Copa do Brasil

Gol de Yuri Alberto impulsiona Corinthians na final da Copa do Brasil 2025 contra Vasco

Golaço Yuri Alberto final
Golaço Yuri Alberto final - SporTV

O Corinthians abriu o placar na aguardada final da Copa do Brasil de 2025 neste domingo, no Maracanã, com um gol crucial de Yuri Alberto aos 18 minutos do primeiro tempo, em uma jogada bem construída que contou com a assistência de Matheuzinho. O duelo decisivo, que define o campeão após um empate sem gols na partida de ida, realizada na Neo Química Arena, viu o time paulista assumir a vantagem por 1 a 0 nos primeiros momentos do confronto. A atmosfera no estádio, com cerca de 70 mil torcedores, era de grande expectativa, com ambas as equipes buscando a glória máxima no torneio.

A partida de volta da decisão começou às 18h (horário de Brasília) e rapidamente ganhou contornos de emoção. O Vasco, atuando em casa, almeja seu segundo título da competição, enquanto o Corinthians busca o tetracampeonato, com conquistas anteriores em 1995, 2002 e 2009.

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A bola rolou com grande intensidade, refletindo a importância do jogo para as duas tradicionais equipes do futebol brasileiro que protagonizam mais uma final memorável.

Expectativa e ambiente no Maracanã

A torcida vascaína preparou mosaicos impressionantes antes do apito inicial, criando um cenário de forte apoio ao time da casa. No setor leste, uma mensagem “nosso sonho é igual” remetia ao título histórico de 2011, evocando a memória de uma conquista marcante para os cruzmaltinos.

Outro mosaico, posicionado no setor sul, destacava a frase “nós somos o Vasco”, reforçando a identidade e a paixão dos torcedores. Essas demonstrações visuais contribuíram para criar uma atmosfera de grande efervescência e entusiasmo no Maracanã, elevando o clima da decisão.

O gol decisivo e a vantagem corintiana

O gol que colocou o Corinthians em vantagem surgiu de uma jogada rápida e bem articulada pela direita do campo. Matheuzinho avançou com a bola e conseguiu um passe preciso para Yuri Alberto, que estava livre dentro da área vascaína. O camisa 9 dominou a bola com maestria e finalizou com precisão, tocando na saída do goleiro Léo Jardim, que não teve chances de defesa. Este tento não apenas abriu o placar, mas também alterou a dinâmica da partida, forçando o Vasco a buscar uma reação para reverter o resultado adverso em seus domínios.

Escalação das equipes para a grande final

O técnico Fernando Diniz escalou o Vasco com Léo Jardim no gol; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan e Puma Rodríguez na defesa; Barros, Thiago Mendes e Coutinho no meio-campo; Nuno Moreira, Andrés Gómez e Rayan no ataque. A formação escolhida pelo comandante priorizou uma solidez defensiva, buscando ao mesmo tempo transições rápidas para o ataque, características que marcaram a campanha da equipe até a final.

Do lado corintiano, Dorival Júnior optou por Hugo Souza no gol; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu na linha defensiva; Raniele, José Martínez, Maycon e Breno Bidon no setor de meio-campo; Memphis Depay e Yuri Alberto formaram a dupla de ataque. A alteração no meio-campo, com a entrada de Maycon, visou proporcionar maior criatividade e poder de armação para o Timão.

A jornada até a decisão da Copa do Brasil

O Vasco iniciou sua campanha na Copa do Brasil desde a primeira fase, demonstrando resiliência ao longo de todo o torneio. A equipe carioca superou adversários como União Rondonópolis, Nova Iguaçu e CSA nas etapas iniciais, pavimentando seu caminho rumo às fases mais decisivas da competição.

Nas oitavas de final, o cruzmaltino enfrentou o Botafogo, garantindo a classificação após uma disputa acirrada nos pênaltis, que testou a capacidade de seus jogadores sob pressão.

O caminho do Vasco até a final incluiu ainda confrontos contra o Fluminense nas quartas e semifinais. Em ambas as ocasiões, a equipe repetiu o feito de avançar após decisões por pênaltis, mostrando um desempenho notável em momentos cruciais.

O Corinthians, por sua vez, ingressou na competição a partir da terceira fase, beneficiado por sua participação na Copa Libertadores. O alvinegro paulista eliminou o Novorizontino, seguido pelo Palmeiras nas oitavas de final, em um clássico de grande rivalidade. A equipe também superou o Athletico-PR nas quartas e o Cruzeiro nas semifinais. Sua campanha até a decisão registrou sete vitórias, um empate e apenas uma derrota, evidenciando a força do elenco corintiano.

Arbitragem e a atmosfera do Maracanã

Wilton Pereira Sampaio foi o árbitro principal da partida, auxiliado por Bruno Boschilia e Victor Hugo Imazu dos Santos nas bandeiras. Na cabine do VAR, a responsabilidade ficou a cargo de Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira, com a missão de revisar lances capitais e garantir a justiça do jogo.

A equipe de arbitragem buscou manter o controle em um duelo de alta tensão, onde cada decisão poderia ter impacto significativo no resultado final. A presença de um VAR experiente reforçou a expectativa por um jogo conduzido com a máxima imparcialidade.

O Maracanã registrou casa cheia, com ingressos esgotados dias antes do confronto, evidenciando o grande interesse pela decisão. A expectativa envolvia não apenas a conquista do título, mas também a premiação recorde de cerca de R$ 77 milhões para o campeão e uma vaga direta na Copa Libertadores de 2026.

Linha do tempo dos principais lances

– 00′ 1T: Bola rolando no Maracanã. Corinthians inicia com posse no campo de defesa, tentando passes curtos.
– 01′ 1T: Breno Bidon tenta lançamento longo para Yuri Alberto, mas Carlos Cuesta intercepta e afasta o perigo.
– 03′ 1T: Depay comete falta em Coutinho, paralisando o jogo temporariamente.
– 04′ 1T: Cruzamento de Coutinho na área, Puma cabeceia, mas Matheuzinho afasta; na sobra, Nuno Moreira erra o passe.
– 07′ 1T: Paulo Henrique rouba bola no ataque e tenta falta, mas arbitragem manda seguir.
– 09′ 1T: Vasco controla a posse e pressiona a saída de bola do Corinthians.
– 12′ 1T: Bola bate na mão de Nuno Moreira após chutão de Hugo Souza, jogo paralisado.
– 14′ 1T: Yuri Alberto recebe de Matheuzinho e chuta forte, mas bola vai para fora, na rede lateral.
– 16′ 1T: Coutinho cobra falta, Rayan cabeceia por cima do gol.
– 18′ 1T: Gol do Corinthians! Matheuzinho lança, Yuri Alberto domina e toca na saída de Léo Jardim.

Lances iniciais e a dinâmica do jogo

Os primeiros minutos da partida mostraram um equilíbrio tático entre as duas equipes, com o Corinthians tentando dominar a posse de bola no campo de ataque. O Vasco, por sua vez, respondeu com uma marcação alta e intensa, buscando forçar erros na saída de bola do adversário e recuperar a posse rapidamente.

Aos 14 minutos, Yuri Alberto teve uma boa oportunidade de abrir o placar, mas seu chute acabou indo para fora, na rede lateral. Pouco depois, aos 16 minutos, Rayan levou perigo à meta corintiana com um cabeceio após cobrança de falta de Coutinho. O gol de Yuri Alberto, aos 18 minutos, veio em um contra-ataque veloz, que explorou um espaço na defesa vascaína, conferindo ao Corinthians a vantagem parcial.

Momentos de tensão no confronto

Paradas frequentes caracterizaram o início do jogo, com faltas táticas cometidas por ambos os lados no meio-campo. A intensidade das disputas, especialmente entre jogadores como Depay e Coutinho, evidenciou o nervosismo natural de uma final.

A defesa vascaína, com a liderança de Cuesta, teve a tarefa de conter os avanços de Depay, enquanto pelo lado corintiano, André Ramalho e Gustavo Henrique foram importantes para neutralizar as investidas de Rayan. O placar de 1 a 0 até os 20 minutos refletiu o golaço isolado de Yuri Alberto, com o Vasco buscando o empate e o Corinthians administrando a vantagem parcial.

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