equilibrou preço e desempenho, conquistando grande volume de vendas. O fim das atualizações expõe os dispositivos a riscos acumulados ao longo do tempo.
Alterações para usuários de Poco
Aparelhos da submarca Poco também integram a lista de descontinuação. O Poco F5 5G, equipado com Snapdragon 7+ Gen 2, recebe patches apenas até maio de 2026.
As variantes X5 Pro 5G e X5 5G enfrentam término ainda mais precoce. Ambos concluem o suporte no primeiro trimestre do ano.
Esses modelos valorizam desempenho em faixas acessíveis. A interrupção acelera a depreciação no mercado de revenda.
Usuários mantêm acesso a funções básicas após o fim do suporte. No entanto, a ausência de novos recursos e correções representa limitação gradual.
Evolução na política de suporte
A Xiaomi ampliou o ciclo de atualizações para modelos lançados a partir de 2023. Aparelhos premium agora contam com cinco a seis anos de suporte, alinhando-se a concorrentes.
Essa mudança beneficia séries recentes, como Xiaomi 15 e superiores. Elas garantem patches de segurança estendidos e versões futuras do HyperOS.
Os dispositivos afetados em 2026 seguem regras antigas. Lançados na transição, eles recebem no máximo três grandes updates do Android.
A empresa prioriza recursos em hardware mais novo. Isso otimiza desempenho e integra recursos avançados de inteligência artificial.
Riscos de segurança envolvidos
Sem patches regulares, smartphones ficam expostos a vulnerabilidades não corrigidas. Ameaças exploram brechas conhecidas em versões antigas do sistema.
Aplicativos financeiros exigem versões atualizadas do Android. Com o tempo, limitações surgem em serviços bancários e pagamentos digitais.
Políticas corporativas bloqueiam acesso a redes empresariais em dispositivos desatualizados. Isso afeta usuários que dependem do celular para trabalho remoto.
O hardware permanece funcional para tarefas cotidianas. Chamadas, navegação e apps básicos continuam operando normalmente.
Opções para continuidade
Usuários podem atualizar aplicativos do sistema por canais alternativos. Essas ferramentas mantêm parte das funções, mas não substituem correções oficiais.
A migração para modelos recentes garante suporte prolongado. Linhas atuais oferecem ciclos estendidos e recursos otimizados.
Comunidades de desenvolvimento criam soluções não oficiais. ROMs personalizadas prolongam a vida útil em alguns casos.
A transição reflete o ciclo natural de produtos tecnológicos. Fabricantes concentram esforços em gerações mais avançadas.

