A direção do Internacional anunciou a contratação de Paulo Pezzolano para assumir o comando técnico da equipe a partir da temporada de 2025. O treinador uruguaio chega ao Beira-Rio com a missão de trazer estabilidade a um cargo que tem sido marcado por intensa rotatividade nos últimos anos, especialmente sob a presidência de Alessandro Barcellos, que demonstra uma clara inclinação por profissionais de fora do país para liderar o time colorado. Esta será a segunda experiência de Pezzolano no futebol brasileiro, após uma passagem bem-sucedida pelo Cruzeiro.
A chegada de Pezzolano eleva para seis o número de técnicos estrangeiros escolhidos por Alessandro Barcellos durante seus anos à frente do clube. Tal fato sublinha uma tendência na política de contratações do Internacional, buscando uma filosofia de jogo e abordagem tática que, muitas vezes, é associada a treinadores com experiências internacionais diversas.
Dos nove treinadores que passaram pelo comando da equipe neste período de gestão, uma significativa parcela de 66,66% são profissionais não brasileiros, o que destaca uma estratégia consistente na busca por resultados e um estilo de jogo específico.
A preferência por comandantes de fora
A administração de Alessandro Barcellos tem se notabilizado pela busca contínua por técnicos com experiência internacional, uma estratégia que agora se consolida com a chegada de Pezzolano. Essa preferência reflete uma visão de que profissionais estrangeiros podem oferecer novas perspectivas táticas e metodologias de trabalho, alinhadas às tendências do futebol global.
A escolha por um treinador uruguaio, neste contexto, não é um fato isolado, mas sim parte de um padrão estabelecido que busca aprimorar o desempenho da equipe por meio de diferentes abordagens. A gestão colorada tem investido em nomes que já demonstraram capacidade de adaptação e sucesso em diversos cenários competitivos.
A lista de técnicos estrangeiros na era Barcellos
Antes de Paulo Pezzolano, o Internacional já havia sido comandado por uma série de técnicos estrangeiros sob a presidência de Alessandro Barcellos, consolidando a predileção por esse perfil. Esses profissionais trouxeram diferentes filosofias e desafios ao clube.
Entre os nomes que passaram pelo Beira-Rio, destacam-se:
Cada um desses treinadores teve sua oportunidade de implementar seu estilo, enfrentando a complexidade do futebol brasileiro e as expectativas da torcida colorada. A chegada de Pezzolano agora acrescenta um novo capítulo a essa sequência.
Profissionais brasileiros no Beira-Rio
Apesar da forte inclinação por técnicos estrangeiros, profissionais brasileiros também tiveram passagens importantes pela casamata do Internacional durante a gestão de Alessandro Barcellos. Abel Braga, um ídolo do clube, foi o primeiro a comandar a equipe na era Barcellos, concluindo o Brasileirão de 2020, estendido até 2021. Ele retornou para uma segunda passagem, substituindo Ramón Díaz e garantindo a permanência na Série A.
Mano Menezes e Roger Machado foram outros treinadores nacionais que assumiram o comando técnico, sendo os únicos a permanecerem no cargo por mais de um ano. Mano Menezes registrou 455 dias à frente da equipe, demonstrando uma rara longevidade na posição.
Roger Machado, por sua vez, ficou 24 dias a menos que Mano, mas conquistou o Campeonato Gaúcho na temporada em que esteve no comando, sendo o único a levantar um troféu neste período de gestão, um feito que ressalta a dificuldade de se obter títulos em um cenário de tantas mudanças.
Trajetória de Pezzolano e o sucesso no Cruzeiro
Paulo Pezzolano chega ao Internacional com a credencial de ter conduzido o Cruzeiro de volta à Série A do Campeonato Brasileiro entre 2022 e 2023, um feito que demonstrou sua capacidade de gerir elencos sob pressão e alcançar objetivos desafiadores. Sua metodologia de trabalho no clube mineiro foi elogiada pela organização tática e pela capacidade de extrair o melhor de seus jogadores, o que o tornou um nome cobiçado no cenário nacional. A experiência de já ter trabalhado com as particularidades do futebol brasileiro é um ponto a seu favor, indicando que o período de adaptação pode ser mais curto e que ele compreende as demandas e a intensidade das competições locais. A expectativa é que essa bagagem contribua para um início de trabalho sólido e promissor no Beira-Rio, buscando implementar rapidamente sua filosofia e garantir resultados consistentes desde o começo da temporada.
O desafio da estabilidade na temporada
Um dos principais objetivos com a chegada de Paulo Pezzolano é quebrar um ciclo de instabilidade que tem marcado a gestão de Alessandro Barcellos. O presidente não conseguiu manter o mesmo treinador durante uma temporada completa, de janeiro a dezembro, uma estatística que reflete a pressão por resultados e a complexidade do futebol.
Pezzolano assume o Beira-Rio com a missão clara de dar continuidade e estabilidade ao projeto técnico do Internacional para 2025. A ideia é que ele possa desenvolver um trabalho de longo prazo, construindo uma identidade para a equipe e evitando as constantes trocas que impactam o planejamento e o desempenho em campo.
A carreira internacional do novo técnico
A experiência de Paulo Pezzolano não se restringe ao futebol brasileiro e uruguaio, seu país natal. O treinador possui uma trajetória internacional diversificada, que inclui passagens por diferentes ligas e culturas futebolísticas.
Ele comandou equipes como Torque e Liverpool, no Uruguai, além de ter tido experiências no Pachuca, do México, e no Valladolid, na Espanha. Sua passagem mais recente antes do Cruzeiro foi no Watford, da Inglaterra, onde fez 10 jogos antes de se transferir, acumulando conhecimento em contextos variados do futebol mundial.
Metas para o próximo ano
Com a chegada de Pezzolano, o Internacional projeta uma temporada de 2025 com foco na consolidação de um projeto esportivo robusto e na busca por títulos. A expectativa é que o novo comandante consiga implementar sua visão de jogo e liderar a equipe em todas as competições, buscando a regularidade e o alto desempenho.